29.9.09

Aguentamos o tranco?

Não sou contra a realização da Copa no Brasil e nem a candidatura do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016. Pórém ultimamente ficou claro que os organizadores desses eventos não querem aceitar nossas limitações estruturais. Explico: mais uma vez o presidente da FIFA, Joseph Blatter, veio a público para falar dos preparativos para a Copa de 2014. E mais uma vez foi enfático ao declarar que o Morumbi não tem condições de ser a abertura do evento.

Morumbi 2014: Bonito, mas problemático

O que mais chama atenção é como nossos cartolas insistem em peitar a opinião da FIFA em relação à organização desses jogos. Os dirigentes do São Paulo afirmam que o projeto inicial para a Copa já foi reformulado e que o estádio vai receber os ajustes necessários. Além da falta de um estacionamento adequado e um amplo espaço para a imprensa, Blatter critica o difícil acesso ao Morumbi. Ele tem razão. Quem teve a oportunidade de acompanhar uma partida do tricolor sabe que as vias de acesso não são suficientes. Além de estreitas e confusas, as avenidas e ruas da região do Morumbi estão distantes dos grandes pontos de deslocamentos paulistanos, como as Marginais e a Vinte e três de Maio. Os trens de CPTM nem passam perto e o metrô vai ficar a mais de um quilometro de distância...

O presidente da entidade máxima do futebol também demonstrou que não vai cair no jogo político dos brasileiros. Sugeriu que o estádio seja sim usado em 2014, mas para partidas de menos importância. A abertura e a final já estão praticamente descartadas em solo paulistano. O que para o maior estado da união é uma verdadeira tragédia.

Esse episódio deve servir de exemplo para as outras cidades. O planejamento de um evento desse porte deve ser minucioso e não pode jamais esbarrar no jogo de interesses da CBF e do Governo Paulista. Ao que me parece foi o que houve. Enquanto outros estados apresentaram projetos eficazes, São Paulo se limitou a remodelar uma obra dos anos 60. Não deu certo.

Na semana em que conheceremos a sede das Olimpíadas de 2016, essa lição deve ficar clara para o COI e para o Governo Federal. Se for para vencer a concorrência e pecar na hora de executar as obras, é melhor deixar que outros países realizem o evento. Afinal, compromisso e competência nunca foram virtudes de nossos governantes... e no final quem paga a conta somos nós.

28.9.09

Aprecie com moderação

O veterano Giggs vem sendo decisivo nas últimas partidas do United: até onde vai o fôlego do galês?

Numa partida burocrática, disputada fora de casa, o Manchester United assumiu a liderança da Premier League ao bater o Stoke City por 2 a 0, no último sábado. Os gols de Berbatov e O'Shea tiveram assistência cirúrgica de Ryan Giggs, assim como já havia acontecido em três dos quatro gols marcados pelos Red Devils no dérbi contra o City na semana passada, na vitória por 4-3. A saída de Cristiano Ronaldo e a vinda de reforços que não parecem talhados para desequilibrar uma partida fizeram com que o peso de tal responsabilidade recaisse sobre Wayne Rooney, primordialmente.

No entanto, outro jogador que, se não é tão brilhante quando Ronaldo foi e que Rooney é atualmente, mostra-se mais importante ainda nesse momento em que o Manchester United ainda aprende a jogar sem o galáctico português: Ryan Giggs, tão importante e icônico na história recente do Manchester United quanto Sir Alex Ferguson. Nesta temporada de 2009/10, foram sete partidas com o galês em campo – três delas, ele entrou na segunda etapa - , com um gol anotado e sete assistências, o que enfatiza sua capacidade técnica de decisão. Acontece que, às vésperas de completar 36 anos no próximo mês de novembro, é notório que Giggs não tem a mesma capacidade física para atuar em alto nível em uma temporada tão longa e desgastante quanto a européia. E aí que está o grande problema da equipe comandada por Ferguson. O camisa onze manteve média de 40 atuações nas últimas três temporadas, mas parece evidente que o desgaste em 2009/10, quando será mais exigido, poderá se acentuar.

Giggs não rende tanto quando atua pela faixa central do campo e o Manchester United ainda não encontrou um jogador em seu elenco para executar a função plena de armação das jogadas da equipe, já Valencia e Anderson ainda não convencem e Owen não inspira confiança plena para ser improvisado em tal situação. E quando Giggs é poupado, o português Nani não supre a lacuna deixada por ele no lado esquerdo de campo. Isso deixa a equipe previsível e faz com que um dos atacantes – Rooney ou Berbatov – tenha que buscar o jogo no meio-campo.

Ainda assim, o United conseguiu alcançar a liderança, mostrando o entrosamento e a consistência das últimas temporadas. Mas precisa rever conceitos e variações dentro de seu elenco ou até mesmo em eventuais compras na janela de transferência de janeiro,se quiser manter o sonho de buscar o tetracampeonato da Premier League com uma equipe mais encorpada.

25.9.09

Klébercentrismo

"Talvez não estivesse pagando por isso, a gente paga o preço por ser autêntico, de personalidade, que fala o que pensa e o que sente, então, a gente tem que pagar o preço". Essa declaração do atacante Kleber ao UOL, resume o que o camisa 30 do Cruzeiro pensa do episódio desencadeado por ele, ao visitar seus amigos de Mancha Alviverde e disputar uma pelada com os torcedores. O fato em si, é corriqueiro e realmente não teria nada de mais para causar o alarde que causou. Dependendo do contexto onde a situação é inserida, que foi um dos mais infelizes possível. E Kleber, conforme já afirmei aqui neste espaço, sofre de mania de perseguição.

