Esse é um Blog de Jornalismo Esportivo que nasceu para trazer opinião de verdade para Internet brasileira. Nosso principal objetivo é acabar com o "Emcimadomurismo" que há anos assola a crônica esportiva nacional.

12.11.09

Apagão no Brasileirão?

Se o campeonato está disputadíssimo em campo, porque não estragá-lo fora dele? A brilhante hipótese só poderia ser atestada por uma entidade com vasta experiência no assunto: o STJD. Alguns podem achar que a idéia não passa de um boato para acalmar os ânimos pernambucanos. Mas uma simples interpretação das palavras de Paulo Schmitt, procurador geral do órgão, deixa claro que a possibilidade existe.

"Vai depender do que o prejudicado vai apresentar como provas. Não há o pedido do Sport ainda. Compete ao clube prejudicado entrar com pedido de impugnação do jogo. Ele tem de juntar as provas e anexá-las para entrar com pedido de anulação de resultado. Pode entrar com uma imagem de TV, a prova que tiver. E quem julgar vai avaliar se há ou não erro de direito", disse o procurador.

Virada de mesa?

A entrevista divulgada pela Rede Globo evidencia a brecha deixada pela justiça desportiva. É óbvio que a diretoria do clube pernambucano vai aproveitar. Aliás, os nordestinos têm toda razão de estarem furiosos. Há tempos não se via uma lambança como essa. Só que pedir o cancelamento da partida é algo, no mínimo, questionável. Se cada time fizer isso quando for prejudicado, acaba o campeonato...

E como desgraça pouca é bobagem, a falha acontece na mesma semana que em que o árbitro de maior nome no Brasil, Carlos Eugênio Simon, foi afastado por causa da falha grotesca na partida entre Palmeiras e Fluminense.

O fato é que nós, meros espectadores, vamos depender da “turva” idoneidade do STJD. O fantasma de Luiz Zveiter assombra nossos gramados novamente. Cerveja e pipoca para assistir às últimas partidas? Esqueça! Peça uma pizza. Sabor tapetão!

11.11.09

Não há dinheiro que pague

Festa do Alcorcón em pleno Bernabéu: Os amarillos nunca haviam jogado contra equipes da elite espanhola.

O sonho galáctico de conquistar o tripleteChampions League, La Liga e Copa do Rei, como fez o Barcelona em 2008/09 – foi por água abaixo precocemente. O Real Madrid, que investiu cerca de 260 milhões de euros apenas em reforços para esta temporada, foi eliminado pelo modesto Alcorcón na primeira rodada da fase final da Copa do Rei. A equipe que também é da região de Madrid, atualmente está na terceira divisão. Aliás, em toda sua breve história de pouco mais de 38 anos, o Álcor jamais passou dessa divisão e era debutante em partidas contra equipes de primeira divisão. A goleada sofrida na partida de ida por 4-0 – com dois gols de Borja, formado nas canteras do próprio Real – não foi revertida, mesmo com a grande maioria de seus badalados jogadores em campo na partida de volta, diante de um incrédulo Santiago Bernabéu com 79.500 espectadores, um completo contraste com os sete mil espectadores que também lotaram o acanhado Estádio Santo Domingo na primeira partida, em 27 de outubro.

Mesmo ante um Real Madrid com três atacantes – Van Nistelrooy, Higuaín e Raúl – a solidez defensiva de Iñigo Lopez e Borja Gomes foi ponto de destaque, principalmente diante da forte jogada aérea dos merengues. E o enginero Pellegrini não parece ter sido ousado o suficiente para postar uma equipe mais ofensiva, de modo que pudesse alimentar o ataque com mais qualidade. O técnico chileno praticamente engessou os laterais, já que entrou com Arbeloa na esquerda e improvisou Lass Diarra na direita. Kaká era o único meia criativo, com os brucutus Gago e Mahamadou Diarra postados atrás do camisa oito. Quando entraram Marcelo e Van der Vaart, na segunda etapa, o Alcorcón se firmava atrás, ganhando moral com cada destruição das investidas do Real, apático e sem inspiração em campo. Nem o gol tardio de Van der Vaart, aos 37 do segundo tempo, manchou o partidaço que o Alcorcón fez, diante de todas as suas limitações técnicas.

