28.2.10

O fim de semana na terra da Rainha

Apesar de já bastante discutidos e repercutidos, queria dar alguns pitacos sobre os dois fatos marcantes deste final de semana na terra da rainha: a grave lesão sofrida pelo meia Aaron Ramsey, do Arsenal, e o esperado encontro entre Terry e Bridge.

Começando pela lamentável coincidência de outro jogador dos Gunners sofrer uma fratura em campo. Se há dois anos foi o brasuca-croata Eduardo da Silva, agora foi a vez do inglês Ramsey, após forte entrada de Ryan Shawcross. Pelas imagens, não consigo ver intenção do atleta do Stoke City.



O agressor saiu chorando de campo, dizendo que não tinha a intenção de machucar o colega. O que também não tira a sua responsabilidade. Deve ser punido severamente. Acredito que lances como esse seriam 100% evitados se fosse adotada a mesma regra que mudou o futsal: carrinho é falta! Não importa se é de frente, de lado ou pelas costas, se pegou ou não no jogador. Todo carrinho é falta. Simples assim. Eduardo da Silva ficou 1 ano afastado e, apesar de dizer que já superou, sofre até hoje problemas gerados pela lesão. Espero que a recuperação de Ramsey seja rápida e definitiva.

Sobre o encontro de Terry com Bridge, o clima foi pesado, como esperavam os tablóides sansacionalistas ingleses. No cumprimento entre os atletas de Chelsea e Manchester City, o lateral deixou o fair play de lado e não deu a mão ao capitão dos Blues. Mas não recrimino a sua atitude. Era uma situação complicada.

Terry, casado, saiu com a mulher de um ex-companheiro de clube e de seleção. E acabou levando Bridge a abdicar de defender a seleção em uma Copa do Mundo! Como a vida pessoal não me interessa, foi essa decisão que me fez falar sobre o incidente. Como amante do futebol, fico triste ao ver um atleta abrir mão de defender seu país no maior torneio de todos por um problema pessoal. É uma pena, e que ainda prejudicou a trupe de Fabio Capello. Mas o fato tornou a convivência entre os dois insustentável. Pior para o lateral. De novo...

25.2.10

Rooney ou Drogba?

Messi não atua com a constância das grandes apresentações da temporada passada – o que não quer dizer que esteja mal – e Ibrahimovic ainda não lembra no Barcelona o letal e imprevisível atacante da Inter. Villa e Higuaín vêm marcando gols e decidindo jogos para Valencia e Real Madrid, respectivamente. Na Inter, a boa fase é do goleador argentino Diego Milito. Mas os atacantes que vem se sobressaindo entre os outros, até aqui, são os rivais de Inglaterra: Rooney, do Manchester United, e Didier Drogba, do Chelsea.

Na liderança, o Chelsea tenta evitar a conquista do tetracampeonato da Premier League pelo United. Na artilharia do campeonato, porém, a vantagem é de Rooney: 23 gols em 27 jogos, enquanto Drogba contabiliza 19 gols em 22 partidas. Nos jogos oficiais da temporada, 26 tentos para o inglês e 24 para o marfinense.

Drogba é mais alto (1,88m) e mais forte fisicamente. É bom na jogada aérea, sabe jogar fixo na área e sair para buscar jogo (principalmente caindo pela esquerda), está se aperfeiçoando nas cobranças de falta e sabe fazer bem o pivô, como mostram as seis assistências do camisa 11 em 2009/10. Rooney não é alto quando tratamos de um homem-gol (1,78m), mas tem força física impressionante, sabe cabecear, finaliza com os dois pés e briga por todas as bolas, em todo lugar do campo. Sua condição física está no auge, proporcionando arrancadas sensacionais e velozes. Foi responsável por cinco assistências, até aqui.

Ambos são as maiores referências de suas equipes. Drogba, já há algum tempo - foi artilheiro da Premier League em 2006/07. Rooney acabou crescendo tecnicamente na última temporada de Cristiano Ronaldo com a camisa do Manchester United – já fazia boas partidas, mas ainda era coadjuvante na época do português. Porém, com a saída do meia-atacante para o Real Madrid, o atacante inglês assumiu, com muita naturalidade, a condição de referência técnica da equipe. Após o trunfo desta última terça-feira diante do West Ham, onde Rooney decidiu o confronto com dois gols, o técnico adversário, o italiano Gianfranco Zola, afirmou que o camisa 10 do United tem o "toque de Midas", referindo-se ao grande aproveitamento de Rooney nas finalizações ao gol.