Primeiro que, atuando em um jogo com amigos em período de pós-contusão, sendo que ele iria voltar ao time, não foi uma atitude inteligente. Seja com quem quer que fosse, era apenas questão de bom senso. Coincidentemente, eram torcedores do Palmeiras, àquela altura, próximos adversários celestes na briga para se aproximar da zona da Libertadores. Num esporte tão passional, como o futebol é encarado no Brasil, suas atitudes deveriam ser mais pensadas do que em uma situação corriqueira. Não que ele devesse ficar trancado em casa e jurado fidelidade eterna ao Cruzeiro e essas baboseiras. Porém, o momento não era propício para que ele tivesse tal atitude. Por isso, Kléber deveria tirar tal lição desse episódio.

Passada toda essa situação, acho que o atacante fez ainda pior, ao ser vaiado pela torcida do Cruzeiro quando foi substituído. Como um garoto mimado, ameaçou deixar o clube que lhe dá estrutura, paga em dia e age de forma profissional para com ele pelo fato da torcida "não lhe querer mais". Tudo porque não soube lidar com as vaias sob uma situação que ele mesmo criou, num tipo de manifestação que sempre caracterizou a democracia no estádio, assim como o aplauso. Para alguém se manifestar com a saída de um clube, só sob hostilização e ameaça a integridade física do jogador, que até onde se sabe, ainda não aconteceu.

Dentro de campo, apesar dos exageros com entradas e em algumas jogadas de corpo, Kleber é um goleador nato e possui técnica diferenciada. E se doa pela equipe que defende, como já vimos no próprio Cruzeiro e no Palmeiras, o que o fez ser idolatrado em ambos. No entanto, ele deveria repensar seriamente suas atitudes e ver que o mundo não deve girar em torno do seu umbigo. Também ninguém deseja que ele seja uma marionete e não diga o que pense ou sinta. Mas acho primordial que ele comece a alcançar um equilíbrio, principalmente emocional, se não quiser ver podadas algumas oportunidades de ouro em sua carreira profissional. Ou ninguém acha que Kleber, em alto nível, não brigaria por uma vaga na Seleção de um (ainda) instável Adriano?

23.9.09

África do Sul contra o tempo

POR WILLIAM DOUGLAS
Obras no Green Point Stadium: a arena será entregue em dezembro deste ano

Uma corrida contra o tempo para receber a próxima Copa do Mundo. Este é o clima na África do Sul, nove meses antes do evento esportivo mais importante da história do continente. Em Cape Town, uma das nove cidades que receberá jogos, ainda há algum trabalho para concluir as obras do Green Point Stadium, futuro palco de sete partidas, incluindo uma das semifinais do torneio.

A nova arena começou a ser erguida em 2007, no lugar onde havia outro estádio. A promessa é que a obra seja entregue em dezembro. Com capacidade para receber 68 mil pessoas, o estádio também será adaptado para receber rugby, o esporte em que os sul-africanos são os melhores do mundo, além de shows musicais. Dados oficiais estimam o gasto para construção da arena em quase R$ 1 bilhão, financiados pelo poder público, que pretende fazer a concessão da obra após a realização do Mundial. Além de finalizar a obra do estádio, o país tem outros desafios, como transporte público e segurança.

Em clima de Copa

É possível perceber o clima de Copa ao conversar com quase todos sul-africanos. A professora Desiree’ M’Call, por exemplo, comprou ingressos para três jogos, apesar de não ter o hábito de freqüentar estádios.“Estou ansiosa com a chance de ver estes jogos aqui”, conta a professora, que acredita em um efeito dominó no futuro. “Acho que depois da Copa as pessoas irão mais aos estádios, teremos estádios grandes e confortáveis”, aposta. A professora também aproveitou para ir ao local conferir o andamento das obras. Isso porque a arena pode ser visitada às quartas-feiras, quando há uma apresentação sobre a história do estádio.

Mundial para todos

Com a Copa do Mundo em um país marcado pelas desigualdades sociais, a Fifa adotou uma postura inédita e distribuirá 120 mil entradas para sul-africanos carentes. A medida agradou a professora Desiree’, apesar de ela já ter pago por suas entradas. “Muitas pessoas que ganharão os bilhetes estão envolvidas na construção dos estádios e não têm condições de comprar. Eles trabalham e preparam o espetáculo, que será de todos.”

Promessa é revolução no transporte

Van aguarda passageiros no centro da cidade: ônibus mais confortáveis devem ser implantados antes do Mundial. Um dos principais desafios para as cidades sul-africanas no próximo ano será o transporte público. Em Cape Town, os ônibus são velhos e a estação de trem é precária (não há metrô, apesar de a cidade contar com aproximadamente 1,2 milhão de habitantes). A saída, é usar táxis e vans. A promessa é que novos ônibus sejam comprados, mas há resistência por parte dos proprietários de vans. Em outras cidades que receberão jogos da Copa, como Pretória, há movimentos de resistência dos perueiros contra os novos ônibus, já que eles temem perder o emprego. Porém, para a professora Desiree’ a melhora é inevitável, e será um dos legados que a Copa deixará. “Muita coisa está sendo feita. Teremos transporte público novo. Além disso, muitas pessoas estão trabalhando em coisas que ficarão para depois, como melhores restaurantes e hotéis”, acredita.

Atrasos surpreendem coreano

Um ano antes do Mundial, os primeiros fanáticos já chegaram na África do Sul para ver a Copa. Um deles é o sul-coreano Cheol Ho Park, 24 anos. Porém, ele se espanta ao ver os atrasos da África do Sul e lembra que, em 2001, um ano antes de a Coréia do Sul receber a Copa, a situação era bem diferente em seu país. “Em 2001, nós tínhamos tudo pronto. Os estádios estavam concluídos, o tráfego era bom. Além disso, na Coréia existem muitos hotéis e motéis para receber as pessoas, e aqui na África do Sul são poucos”, aponta, já citando outro problema grave: “Aqui, as ruas são perigosas”, alerta o coreano, preocupado com a segurança.