Para o Real Madrid, a eliminação em si da Copa do Rei não seria nenhuma desgraça. Mas diante das más atuações dos últimos jogos e da dificuldade em encaixar um estilo de jogo ao time, Pellegrini começa a ser fortemente cobrado, até por conta da legião de estrelas que tem nas mãos. E involuntariamente, a equipe se tornou um pouco dependente de Cristiano Ronaldo, contundido há algum tempo.

A “maldição da Copa do Rei” persegue o Real Madrid desde 1993, ano de sua última conquista no torneio. Dentre os vexames, eliminações precoces para o Toledo, em 2001 e para a equipe basca do Real Unión de Irún, ano passado. Já o modesto Alcorcón, deve fazer sua festa, naquele que certamente é o maior feito de sua história. Novamente, o futebol anula disparidades econômicas e técnicas abismais. E não há dinheiro que possa pagar tal fato.

8.11.09

Caminho da dignidade

Grande público no Maracanã celebrou o acesso do Vasco: outro grande que volta à elite do futebol brasileiro de cabeça erguida.

Em grande estilo, o Vasco carimbou seu retorno à elite do futebol brasileiro com quatro rodadas de antecedência, ao vencer o Juventude por 2-1, testemunhado por 78.609 espectadores, o maior público de 2009. A grande festa do torcedor - que apoiou a equipe desde o início - em nada lembrava o clima melancólico de São Januário em 7 de dezembro de 2008, data da fatídica derrota para o Vitória por 2-0 e confirmação do rebaixamento vascaíno. Contudo, a exemplo do que já fizeram tradicionais clubes campeões brasileiros que enfrentaram o calário da segunda divisão como Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Atlético/MG, Coritiba e Corinthians, a equipe cruzmaltina voltou ao lugar que pertence pelo caminho mais digno e honroso possível.

Equipe com maior número de rodadas na liderança (16), o Vasco não teve vida fácil na Série B, contrastando com o domínio do Corinthians em 2008. Tanto é que a equipe comandada com maestria pelo técnico Dorival Júnior começou a embalar rumo à Série A apenas na metade do primeiro turno, chegando a ficar seis jogos sem vencer até então. Ainda assim, a equipe embalou e fez valer seu time com maior nível técnico, além de fazer prevalecer o peso de sua camisa. Com sete pontos de vantagem sobre o vice-líder Ceará, deve sair campeão do torneio sem maiores problemas e com todos os méritos.

Além de voltar pela porta da frente, parece que a queda vascaína finalmente fez a torcida entender que o grande culpado por tal momento do Vasco foi Eurico Miranda, com seus mandos e desmandos. Ponto para o ídolo do passado e presidente Roberto Dinamite, que soube montar a equipe de acordo com a realidade do clube, sem fazer grandes loucuras. A aposta em Dorival foi primordial, já que o técnico manteve a calma mesmo com as eliminações no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil. A equipe tinha bons talentos individuais, mas não era consistente o suficiente àquela época. Além de alçar Carlos Alberto à condição de líder da equipe, soube inserir alguns garotos gradualmente no time, como Alex Teixeira, Philippe Coutinho e Robinho, por exemplo, mesclando-os a jogadores mais tarimbados, como o próprio Carlos ALberto, Fernando Prass e Fernando.

O torcedor deve ter claro que esse time não está pronto para chegar às cabeças em 2010. Mas que tem uma boa base formada para contratar reforços e assim, levar o Vasco de volta às grandes conquistas, como é de praxe na história do Gigante da Colina. E o primeiro passo para continuar no caminho certo é a renovação de contrato de Dorival, valorizadíssimo no mercado.

Peças-chave para o acesso:

Fernando Prass – Na reserva quando chegou, o goleiro começou a se firmar ainda na Copa do Brasil, onde o Vasco fez ótima campanha, parando nas semifinais. Sereno e tecnicamente seguro, passou tranqüilidade à zaga vascaína, a melhor do torneio até aqui.

Carlos Alberto – É fato que o camisa 19 ainda tem resquícios de sua personalidade de garoto-problema. No entanto, não se acovardou em liderar a equipe, vendo o seu futebol crescer no momento primordial dessa Série B. O capitão é o vice-artilheiro da equipe na competição, com nove gols.