Neste momento, são os dois melhores atacantes da atualidade no futebol. E apesar de viverem momentos semelhantes, acho Rooney mais completo e jogando em uma equipe tecnicamente pior e mais dependente dele do que Drogba. A briga pela artilharia, pela Premier League e por uma boa jornada na Copa do Mundo prometem com os dois em campo.

23.2.10

Chegou a hora

Esta semana finalmente marca a estreia das outras três equipes brsileiras na Taça Libertadores da América: Internacional nesta terça e Corinthians e Flamengo um dia depois. Hora de mostrar que todo o planejamento que vem sendo feito até agora é correto e importante para o sucesso na competição, como o revezamento de atletas - exceção feita aos rubro-negros.

Uma coincidencia acompanha as três equipes: todas vêm de maus resultados em seus torneios regionais. O Flamengo de Adriano, apesar de não admitir, sentiu o peso da derrota para o ex-freguês Botafogo, e agora entra pressionado. Apesar de não haver rodízio, entra descansado para o duelo contra a Universidad Católica, já que não atua desde a última quarta-feira.

Já o Inter foi eliminado na semifinal da Taça Fernando Carvalho, primeiro turno do Gauchão, mas jogando com um time B. A derrota veio com um gol aos 47 minutos do segundo tempo, quebrando uma invencibilidade de 31 jogos no torneio. Enfrenta o Emelec com todos os jogadores à disposição do técnico Fossati, inclusive o goleiro Abbondanzieri.

O Corinthians, jogando com um time misto, apenas empatou sem gols no último duelo pelo Paulistão, contra o Rio Branco. Pela primeira vez na temporada Mano Menezes deve utilizar o time que considera ideal, contando com a volta de Ronaldo. O técnico do Timão chegou a ser criticado pelo excesso no rodízio. A estreia é contra o Racing de Montevidéu.

Outro fator em comum para todos é que iniciam a competição jogando em seus domínios, o que pode causar um efeito contrário: sem menosprezar os adversários, acredito que a ansiedade será o maior obstáculo para o trio. Mais ainda para o Timão, já que nunca venceu o campeonato e entra cercado por uma enorme expectativa da torcida, devido ao grande número de reforços e a presença de Ronaldo.

Um resultado ruim, mesmo um empate, pode trazer um ambiente ruim, já que os campeonatos regionais têm sido usados até então como uma espécie de laboratório e o grande objetivo é taça continental. Que se mirem no São Paulo, e não no Cruzeiro.

20.2.10

Pato por lebre?

Inter aposta em Abbonzanzieri no gol para a Libertadores: argentino não atua em alto nível há pelo menos quatro anos

As seguidas boas administrações puseram o Inter como uma das principais equipes do Brasil nos últimos anos, tanto dentro de campo, quanto fora dele. Porém, a diretoria colorada parece insistir em atos que parecem fadados a dar errado. Após a perda da Copa do Brasil de 2009, o time não teve o desempenho que se esperava na primeira metade do Brasileirão. E mesmo com toda a pressão e instabilidade, a diretoria achou por bem manter o então técnico da equipe Tite. Vice-campeão brasileiro posteriormente com Mário Sérgio à frente da equipe, a manutenção de Tite, hipoteticamente falando, pode ter custado o título brasileiro ao Inter, que não é campeão nacional há mais de três décadas.

Para 2010, a aposta no uruguaio Jorge Fossati no banco de reservas não é má idéia, apesar de não ser unânime. Boa parte do qualificado elenco de 2009 permanece e Fossati parece sensato o suficiente para usá-los em favor da equipe, sem os modismos e extravagâncias da maioria dos técnicos de ponta disponíveis no Brasil. Porém, duas contratações me intrigaram bastante: a vinda de duas peças experientes. O atacante Kléber Pereira – em baixa na parte final de sua passagem no Santos, 34 anos, e o experiente goleiro argentino Pato Abbondanzieri, 37 anos.