Que soem as vuvuzelas

Durante a Copa das Confederações deste ano, as infernais vuvuzelas (cornetas usadas pelos sul-africanos) se tornaram o símbolo do país que receberá a Copa em 2010. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, defendeu o uso do instrumento, dizendo que era “o som da África.” Mas, ao visitar o país, dá para perceber que o próximo mundial será marcado por muito mais que as vuvuzelas. Os olhos do planeta vão olhar para um país desigual, com mazelas e sofrimentos, mas no qual o futebol tem um simbolismo especial: o da esperança de que construir um futuro melhor é possível.

21.9.09

Rivais até na crise

Torcida do Lanús tripudia após eliminação do River na Sul-Americana: o fundo do poço parece não ter fim

A crise assola os dois gigantes do futebol argentino. A exemplo do último Clausura, Boca Juniors e River Plate agonizam no meio da tabela deste Apertura. Com apenas uma vitória em cinco partidas, os Xeneizes ocupam a 13º posição (cinco pontos) e os Millionarios estão no 15º posto, com um ponto a menos que os maiores rivais. Ambos os técnicos estão com a cabeça a prêmio. O técnico do Boca, Alfio Basile, chegou a pedir demissão após a derrota na Bombonera para o Godoy Cruz na última rodada, mas foi demovido da idéia pelos dirigentes boquenses. Já Nestor “Pipo” Gorosito, ex-ídolo do clube nos anos 80, sofre muita pressão das arquibancadas para deixar o comando do clube. Mas segundo a diretoria, Pipo fica no clube pelo menos até dezembro, mesmo diante do clamor dos hinchas millionarios.

A chance de não termos pelo menos um dos clubes mais populares representando a Argentina na Libertadores de 2010 é enorme – isso para não dizer da real possibilidade de ausência de ambos, já que para alcançar a vaga na competição continental, é preciso vencer o torneio Apertura – onde Estudiantes e Rosário lideram com 13 pontos – ou alcançar os três primeiros postos na soma dos pontos conquistados no Clausura e no Apertura 2009 – onde River (31) e Boca (27) estão distantes da última vaga, atualmente ocupada pelo atual vice-campeão portenho Huracán (38). Atualmente distantes do título argentino e de uma vaga na Libertadores, viram a crise ganhar capítulos mais dramáticos com a eliminação de ambos na Sul-Americana 2009 na última semana, ainda durante a fase regional. O Boca caiu ante o atual campeão argentino Vélez, enquanto o River Plate era “100% fracasso” diante do Lanús, alusão feita pela torcida granate diante da provocação do comandante do River, dizendo que na região sul da grande Buenos Aires, 70% dos hinchas locais eram Banfield, o grande rival do Lanús.

O diagnóstico para a má fase é quase idêntico: peças importantes acabam saindo para o exterior e os reforços de qualidade duvidosa ou mesmo veteranos que já brilharam no futebol argentino ou pela seleção albiceleste. Para este Apertura 2009, o River – que já tinha ficado na última posição do Apertura 2008 e fez campanha irregular no Clausura 2009 praticamente com o mesmo elenco medíocre – perdeu sua principal referência técnica: o colombiano Falcao Garcia rumou ao Porto, além de perder outros dez jogadores secundários no elenco de “Pipo” Gorosito. A aposta dos Millionarios se resumia – entre as caras mais conhecidas - ao volante Almeyda, 35 anos, e que estava jogando no desconhecido Fênix, da quarta divisão argentina e no goleiro Nicolás Navarro, presente no elenco albiceleste medalha de ouro em Pequim 2008. Sem criatividade, apostando em um decadente Ortega, uma eterna promessa como Buonanotte e num pesado “Ogro” Fabbiani, o River caminha para repetir o vexame da lanterna no Clausura. Para completar, o clube vive conturbado momento político.

Já no Boca, a situação não é tão distante. Além da polêmica causada pela inserção do vermelho da LG na camisa Xeneize, perdeu importantes jogadores de sua base, entre eles Fabian Vargas e Rodrigo Palácio. E a renovação do elenco não vem, já que o time depende do desempenho de veteranos como Ibarra, “Pato” Abbondanzieri e Palermo – que apesar de importante, vive às voltas com contusões -, além de um Riquelme que não brilha como há tempos atrás e que parece distante. As novas jóias boquenses também seguem sem se firmar, apesar do potencial já demonstrado por jogadores como o atacante Lucas Viatri e o meia Cristian Chavez, por exemplo.

Os rivais até parecem disputar quem está em crise mais aguda. Situação inimaginável há pouco mais de um ano, onde Boca havia se sagrado campeão do Clausura 2009, enquanto o River Plate já havia conquistado o torneio anterior. E coincidentemente, as crises que acometem os maiores campeões argentinos da história não parecem muito distantes da que atinge a seleção nacional, à beira de uma possível disputa de repescagem para conseguir uma vaga na Copa do Mundo de 2010. Que fase!

17.9.09

Bronze de Ouro


No último sábado, aconteceu a premiação promovida pelo TopBlog, no qual o Opinião FC foi indicado na categoria Esporte (Pessoal), pelo Júri Acadêmico da organização. Blogueiros de vários estados marcaram presença no Auditório da Unip Vergueiro, onde foram anunicados os vencedores entre os 70 mil cadastrados no portal do Top Blogs, dos quais 12 mil blogs se inscreveram no concurso - divididos em diversas categorias - e de onde foram escolhidos os Top 100 pelos Júris Acadêmico e Popular, até chegarmos aos três finalistas de cada categoria. Representando a galera do Opinião FC, Felipe e eu comparecemos à premiação.