Élton – O atacante de 24 anos cresceu muito de produção desde sua chegada à São Januário, no início do ano. É técnico, tem faro de gol e sabe utilizar o corpo para fazer bem o pivô no comando de ataque. Seus 15 gols fazem com que ele dispute a artilharia do torneio, mesmo atravessando alguns momentos de jejum durante a Série B.

Dorival Júnior – Assim como fez Mano Menezes, topou o desafio de comandar um grande na Série B mesmo com mercado para ficar em um grande clube da primeira divisão, com toda a pressão e ônus que tal desafio poderia fazer caso não obtivesse sucesso. Sua calma para encaixar o caminhão de reforços que o Vasco trouxe em 2009 mostrou-se eficiente, principalmente após a metade do certame. Sua habilidade em não “queimar” os jovens talentos também é outro ponto altamente positivo.

Roberto Dinamite – Ídolo em campo, Dinamite mostrou habilidade também fora dele, como cartola mor do Vasco. Varreu a sombra de Eurico do clube e fez um planejamento sério, que foi a grande pedra fundamental para o retorno do Vasco à elite.

6.11.09

Igualdade ibérica (e européia)

Futuros galácticos custarão ainda mais caro aos cofres do Real Madrid com o fim da regalia tributária para jogadores estrangeiros na Espanha.

A montagem de uma nova leva galáctica ao Real Madrid no futuro está comprometida – ou ao menos, se tornará mais custosa -, já que nesta semana, a Câmara baixa espanhola (algo semelhante a Câmara dos Deputados brasileira) aprovou projeto de lei que aumenta a tributação de 24% para 43% aos estrangeiros que trabalham na Espanha e tem ganhos superiores a 600 mil euros por ano. Concebida inicialmente para atrair a chegada de investidores internacionais para a Espanha, a lei caiu como uma luva aos badalados e bem pagos jogadores de futebol. Por conta isso, a lei de isenção foi batizada como “Lei Beckham”, já que entrou em vigor em 2004, temporada em que o inglês chegou a peso de ouro ao Real Madrid.

Nem é preciso dizer que como tudo que atinge diretamente o bolso das pessoas, o anúncio causou polêmica e divisão no futebol espanhol: de um lado, os futebolistas espanhóis – principalmente entre médios e pequenos – que acham justa a uniformidade da mordida do Leão a todos os atletas. De outro, os astros do futebol espanhol, presidentes dos clubes da elite espanhola, além do presidente da Liga de Fútbol Profesional (LFP), José Luis Astiazarán, que organiza os principais torneios do país. À sombra da discussão, times ingleses, italianos e alemães – citando apenas as ligas mais fortes – comemoram o fim da Lei Beckham, já que adotam leis semelhantes de tributação igualitária com taxas próximas aos 43% da Espanha sobre os impostos e agora poderão competir em igualdade com os exorbitantes salários espanhóis em busca dos craques.

Na prática, a lei entraria em vigor apenas em 1º de janeiro de 2010, valendo apenas para os jogadores contratados a partir desta data. Atualmente, 67 jogadores da primeira divisão ultrapassam o teto da lei. Real Madrid com 13 jogadores – Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema, Van der Vaart, Van Nistelrooy, Pepe, Diarra, Dudek, Metzelder, Gago, Higuaín, Drenthe, Lassana Diarra e Marcelo – e Barcelona, com sete - Ibrahimovic, Henry, Keita, Touré, Chygrynskiy, Maxwell e Abidal (Alves não entra, já que reside há mais de cinco anos na Espanha) – dominando a lista. "Deveria haver uma igualdade tanto para eles [estrangeiros] como para nós [espanhóis] em todos ao aspectos”, afirmou o zagueiro Mané, do Getafe. “É um passo para a Europa e o mundo para igualar seu futebol. Nós vivemos com essa desvantagem e sabemos do que estamos falando. Para os jogadores, significará uma diminuição de seus salários, mas eles já ganham bem o suficiente. Para os clubes os contratos agora serão mais caros”, analisou ao site Deutsche-Welle o diretor do Bayern de Munique e presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA), Karl-Heinz Rummenigge. O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, e o ídolo madridista Raúl foram outros que comemoraram a nova resolução.

