
A gestão Belluzzo foi tão desastrosa que reaproximou o nefasto Mustafá Contursi do centro de poder do clube. O eleito Arnaldo Tirone é ligado ao dirigente, que ficou 12 anos no poder, enquanto José Angelo Vergamini, também ligado ao ex-cartola do Verdão, foi reeleito para o Conselho Deliberativo. Patrícia Amorim, apesar de boas atitudes em sua chegada, demitiu Zico da diretoria executiva (injustamente, como um dos culpados pela má campanha do time no Brasileirão de 2010) e entrou na megalomania, como a contratação da frustrada dupla Deivid e Diogo, que juntos somavam quase R$ 1 milhão mensais de vencimentos. A mandatária do Flamengo chegou ao absurdo de declarar que “dirigente não ganha jogo, mas ganha título”, referente ao episódio do reconhecimento do justo hexacampeonato do Flamengo com a ratificação do título brasileiro de 1987. Pleiteado há mais de duas décadas, por diversos presidentes, o tal título vem sendo usado pela CBF para tentar minar o frágil Clube dos 13 e retomar o controle perdido sobre o que resta do futebol tupiniquim.

Para esta Libertadores, a aposta era Adílson Batista, de bom trabalho no Cruzeiro (vice-campeão da Libertadores de 2009), mas arranhado pelos atritos na breve passagem pelo Corinthians. O presidente do Peixe sabia (ou deveria saber) das características de seu novo contratado, contestado até mesmo pela imprensa mineira, por conta das diversas “experimentações” que o técnico costuma fazer em seu elenco – para mim, seu maior defeito como treinador. Com várias contratações e tendo de encaixar Neymar e os outros garotos que chegavam da Seleção Brasileira sub-20 que estava no Sul-Americano da categoria, parecia óbvio que seu elenco estava em formação. Porém, uma derrota inesperada diante de um ainda combalido Corinthians e dois empates (Deportivo Táchira na Libertadores e São Bernardo, no Paulistão) foram suficientes para derrubar o treinador. O diagnóstico do presidente: o “DNA” ofensivo do Santos havia mudado.

Um atestado de que, na hora em que a situação apertou, Luiz Álvaro foi pelo caminho mais previsível. Como já fizeram todos os outros, desde que o futebol é futebol.
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