Em uma cerimônia muito bem organizada e conduzida, ficamos com o terceiro posto, mas que teve gostinho de primeiro, dada a dedicação e o que esse blog representa para cada um de nós que colabora com seu engrandecimento e continuidade. Mais do que um espaço sobre jornalismo esportivo, ele é mais uma prova de uma sólida amizade, construída graças aos ótimos anos de convívio na faculdade, que se estenderão por muito tempo ainda. Particularmente, gostaria de agradecer às mensagens de carinho e incentivo dadas ao blog pelos amigos, parceiros e visitantes usuais. Tal reconhecimento é mais um gás para tocarmos o barco em frente e continuar oferecendo um conteúdo diferente e de qualidade. E parabéns aos vencedores da categoria, o Terreiro do Galo (sem dúvida, um dos melhores" Blogs do Torcedor" do GloboEsporte.com e merecedor do prêmio) e o Fittipaldionline.

15.9.09

Especial Champions League 2009/10 - Grupo H

Arsenal
Talentosos sim, amadurecidos talvez

Todo início de temporada é igual. O Arsenal perde duas ou três peças importantes e evita gastar fortuna para repô-las. Pelo menos dessa vez, há possíveis indicados para as vagas de Adebayor e Kolo Touré, vendidos ao Manchester City.

Na defesa, a única “cara-nova” deve assumir a posição: o promissor Vermaelen (ex-Ajax). No lugar do atacante togolês, Eduardo da Silva, brasileiro naturalizado croata, que ficou no estaleiro por um bom tempo, deve ser testado. Outras novidades? Apenas a volta de defensores outrora emprestados: Hoyte, Senderos e Traoré.

Engana-se, porém, quem acredita que os Gunners iniciarão a Champions tão inconstantes. As duas vitórias sobre o Celtic, pela última fase qualificatória dão mostras do amadurecimento de Cesc Fabregas, Denílson e companhia.

Em um grupo que não deve oferecer tanta resistência, Arsene Wenger terá tempo para fazer com que os londrinos consigam jogar de igual para igual com qualquer um. Após uma boa seqüência, não me surpreenderia se o Arsenal chegasse à final.

Arsenal Football Club
Status: Corre por fora pelo título
Melhor participação: Vice-campeão (2005/06)
Time-base: Almunia; Sagna, Gallas, Vermaelen e Clichy; Denílson, Diaby (Song), Cesc Fábregas e Arshavin; Van Persie (Rosicky) e Bendtner (Eduardo Silva). Técnico: Arsene Wenger.
Ele é o cara! Andrei Arshavin ganhou destaque na Europa ao liderar o Zenit rumo ao título da Copa da Uefa 07/08. Habilidoso e bom chutador, ele justifica a sua aquisição pelo Arsenal. Acumula 20 partidas, 8 gols e 10 assistências.
Olho nele! O galês Aaron Ramsey tem 18 anos e sua presença entre os selecionados do time do Emirates tem se tornado cada vez mais constante. Dono de muita força física e boa finalização já marcou um gol neste ano.
Tem brasuca aí? Denilson (volante)
Pontos fortes: Conta com um meio-campo leve, envolvente. Jogadas aéreas. Tanto as bolas paradas cobradas por Cesc quanto os cruzamentos efetuados por Clichy são perigosos. Dos “onze iniciais” todos têm habilidade para sair jogando. Até a zaga.
Pontos fracos: Almunia é inconstante e não passa tranqüilidade ao resto da equipe londrina. Sem Adebayor, sentirá falta de um referencial no ataque. Entre os favoritos é o que possui titulares com a menor média de idade. Em clássicos, isso pesa.

AZ Alkmaar
A vida sem Van Gaal

Depois de permanecer 28 anos na fila, a conquista da Eredivisie enfim coroou a constância apresentada pelo AZ nas últimas temporadas. Após bater na trave em 2005, 2006 e 2007, o título parecia eminente.

Uma coisa é certa. As saídas do treinador Louis Van Gaal e De Zeeuw trarão forte impacto ao time. Ainda mais quando vemos a lista de reforços formada basicamente por jovens e desconhecidos atletas: os meias Celso Ortiz (ex-Cerro Porteno), Elm (ex-Kaunas) e Wernbloom (ex-Goteborg), o goleiro Heijblok (ex-De Graafschap) e o avante Nielsen (ex-Chelsea). Nada animador.

Não restam dúvidas de que o novo comandante, Ronald Koeman, terá muito trabalho. Primeira missão? Modificar o aberto 4-3-3 e readaptar a equipe ao 4-4-2. Isso sem falar da pressão em comandar o Alkmaar com o mesmo brilhantismo que seu antecessor.

Ao menos o equilíbrio da chave dará a oportunidade dos holandeses sonharem com uma vaga na próxima fase. Tecnicamente, porém, estão um degrau abaixo do Olympiacos.

Alkmaar Zaanstreek
Status: Briga pela fase final
Melhor participação: Oitavas-de-finais (1981/82)
Time-base: Sergio Romero; Jaliens, Moisander, Moreno e Pocognoli (Poulsen); David Mendes, Schaars, Holman e Martens; El Hamdaoui e Moussa Dembélé (Lens). Técnico: Ronald Koeman.
Ele é o cara! O holandês-marroquino Mounir El Hamdaoui é o homem-gol do AZ. Todas as jogadas ofensivas chegam aos seus pés. Além de ter sido o artilheiro da Eredivisie, marcando 23 gols, foi eleito o melhor atleta da temporada passada.
Olho nele! Após barrar o experiente Didulica, o argentino Sergio Romero estreou pela seleção contra o Paraguai. Numa posição em que há tempos não existe um titular absoluto, não se surpreenda se ele for o escolhido de Maradona para o posto.
Tem brasuca aí? Ari (atacante)
Pontos fortes: El Hamdaoui atravessa ótima fase. Precisa ser marcado de perto. Mendes e Schaars formam uma interessante dupla de volantes, capaz de conduzir o meio-campo com habilidade. Conta com uma defesa alta, jovem e promissora.
Pontos fracos: Com laterais excessivamente defensivos, não possui opções de ataque pelas pontas do campo. Até agora, Holman não conseguiu substituir De Zeeuw à altura. El Hamdaoui ainda não encontrou um grande parceiro de ataque.