O elenco do Inter é inchado de bons atacantes. Além do eficiente Alecsandro – 16 gols no último Brasileirão – a equipe tem o bom Edu, que ainda não se acertou na equipe, além dos jovens Taison, Walter e Talles Cunha, crias da casa e com potencial de estourar. Pereira não tem experiências decisivas no torneio continental e será mero banco de Alecsandro, o que poderia gerar desconforto na briga pela titularidade, por motivos óbvios. Também não acho que possam formar uma dupla de ataque eficiente, já que ambos são mais eficientes jogando como centroavantes e tem a jogada aérea como forte característica.

Já Abbondanzieri nunca mostrou ser um goleiro de alto nível técnico. Nem mesmo durante seu auge, na época vitoriosa do Boca Juniors. no início da última década. Sem dúvida é um vencedor dentro do futebol sul-americano e experiente em Libertadores (campeão em 2001, 2001 e 2003 com o Boca). Mas não parece ser o tipo de arqueiro que será de valia ao clube. Nunca se firmou de fato na seleção albiceleste, teve passagem discreta pelo Getafe e nada pôde fazer no péssimo time do Boca do último ano e pinta como um jogador mais próximo da aposentadoria. Lauro, titular da equipe em 2009, não é ótimo, mas está longe de comprometer e está muito melhor tecnicamente que Pato.

Como um todo, o elenco do Inter me parece equilibrado e com muita qualidade, principlmente no meio-campo e ataque. Porém, essas duas apostas na experiência, em particular, parecem daquelas que tem quase tudo para dar errado.

17.2.10

Coisas que acontecem por aqui

Reclamar da postura e atitudes dos dirigentes brasileiros é chover no molhado. Isso todo mundo já está careca de saber. O que é engraçado é ver como os colegas da Conmebol agem da mesma forma. Deve ser uma característica sul-americana, algo que está mais para os sociólogos e antropólogos explicarem.

Refiro-me ao regulamento da Conmebol, do presidente Nicolás Leóz, no que se refere à inscrição de jogadores para a disputa da Taça Libertadores da América. Diz o documento que a equipe tem até 48 horas antes da primeira partida para passar a relação de atletas que irão disputar o torneio. E ainda há a brecha, usada pelo São Paulo, de estourar esse prazo e mandar a lista apenas algumas horas antes, tendo então de pagar uma “multa” de um punhado de dólares.

O que chama a atenção é a diferença entre as estréias das equipes. Enquanto São Paulo e Cruzeiro jogaram no dia 10 de fevereiro, o Internacional joga dia 23, e Flamengo e Corinthians no dia seguinte. O que representa uma grande desvantagem para o Tricolor e a Raposa. Eis o exemplo.

O São Paulo está (ou estava) numa negociação para ter Fernandão, do Goiás. Com a demora para o desfecho do negócio, em caso de final feliz, a equipe paulista só poderá contar com o reforço se alcançar as oitavas-de-final. Mas se o destino do atleta fosse os times que ainda não estrearam, não haveria nenhum problema para tê-lo em campo.

Não parece ser o caso, mas Inter, Flamengo e Corinthians contam com duas semanas a mais para poderem reforçar seus elencos. Em uma competição como a Libertadores, pode fazer uma boa diferença. O lógico não seria estipular uma data limite que fosse igual para todos os participantes, colocando-as assim com o mesmo período para fecharam seus plantéis?

Ops, mas em que é que estou pensando? Querer que o princípio de justiça e o bom senso sejam coisas a serem consideradas é um pouco demais né? O importante para os cartolas, tanto os de lá com os de cá, é saber se será o banco ou a montadora de carros que dará o nome à competição, bem como o valor a ser pago pelos cartões amarelo e vermelho. Que pelo menos a taça fique em mãos tupiniquins dessa vez.

14.2.10

Surpresa para alguém?


Depois da batalha campal do dia 6 de dezembro do ano passado, na última rodada do Brasileirão e que culminou com o rebaixamento do Coritiba para a Segundona, o estádio Couto Pereira foi interditado. O STJD condicionou a liberação do local para jogos do Paranaense ao cumprimento de uma série de exigências de um caderno de encargos da CBF.

Eis que, pouco mais de um mês depois, o clube paranaense conseguiu um parecer favorável para a liberação do estádio e enviou para a CBF, que deu o sinal verde para a volta da utilização do Couto Pereira. Resta agora apenas a homologação da decisão pelo STJD. A pena da perda de 30 mandos de campo, segundo o órgão máximo da justiça desportiva, vale apenas para competições nacionais.