Mesmo não mostrando tal veemência, o presidente da UEFA, Michel Platini, acaba por se mostrar favorável, ao dizer que tal artifício “é assunto da Espanha”, assim como a proibição de estampa de patrocínios de bebidas e sites de apostas em países como a França, por exemplo. São posições com as quais o presidente é amplamente favorável, assim como a implantação do sistema “6+5” no futebol europeu, para favorecer a revelação de novos talentos e a valorização dos atletas nativos dentro da própria Europa, freando a importação de talentos africanos e sul-americanos. Além disso, a nova medida vai equiparar os principais campeonatos europeus, já que a concorrência entre os grandes clubes será maior e mais justa; favorece o surgimento de novos valores nas categorias de base espanholas e eliminar qualquer tipo de regalias dadas aos estrangeiros; por fim, pode "amenizar" a polarização de La Liga entre Barcelona e Real Madrid, que conquistaram sete das nove ligas espanholas disputadas nessa década.

4.11.09

Na berlinda

Apesar do pouco tempo de Bayern, Van Gaal sofre duras críticas e já vê seu emprego ameaçado.

A quarta rodada desta Champions League deixou duas equipes tradicionais em situação delicadíssima: no Grupo A, o Bayern vê o Bordeaux disparar na liderança após a derrota em casa por 2-0 diante dos Girondinos. Já no Grupo E, o Liverpool vive situação semelhante, após sofrer empate no último minuto diante do Lyon na França. Praticamente na mesma situação – com quatro pontos e a seis dos líderes da chave – precisam vencer as duas partidas restantes a qualquer custo para vislumbrar uma chance de classificação e não sofrer uma eliminação precoce, haja vista que são times com bons e caros elencos. A situação igualmente difícil em suas respectivas ligas nacionais – Liverpool em sexto, a nove pontos do líder Chelsea e Bayern em quarto, quatro pontos a menos que o líder Leverkusen – já traz questionamentos sobre o trabalho de seus dois comandantes.

Com apenas uma vitória e um empate nas últimas oito partidas, o clima para Rafa Benítez no Liverpool vai ficando cada vez mais pesado. Em Anfield desde 2004, o espanhol é alvo de muitas críticas de torcedores e até de um dos donos do clube, George Gillet. Eliminações precoces na Champions e Premier League – que o Liverpool não conquista há quase duas décadas – poderão encerrar sua passagem pelos Reds, já que deixou de ser uma unanimidade há algum tempo entre os torcedores. "Eu não acho que meu trabalho está em risco. Eu não estou pensando nisso - só no jogo seguinte”, insistiu ao sensacionalista tablóide inglês The Sun. A equipe de Benítez precisa ganhar bem do fraco Debreceni na Hungria para decidir a vaga com a Fiorentina em Anfield Road, se esta não vencer o Lyon em casa. Em caso de vitória da equipe Viola na próxima rodada, está fora.

Já o holandês Louis Van Gaal chegou ao Bayern no início desta temporada, credenciado pelo bom trabalho desenvolvido no AZ Alkmaar, que culminou com o título holandês em 2008/09. Com fama de durão, renovou o elenco, recebendo promissores jogadores provenientes do futebol holandês e alemão, além do badalado Arjen Robben, que prometia dupla infernal com a estrela da equipe, Franck Ribéry. Na Bundesliga, a situação não chega a ser desesperadora. Mas ao analisar o elenco, os bávaros têm, no papel, o melhor elenco da Alemanha. Mas é criticado por imprensa, torcida e até mesmo por ex-jogadores do clube, como Kahn, pela alta rotatividade dada ao seu elenco e padrão tático. "Ser despedido? Não, não temo isso. Não é um tema para mim. Apenas posso afirmar que dormi mal na última noite. Tenho experiência, uma profissão e não posso tomar decisões sobre mim", afirmou na coletiva após a derrota frente ao Bordeaux.

Na Champions, estão em situação delicada, já que os bávaros enfrentam a Juventus, concorrente direta à vaga e que precisa apenas de uma vitória diante do já classificado Bordeaux. Em todo caso, a Juve receberá o Bayern no Delle Alpi na última rodada, o que torna o cenário muito mais dramático aos alemães. Os vilões, ambos franceses, estavam longe de ser favoritos à vaga na fase de mata-mata. No entanto, Lyon e Bordeaux garantiram a vaga e provavelmente ficarão em primeiro em suas chaves, o que deixará Liverpool e Bayern se engalfinhando pela outra vaga com os italianos da Fiorentina e Juventus, respectivamente. E tal cenário desolador pode encerrar as passagens de Benítez e Van Gaal em breve, caso se concretize a precoce eliminação de ingleses e alemães.