Olympiacos
Para repetir os feitos do rival

Certamente o maior desafio do Olympiacos é fazer uma campanha que justifique sua hegemonia na Grécia. Afinal, das últimas 14 ligas gregas, o time de Piraeus conquistou nada menos do que 13 títulos. Portanto, classificar-se para a próxima fase seria ótimo.

No elenco, mínimas perdas. Os veteranos Antzas, Kovacevic e Djordjevic encerraram a carreira enquanto que, Fernando Belluschi foi vendido. Em contrapartida, trouxe Derbyshire (ex-Blackburn), Maresca (ex-Sevilla) e Mellberg (ex-Juventus). Além deles, Raul Bravo (ex-Numancia) e Ledesma (ex-San Lorenzo) voltam de empréstimo.

A maior modificação, porém, apareceu no banco de reservas e durou muito pouco. O treinador georgiano Temuri Ketsbaía, que comandou os cipriotas do Anorthosis Famagusta - equipe responsável pela eliminação precoce dos Thrylos na Champions 2008/09 e que por pouco não desclassificou a Inter para a fase mata-mata - vinha sendo muito criticado e acabou precocemente deminitdo nesta semana. Na estréia contra o AZ, o interino Bozidar Bandovic comandará a equipe*. A mudança inesperada pode atrapalhar os planos reais de classificação dos gregos.

Ainda assim, num grupo sem uma grande segunda força, o Olimpiacos tem chances de surpreender. A facilidade demonstrada na fase qualificatória, quando derrubou Slovan Bratislava e Sheriff, apenas reafirma esta hipótese.

Olympiakos Syndesmos Filáthlon Pireós
Status: Briga pela fase final
Melhor participação: Quartas-de-finais (1998/99)
Time-base: Nikopolidis; Michal Zewlakow, Mellberg, Avraam e Raúl Bravo; Dudu Cearense e Maresca (Ioannis Papadopoulos); Zairi, Ledesma e Galletti (Leonardo); Mitroglou (Diogo). Técnico: Temuri Ketsbaía.
Ele é o cara! Com a aposentadoria do meia Djordevic, a faixa de capitão foi parar no braço do veterano Antonios Nikopolidis. Agora, cabe ao goleiro de 37 anos assumir a posição de líder e grande nome do time. Experiência não faltará.
Olho nele! Com 17 anos, Kyriakos Papadopoulos é o primeiro reserva da zaga Kokkini. Seguro, já foi elogiado até por Otto Rehhagel, técnico da seleção principal. É o jogador mais jovem a atuar na liga grega, ao entrar em campo com 15 anos e 283 dias.
Tem brasuca aí? Dudu Cearense (volante), Leonardo (ala/meia) e Diogo (atacante).
Pontos fortes: Forte, o jovem Mitroglou é um centroavante difícil de ser marcado. Possui variedades ofensivas: bons chutadores de média distância (Dudu e Maresca) e bons cruzadores (Zairi e Bravo). A equipe é rodada, possui experiência internacional.
Pontos fracos: A boa campanha o Panathinaikos na Champions passada faz com que a torcida dos Piraeus torne-se mais exigente. Sem Djordevic, sente a ausência de um meia essencialmente cerebral. Modificou muito seu elenco. Falta entrosamento.
*Zico acertou contrato de dois anos com o Olimpiacos nesta quarta (16/09) e já estará no comando da equipe na próxima rodada da Champions.

Standard Liege
A incógnita que confia na juventude

A classificação para a fase de grupos da premia a ascensão do Standard, que após amargar 25 anos sem títulos, detém o bicampeonato belga e só ficou de fora no ano passado porque o sorteio rendeu-lhe uma ingrata missão: enfrentar o Liverpool.

Com relação ao time do ano passado, os Rouches não perderam quase ninguém. Dentre os titulares, apenas o zagueiro norte-americano Ogachi Onyewu saiu para o Milan. Para o seu lugar, chegou o experiente português Ricardo Rocha, ex-Tottenham.

As outras contratações seguiram a política do clube de contratar jovens valores ainda não renomados, como os defensores brasileiros Victor Ramos (ex-Vitória), Felipe Martins (ex-Coritiba) e Alex Moraes (ex-Juventude).

Para piorar, o Standard ainda pode perder mais um titular. Durante uma partida do campeonato belga, o meia Axel Witsel disputou uma bola de maneira imprudente e quebrou a perna do rival Marcin Wasilewski. Witsel já pegou oito jogos de suspensão na Júpiler League, mas uma pena maior ainda não foi descartada.

Royal Standard de Liège
Status: Azarão
Melhor participação: Semifinalista (1961/62)
Time-base: Bolat; Marcos Camozzato, Sarr, Mangala e Collet; Dalmat, Defour e Witsel (Carcela-González); Jovanovic; Igor de Camargo e Mbokani. Técnico: Laszlo Boloni
Ele é o cara! O experiente sérvio Milan Jovanovic tem a responsabilidade de cadenciar o ritmo da equipe. Vive grande fase e mesmo atuando um pouco mais recuado já marcou 5 gols na temporada.
Olho nele! O capitão Steven Defour tem apenas 21 anos, mas já carrega o status de líder do meio-campo. Titular da seleção belga, foi eleito o melhor jogador da Liga na temporada 07/08, ano que o Liege saiu da fila.
Tem brasuca aí? Marcos Camozzato (lateral) Victor Ramos, Felipe e Alex Moraes (zagueiros)
Pontos fortes: O belga-brasileiro Igor de Camargo é raçudo e passa por grande fase. Dalmat-Defour-Witsel formam um trio de meio-campistas talentosos, bons na marcação e na armação. Promissor, Bolat, de 21 anos, ganha a confiança dos adeptos do Liège.
Pontos fracos: A defesa belga não possui grandes nomes. Tanto que Mangala e Collet são originariamente volantes. Não tem opções de reposição banco de reservas. O elenco é muito jovem. Sentirá a pressão de disputar um torneio com equipes mais maduras.