Ora, por que a “discriminação”? O clube foi punido, corretamente, pelo comportamento da torcida e por mostrar que não tinha condições de evitar uma tragédia como a ocorrida. Sendo assim, a punição deveria ser para o clube, independente da competição. Se não pode jogar a Segundona, não deveria também pelo Paranaense. Mas não é assim que pensam as entidades máximas do futebol e justiça desportiva.

Agora é apenas esperar pelo julgamento do recurso apresentado pelo Coxa ao STJD para alterar a punição da perda dos 30 mandos e da multa de R$ 620 mil, previsto para acontecer no início de março. A minha dúvida é: conhecendo o futebol brasileiro, os bastidores da politicagem, alguém duvida que essa pena será alterada e reduzida, se não convertida para uma pena simbólica?

Aos feridos na batalha campal, nem ao menos a sensação de justiça será concedida. Infelizmente esse é o país que irá organizar a próxima Copa do Mundo. E olha que só falta pouco mais de 4 anos para o grande dia.



12.2.10

Pecados do Arsenal

No início desta temporada na Inglaterra, parecia que o Arsenal brigaria apenas por uma vaga na pré-Champions League com o agora turbinado Manchester City. Mas enquanto os Citizens demoraram a se acertar na Premier League, o Liverpool de Rafa Benítez caía em parafuso – perambulou pela zona da Europa League e foi eliminado precocemente na Champions. Com isso, o Arsenal, bom time que é, chegou ao terceiro posto da liga, flertando com a vice-liderança em algumas rodadas. Contudo, o Arsenal poderia estar em melhor situação – atualmente com 52 pontos, está a seis do líder Chelsea.

Apesar de seis pontos consistirem em uma vantagem não tão segura quando há mais 36 em disputa (12 rodadas), o Arsenal não tem mais nenhum confronto direto com os postulantes ao título, Chelsea e Manchester United. Isso porque, na “mini-decisão” que poderia por a equipe definitivamente na briga pelo título, o Arsenal não fez bom papel: perdeu em casa para o Manchester United (1-3), fora para o Chelsea (0-2) e ganhou do instável Liverpool em casa (1-0). As três “decisões” - disputadas em um espaço de apenas 11 dias – poderiam ter tirado pontos preciosos dos rivais. Nas derrotas, novamente faltou experiência para a equipe, como um todo. Nas outras três partidas, ainda no primeiro turno, o time foi derrotado pelos mesmos adversários e venceu o Liverpool.

O último título de expressão do Arsenal foi a Premier League de 2003/04, conquistada de forma invicta. Desde então, o último grande momento da equipe foi a final da Champions de 2005/06, onde os Gunners foram derrotados por um Barcelona fabuloso, com Eto’o, Ronaldinho, Xavi e cia. Daquela equipe que entrou em campo na decisão no Stade de France, os Gunners possuíram uma base formada em sua maioria por jogadores com alguma experiência: Lehmann, Campbell, Ashley Cole, Pires, Gilberto Silva, Ljungberg e Henry estiveram em campo.

Contra Manchester United e Chelsea, os mais tarimbados eram nomes como Almunia, Eboué e Gallas, nenhum com capacidade de decidir uma partida. A grande referência técnica da equipe de Arsène Wenger é Fabregas, 22 anos. O russo Andrei Arshavin, que é experiente e poderia decidir, alterna bons e maus jogos.

É inegável a capacidade e o olho clínico de Wenger de descobrir e lapidar novos talentos. Após Fabregas, o francês revela outro bom talento ao futebol: o volante brasileiro Denílson, que faz excelente temporada. Mas a política de jovens pode estar custando voos mais altos ao Arsenal, no campo de conquistas. E o Arsenal parece não ter mão firme o suficiente para segurar os grandes talentos, que acabam rumando às equipes mais vencedoras. O Barcelona faz ronda constante para repatriar Fabregas, segundo a imprensa especializada.