30.10.09

"Mettifuoco"

Mesmo com o Brasileirão pegando fogo nesta semana, com cinco postulantes reais ao título faltando apenas seis rodadas para o final do certame e com o Vasco a um passo da redenção no futebol tupiniquim, um time que está disputando as quartas de final da Copa Paulista roubou, por um breve instante, a atenção dos aficcionados por futebol. Através de um DVD, que mostrava as belezas da cidade de Ribeirão Preto, o atacante Christian Vieri desitiu da recém declarada aposentadoria para se aventurar no Botafogo. Ao que tudo indica, junto ao seu compatriota nos tempos de Inter e da Azzurra - estavam no elenco da Copa de 2002 - , o lateral-esquerdo Francesco Coco.

Talvez, a última grande incursão de Vieri na imprensa esportiva foi a da época em que ele procurava um clube - após sair da Atalanta, ao final da temporada 2008/09 - em que exibia uma protuberante barriguinha e sinalizava em para de jogar futebol para se dedicar a sua outra aptidão: o pôquer. Já Coco, de 32 anos, teve passagens por Milan, Barcelona e Inter e está fora do futebol desde 2007, quando defendeu o Torino. Longe dos campos, o lateral lançou uma grife de roupas e se aventurou numa malsucedida carreira de ator. Dado esse cenário, muitos se perguntam se a possível chegada dos italianos - segundo a dirção da Pantera, os dois só dependem de exames médicos para assinar contrato - é apenas uma jogada de marketing barata ou boas atrações para o Paulistão 2010. Vale lembrar que famosos jogadores brasileiros foram ou estão sendo "repatriados" para o torneio, como a confirmada ida de Luizão ao Rio Branco - que também negocia com Denílson - e a quase da volta de Juninho ao Ituano, onde foi revelado.

Vieri defendendo seu último (ou penúltimo) clube, a Atalanta

Se ambos vierem com intenção de entrar na linha e tentar jogar futebol, é uma estratégia totalmente válida. Prova disso é o eco que a vinda de Vieri causou na imprensa. Quando entrou no ar, em julho deste ano, o site oficial do Botafogo registrava pouco mais de 400 visitantes/dia. Com as notícias relativas a Vieri "praticamente fechado", o número de acessos pulou para mais de 5000/dia, com o clube aparecendo positivamente em todo o Brasil e também no exterior, como mostra a página do próprio clube, que fez um clipping de notícias envolvendo as repercussões da contratação do centroavante na mídia.

Vieri não chegou a ser nenhum gênio do futebol, mas tem currículo respeitável. e foi goleador, passando por Juventus, Inter e Milan em seu auge. Recebeu o troféu Pichichi, conquistado pela artilharia de La Liga de 1997/98, quando anotou 24 gols pelo Atlético de Madrid. Foi artilheiro da Série A italiana em 2002/03 (24 gols), tem duas Copas do Mundo disputadas (1998 e 2002) e 103 gols em 144 gols pela Inter em sete temporadas. Já formou ataque com Ronaldo e Ivan "Bam-Bam" Zamorano, municiados pelo lendário Roberto Baggio, no final da década de 90. Apesar de não ser um jogador com raízes do lado de cá dos trópicos, era conhecido de muitos brasileiros, principalmente os que estão na faixa etária entre 25 e 30 anos. e que puderam acompanhar toda sua carreira. Em um cenário onde os clubes paulistas não estão tão fortes como antes, a vinda de jogadores renomados como Vieri e Coco é um atrativo a mais ao torneio. Mesmo que não deixe o Botafogo necessariamente mais forte em campo, deve captar investimentos financeiros mais graúdos ao clube. Basta que a diretoria do clube aja com inteligência.

Resta saber mesmo se o Botafogo não vai fazer nenhuma loucura financeira para a vinda dos italianos e se os atletas vão levar com seriedade o desafio de jogar em campos interior a dentro, de condições ruins ou se vão aparecer pelas idas à famosa choperia Pinguim, uma das marcas registradas da "Califórnia brasileira". Ou mesmo ainda só curtirem as boas opções de baladas ribeirãopretanas.