Jogos:
16/09 Olympiacos x AZ Alkmaar
16/09 Standard de Liege x Arsenal
29/09 Arsenal x Olympiacos
29/09 AZ Alkmaar x Standard de Liege
20/10 AZ Alkmaar x Arsenal
20/10 Olympiacos x Standard de Liege
04/11 Arsenal x AZ Alkmaar
04/11 Standard de Liege x Olympiacos
25/11 AZ Alkmaar x Olympiacos
25/11 Arsenal x Standard de Liege
09/12 Olympiacos x Arsenal
09/12 Standard de Liege x AZ Alkmaar

14.9.09

Especial Champions League 2009/10 - Grupo G

Sevilla
Fabulosa sorte

Como autêntico discípulo de Juande Ramos, Manolo Jiménez sabe mesclar bons valores, destaque em equipes médias da Europa, com a garotada proveniente das categorias de base do clube andaluz. Apesar de ter Luis Fabiano como grande destaque individual, a força da equipe está no conjunto e na versatilidade de seu elenco. Não perdeu nenhuma peça importante em relação a última temporada e ainda trouxe como principais reforços o volante Didier Zokora (ex-Tottenham) e Álvaro Negredo, bom atacante que tinha pouco espaço no Real Madrid.

Além da versatilidade e fôlego de Zokora – algo semelhante ao que desempenhava Keita, que agora é um dos principais jogadores do Barcelona – Negredo chega aos Palanganas para ser uma opção de velocidade no ataque, principalmente atuando em lugar de Kanouté, que volta e meia vem se contundido com alguma frequência. Na meia esquerda, uma ótima dor de cabeça para Jiménez: a escolha entre os jovens Diego Capel e Diego Perotti, ambos habilidosos e velozes.

Time mais técnico e equilibrado deste que é chamado o “grupo da sorte”, tem tudo para chegar ao mata-mata como primeiro classificado.

Sevilla Fútbol Club S.A.D
Status:
Fase final
Melhor resultado na UCL: Quartas-de-final em 1957/58
Time-Base: Palop; Konko; Squilacci, Escudé e Adriano; Zokora (Romaric), Jesus Navas, Renato e Perotti (Diego Capel); Negredo (Kanouté) e Luis Fabiano.
Ele é o cara! Em ótima fase, Luis Fabiano não escondeu toda a sua frustração por não ter se transferido ao Milan na última janela de transferências. Melhor para o Sevilla, que segurou o atacante que alia técnica, faro de gol e raça. Não tem medo de fazer um golaço ou chutar de bico e vive, indubitavelmente, a melhor fase de sua carreira.
Olho nele: O argentino Diego Perotti, 21, chegou muito jovem ao time andaluz e por isso, veio galgando seu espaço desde a base até a equipe titular. Canhoto, atualmente briga por posição com outra grande revelação rojiblanca: o espanhol Diego Capel. Melhor para o técnico Manolo Jimenéz, que tem duas ótimas opções na meia esquerda.
Tem brasuca aí? Adriano (lateral), Renato (meia) e Luis Fabiano (atacante)
Pontos fortes: Seguindo a filosofia vencedora de Juande Ramos, Manolo Jiménez assumiu o time em 2007 e preservou o que ele tinha de mais forte: o conjunto. Perde poucas peças e quase sempre as repõe à altura; Luís Fabiano goza de ótima fase e tem boas opções no meio campo, além da liderança do bom goleiro Palop.
Pontos fracos: Desde a saída de Daniel Alves para o Barcelona, o Sevilla ainda não conseguiu acertar o setor direito.

Rangers
A chave é o entrosamento

Time forte na marcação e que joga o autêntico futebol britânico. Chega a esta fase principal como campeão escocês após quatro temporadas de escassez, mas que pouco se reforçou para esta temporada. Se os cartolas escoceses soubessem que iriam cair em um grupo tão promissor, talvez fizessem mais pela equipe, que só trouxe o meia Jérôme Rothen, por empréstimo do PSG.

Mesmo inferior tecnicamente, é muito forte jogando no Ibrox Stadium, de onde pode tirar forças para uma classificação que é possível. Dependerá da inspiração da dupla de ataque Boyd-Miller, que brigam o tempo todo com os zagueiros adversários pela bola. Apostarão na base vice-campeã da Copa da UEFA (agora, Europe League) de 2007/08, que ainda permanece nos Gers.

Rangers Football Club
Status: Europe League
Melhor resultado na UCL:
Semi-Finais em 1959/60
Time-Base:
McGregor; Whittaker, Weir, Bougher e Papac; Davis, McCulloch (Pedro Mendes), Fleck (Rothen) e Beasley (Naismith); Boyd e Miller
Ele é o cara! Desde 2006 nos Gers, Kris Boyd é o homem-gol da equipe. Foi artilheiro da última Scottish League com 27 gols, dez a frente que Scott Mcdonald, do arquirrival Celtic. Em três rodadas da liga nacional desta temporada, já deixou três gols.
Olho nele: Do alto de seu 1,93m, o atacante Kyle Lafferty, 21, certamente terá mais chances na equipe principal do Rangers. Como não poderia deixar de ser num futebol como o escocês, é brigador e bom na jogada aérea.
Tem brasuca aí? Nenhum
Pontos Fortes: Uma equipe de marcação forte, conta com os bons avanços do lateral-esquerdo Papac; Tem em Miller e Boyd uma entrosada e oportunista dupla de frente.
Pontos Fracos: Além de uma zaga lenta (o capitão Weir tem 39 anos), o time sente a falta de um organizador de jogadas, restringindo a equipe, por muitas vezes, aos chutões e lançamentos longos.