Um dos mais experientes do time, o zagueiro William Gallas – que usa a camisa 10, já que Wenger não quis que seus jovens comandados fossem comparados ao ídolo Bergkamp, detentor da camiseta por muitos anos – entrou em impasse com o técnico. O motivo: Na política do técnico francês, ele só fecha contratos com mais de um ano de duração com jogadores abaixo dos 30 anos. Será que vale a pena entrar em atrito com o zagueiro, de 32 anos, visto como um dos líderes desse elenco? Mesmo com a desculpa em não gastar com grandes reforços por conta do caro Emirates Stadium, se o Arsenal resolvesse investir um pouco mais, poderia ser mais do que “apenas” a terceira ou quarta força da Inglaterra.

8.2.10

Mardi Gras na Flórida

Assistir ao SuperBowl é sempre um programão. Estádio lotado, muita organização, show de estatísticas e uma lição de como se organizar um evento esportivo. Ainda estamos muito atrás dos americanos quando o assunto é promover espetáculos. Dessa vez não foi diferente.

Quem foi até o Sun Life Stadium, em Tampa, Flórida, viu além de uma grande partida, um show histórico com a banda The Who. Os que assistiram o jogo pela televisão ajudaram a bater o recorde de audiência da TV americana. Segundo uma pesquisa da Nielsen Company, cerca de 106,5 milhões de pessoas acompanharam o Super Bowl XLIV. Índice que desbancou a duradoura marca da série M-A-S-H, de 1983.

Em campo, as duas equipes de melhor campanha na temporada. Indianapolis Colts e New Orleans Saints fizeram uma partida equilibrada e cheia de alternativas. Com a segurança de um dos maiores quarter backs da história, Peyton Manning, os Colts fizeram um primeiro quarto arrasador. Invertendo as jogadas e usando muito as corridas do então apagado Joseph Addai, o time de Indianapolis conseguiu abrir 10 a 0.

Mas como pregam os dramas hollywoodianos mais recheados de clichês, "os grandes sempre querem a bola". E foi com esse espírito que o quarterback dos Saints, Drew Brees, voltou para o segundo quarto com outra disposição. Mais firme na defesa e efetivo nos lançamentos curtos na lateral, New Orleans controlou a bola e o relógio. E nos momentos mais importantes, a equipe mostrou uma ousadia raramente vista em jogos decisivos. Enquanto os mais conservadores criticavam a estratégia ultra-ambiciosa, jarda a jarda o time do Sul se aproximava da vitória. Um triunfo sacramentado pelo cornerback T. Porter, que interceptou um passe de Peyton Manning e fechou a partida em 31 a 17 para o Saints. Primeiro título da equipe do estado da Lousiana.

Drew Brees levou merecidamente o título de MVP (jogador mais valioso) e a cidade New Orleans ganhou mais um motivo para se orgulhar, além do Carnaval "Mardi Gras". A famosa terça-feira gorda é uma das maiores festas populares dos Estados Unidos e começa na semana que vem. Este ano, a tradicional fantasia de jogador dos Saints vai ganhar um adereço especial: um anel de campeão no dedo.

6.2.10

Bota fogo de palha?

João Henrique e Ademir Sopa comemoram:
Botafogo 2 a 1 na Portuguesa em pleno Canindé


Todo ano é a mesma coisa. Longe de estarem no auge do seu preparo físico, os times de maior expressão começam a disputa dos Estaduais num ritmo muito aquém de suas reais possibilidades. Melhor para os times considerados pequenos que, cheios de ânimo, aproveitam o momento de letargia para ganharem preciosos pontos.

No Campeonato Paulista a máxima quase sempre é seguida a risca. Até a 10ª rodada vemos inúmeras zebras despontarem entre os quatro semifinalistas para, depois, perderem o fôlego na reta final do torneio. Ou quase sempre. Afinal, ninguém acreditaria que Guaratinguetá e Ponte Preta em 2008, Bragantino em 2007 ou Noroeste em 2006 desbancariam algum grande e ficariam entre os 4 primeiros. Pois ficaram.

Agora, a zebra da vez é o Botafogo. Para um time recheado de novas contratações (28 atletas!) e tido até por nós, do Opinião FC, como um clube que brigaria apenas para não cair, o ano começou muito bem: Quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Até agora o grande trunfo do treinador Roberto Fonseca aparece no poderio defensivo de sua equipe. Dono da melhor defesa do campeonato até o momento, com apenas 3 gols sofridos, o Botinha melhorou muito a sua marcação quando trocou o engessado 3-5-2 por um versátil 4-3-1-2. Afinal, com o novo esquema a defesa ganhou a proteção de 3 volantes bem experientes (Augusto Recife, Ademar Sopa e Rodrigo Pontes), dando liberdade para os laterais Cássio e Andrezinho munirem os velocistas atacantes Malaquias e Willian.

É muito cedo para afirmar que a Pantera, atual vice-líder, chegará ou ao menos brigará por uma das quatro vagas finais. Mas no meio de tantas equipes enfadonhas, vale a pena dar uma olhada nos ribeirão-pretanos que, além dos jogadores já citados, também contam com outros nomes muito interessantes. O cerebral meia Xuxa, o jovem zagueiro Freire ou o ágil goleiro Weverson, que desbancou o veterano Cleber e virou titular da camisa 1 são bons exemplos disso.

4.2.10

Diós amador

Que a qualidade de Maradona como treinador de futebol contrasta violentamente com sua história como jogador, não é nenhuma novidade. El Pibe não consegue dar um padrão tático à Albiceleste, que convence cada vez menos quando entra em campo. Prova disso foi a dramática classificação dos Argentinos à Copa do Mundo, apenas na quarta colocação da América do Sul. Contudo, algumas atitudes de Maradona beiram ao amadorismo, no que diz respeito aos limites da área técnica.

Para o amistoso contra a Jamaica, no próximo dia 10, Dieguito só chamou jogadores que atuam na Argentina, já que não se trata de uma data Fifa e ele precisa observar jogadores, principalmente para a defesa, calcanhar de Aquiles da equipe atualmente. Para isso, Maradona convocou 22 atletas. Dos escolhidos, quatro eram jogadores do Estudiantes, que estreará no dia anterior na Libertadores contra os peruanos do Juan Aurich, o que inviabilizaria qualquer participação dos atletas Pinchas na partida da Albiceleste. Por isso, o lateral Clemente Rodríguez, os meias Enzo Pérez e José Sosa e o atacante Mauro Boselli acabaram substituídos pelo zagueiro Ignácio Canuto (Argentinos Juniors), os meias Jesús Méndez (Rosario Central) e Patricio Toranzo (Huracán), além do atacante Juan Pablo Pereyra (Atlético Tucumán).

Na convocatória de substitutos, outro problema: o atacante Pereyra teve fratura exposta no nariz na partida contra o San Lorenzo, válida pela estréia das equipes no Torenio Clausura, em 30 de janeiro. Mesmo com a confirmação da fratura em 1 de fevereiro e do posterior afastamento do atacante do Tucumán por 15 dias dos campos, Maradona o incluiu na convocatória anunciada nesta quarta (3 de fevereiro). Depois, teve que corrigir o novo erro ao convocar o atacante Claudio Bieler, do Racing. Com os novos chamados, Maradona chega a marca de 102 jogadores convocados desde o final de outubro de 2008 (veja lista levantada por PVC em seu blog), quando o craque foi escolhido como técnico do selecionado portenho.

A falta de percepção para dirigir uma equipe de futebol cada vez é mais latente no maior ídolo argentino de todos os tempos. Podemos questionar Dunga e criticar alguns atletas de confiança que ele utiliza ao longo de seu trabalho na Seleção Brasileira. Mas a aventura de Maradona à frente da Argentina, por vezes, beira o amadorismo. Tanto que o Olé estampa em seu site e edição impressa desta quinta-feira uma expressão que vem se tornando comum a Argentina da era Maradona como treinador: “Papelón de Selección”.

A lista (re-recorrigida) de Maradona para o jogo contra a Jamaica:

Goleiros: Nelson Ibáñez (Godoy Cruz) e Cristian Campestrini (Arsenal de Sarandí)
Defensores: Matías Caruzzo (Argentinos Juniors), Mariano Echeverría (Chacarita), Leonel Galeano (Independiente), Gabriel Mercado (Racing Club)
Meio-campo: Juan Mercier (Argentinos Juniors), Patricio Toranzo (Huracán), Jesús Méndez (Boca Juniors), Federico Insúa (Boca Juniors), Walter Acevedo (Independiente), Lucas Licht (Racing Club)
Atacantes: Franco Jara (Arsenal da Sarandí), Martín Palermo, Nicolás Gaitán (Boca Juniors), Claudio Bieler (Racing Club) e Gabriel Hauche (Racing Club)