Stuttgart
Técnico e desequilibrado

Um time com uma gama de opções ofensivas e poucas defensivas. Desequilibrado, o Stuttgart retorna a Champions com grandes chances de chegar ao mata-mata, mesmo perdendo sua principal referência das últimas temporadas, já que o atacante Mario Gómez foi para o Bayern. Para seu lugar, o eficiente atacante da seleção russa Pavel Pogrebnyak chegou do Zenit e parece ter condições de repor à altura o atacante da seleção alemã. Além do russo, um velho conhecido dos Roten retornou: o meia bielorrusso Aliaksandr Hleb – que atuou no Stuttgart de 2000 a 2005 – quase foi para a Inter, como parte da troca entre Eto’o e Ibrahimovic. Mas ele preferiu voltar à Alemanha para tentar reencontrar o seu melhor futebol, já que ele foi pouco aproveitado na equipe blaugrana. E sua versatilidade acrescentará muito ao time, que já conta com o eficiente Hitzlsperger e o habilidoso Khedira na armação de joagdas, enquanto o brasileiro naturalizado alemão Cacau é opção de velocidade no ataque. Já o experiente goleiro Jens Lehmann anunciou que esta é sua última temporada da carreira.

Na fase preliminar, não fez força para bater o Timisoara, vice-campeão romeno. Talvez um aquecimento para enfrentar o Unirea, para o qual não deve perder pontos se quiser avançar na Champions. Tecnicamente, é mais forte que o Rangers e tem condições de fazer frente com o Sevilla. Basta a defesa – que é fraca e tem poucas opções – não comprometer muito.

Verein für Bewegungsspiele Stuttgart 1893 e. V.
Status: Fase final
Melhor resultado na UCL: Oitavas-de-final, em 2003/04
Time-Base: Lehmann; Celozzi (Träsch), Tasci, Delpierre e Boka (Magnin); Gebhart, Hleb, Khedira e Hitzlsperger; Cacau (Marica) e Pogrebnyak
Ele é o cara! Reforço de última hora, Hleb quase foi para a Inter, mas resolveu voltar ao time que o fez aparecer no cenário europeu. Com aplicação tática exemplar, defende bem, sabe sair jogando com qualidade e chega à frente, ajudando na armação da equipe. Na fase preliminar da Champions, marcou um golaço contra o Timisoara, em uma arrancada fulminante.
Olho nele: Prata da casa, Samir Khedira foi capitão da Alemanha no último europeu sub-21. Há algum tempo, o meia é uma das principais peças da equipe, inclusive na conquista da Bundesliga de 2007/08, a última vencida pelos Roten.
Tem brasuca aí? Élson (meia)
Pontos Fortes: Do meio para a frente, possui diversas opções de armação. Por isso, é uma equipe muito técnica.
Pontos Fracos: A zaga não tem a gama de opções das outras posições do time e não inspira confiança. Tanto que, quando a equipe do técnico Markus Babbel precisa se defender, abre mão do incisivo lateral-esquerdo marfinense Boka para utilizar o cauteloso e limitado suíço Magnin.

Unirea Urziceni
O surpreendente "Chelsea" romeno

Há apenas três temporadas na elite romena, o Unirea, da cidade de Urziceni - de apenas 17 mil habitantes - vislumbrava chegar às competições européias apenas em 2011, em meta traçada pelo investidor Mihai Stoica, que assumiu a equipe em 2006. Para auxiliá-lo, ele trouxe Dan Petrescu, ex-lateral direito do Steaua Bucareste e do Chelsea, além de 90 jogos pela seleção, que dava seus primeiros passos como treinador. Petrescu – presente no elenco da Romênia que chegou às quartas da Copa de 1994 – reformulou toda a equipe e é um dos principais responsáveis pela ascensão meteórica da equipe, que em três temporadas chegou à final da Copa da Romênia de 2007/08 e foi campeão nacional na última temporada, fato que alçou a equipe diretamente à fase de grupos.

O apelido de "Chelsea de Ialomita" – região onde se localiza a cidade de Urziceni – se deu exatamente por influência de Petrescu, além da equipe ter como predominante a cor azul e utilizar a figura de um Leão em seu símbolo, assim como os ingleses. Apesar de um elenco entrosado, tem apenas dois jogadores na atual selecionado da Romênia – o zagueiro Maftei , recém chegado, e o meia Apostol – o que põe em xeque o real potencial da equipe. fora dos seus domínios. Deve ser um mero figurante em sua surpreendente e entusiasmada estréia nesta Champions.

Fotbal Club Unirea Voluntari Urziceni Status:
Status: Azarão
Melhor resultado na UCL: Estreante
Time-Base: Arlauskis; Maftei, Galamaz (Nicu), Bruno Fernandes e Bordeanu; Paraschiv, Ricardo Gomes, Frunza e Paduretu (Apostol); Bilasco e Rucescu
Ele é o cara: Graças as boas atuações na Liga I, o meia Iulian Apostol passou a ser chamado para a seleção romena. Articulador, vive o melhor momento em sua carreira e ajudou a comandar a equipe rumo ao seu primeiro título nacional.
Olho nele: Com apenas 21 anos, o lituano Giedrus Arlauskis foi eleito o melhor goleiro da última liga romena. É um goleiro técnico, dada a sua estatura baixa para um goleiro (apenas 1,84m).
Tem brasuca aí? Ricardo Gomes (meia)
Pontos Fortes: Despretensiosos nesta estréia, sabem usar o contra-ataque a seu favor, como fizeram na conquista da Liga I; Bilasco é bom cabeceador.
Pontos Fracos: Pouca variação de jogadas, quando tem a posse da bola. O time depende muito de meias e zagueiros que vem de trás, além de bolas paradas e lançamentos.

Jogos:
16/09 Stuttgart x Rangers
16/09 Sevilla x Unirea Urziceni
29/09 Unirea Urziceni x Stuttgart
29/09 Rangers x Sevilla
20/10 Rangers x Unirea Urziceni
20/10 Stuttgart x Sevilla
04/11 Unirea Urziceni x Rangers
04/11 Sevilla x Stuttgart
24/11 Rangers x Stuttgart
24/11 Unirea Urziceni x Sevilla
09/12 Stuttgart x Unirea Urziceni
09/12 Sevilla x Rangers

13.9.09

Especial Champions League 2009/10 - Grupo F

Barcelona
Pra ganhar tudo outra vez?

Se havia alguma dúvida de que é possível jogar bonito, pra frente, encantar e ao mesmo tempo mostrar resultados conquistando títulos, o Barcelona da temporada passada acabou com ela. Batendo recordes em La Liga, foi a primeira equipe espanhola a conquistar o Triplete: La Liga, Champions League e Copa do Rei. Mas é como diz o ditado: chegar ao topo é "fácil", difícil é se manter. O Barça agora é o time a ser batido. O time é quase que o mesmo que bateu o Manchester na grande final de Roma, com uma "pequena grande" mudança: saiu Eto'o, entrou Ibrahimovic. Apesar de goleador, o camaronês já não contava com um clima muito bom na Catalunha. Já o sueco preferiu deixar a Inter para realizar o sonho de ganhar a Champions. Maior contratação da historia do Barça, é um excelente jogador, mais técnico e tão mortal quanto Eto'o, mas a troca pode trazer mudanças na forma de o time jogar, e este vai ser o grande desafio de Guardiola para esta temporada.

No mais, continua a mesma coisa. Puyol, apesar da raça, vai continuar limitado e dando uns sustos de vez em quando, assim como o goleiro Valdez. Xavi e Iniesta, campeões europeus por time e seleção, continuam sendo o motor e o coração da equipe. Apesar das fracas atuações pela seleção, Messi tem tudo pra voltar a brilhar e ser novamente o nome da equipe blaugrana, infernizando as defesas rivais. Não teria nada melhor para os fanáticos culés do que conquistar o bicampeonato, quem não vem desde as temporadas de 1988/89 e 89/90 com o Milan, jogando a decisão na casa do arquirrival Real Madrid, pondo água no chope dos novos galácticos. Pra isso, já vai ter a pedreira da Inter de Milão na fase de grupos. Bom para chegar preparado para o mata-mata.

Fútbol Club Barcelona
Status: Favorito ao titulo
Melhor resultado na UCL: Três vezes campeão (1991/92, 2005/06, 2008/09)
Time-Base: Valdez; Daniel Alves, Pique (Puyol), Marquez e Abidal; Toure, Xavi e Iniesta; Henry, Ibrahimovic e Messi.
Ele é o cara! Depois da saída de Ronaldinho, Messi vestiu a 10 e assumiu a responsabilidade de liderar o time. Dito e feito. O jovem espanhol não decepcionou e brilhou, mostrando até um faro de artilheiro que não se esperava. Pelos feitos realizados na temporada passada, deve ser o ganhador do prêmio de melhor do mundo da FIFA no final do ano.
Olho nele: Mais uma entre tantas outras revelações da base blaugrana, Bojan Krkic vem amadurecendo e se aprimorando, sendo cada vez mais utilizado por Guardiola. Depois de fazer uma boa pré-temporada, tem a responsabilidade de substituir uma das estrelas do ataque do Barca sempre que for preciso e sem deixar o rendimento cair, o que não é pouca coisa.
Tem brasuca aí? Daniel Alves (lateral direito) e Maxwell (lateral esquerdo)
Pontos fortes: Com apenas uma mudança em relação ao ano passado, os jogadores estão bem entrosados e prontos pra reeditar o sucesso. A chegada de Maxwell e Chygrynskiy dá mais opções para Guardiola definir a zaga ideal. Xavi e Iniesta são dois dos melhores meias da atualidade, defendendo e atacando com a mesma qualidade, além de serem, principalmente o primeiro, bons de bola parada e assistências. O trio de ataque tem nada menos que Henry, Ibrahimovic e Messi.
Pontos fracos: A temporada passada provou-se favorável ao catalães não apenas pelos títulos, mas pela ausência de desfalques por lesões por bastante tempo. Talvez pelo alto nível dos titulares, algumas posições não possuem reservas a altura, como é o caso de Daniel Alves na lateral direita e de Xavi e Iniesta no meio. Talvez a equipe demore um tempo para se acostumar com a mudança de Eto'o por Ibrahimovic.

Dynamo de Kiev
O bom filho a casa torna

Talvez seja esse o sentimento dos ucranianos com a volta do artilheiro Shevchenko. Maior nome do futebol do país, o craque volta ao time que o consagrou para tentar repetir a façanha da temporada de 1998/99, quando liderou o time até as semifinais da competição, vendendo caro a eliminação para os alemães do Bayern de Munique. Atual campeão nacional, o Dynamo não deu sorte no sorteio dos grupos e, por mais que a torcida sonhe, só mesmo um milagre para a equipe deixar Barcelona ou Inter de fora da próxima fase. E, para piorar, vai encontrar um Rubin Kazan embalado. Pela tradição, é favorito a ficar com a terceira vaga, mas vai precisar passar pelos russos ou perder menos pontos para os gigantes do grupo.

Para chegar até aqui, eliminou o Drogheda United da Irlanda (uma vitória e um empate) e despachou o Spartak Moscou, com um duplo e categórico 4 a 1, um resultado surpreendente. O técnico Gazzaev, responsável por levar o CSKA ao título da Copa da UEFA em 2005 (antecessora da atual Europa League), é metódico e conhecido por ser linha-dura, e costuma montar equipes bastante compactas e organizadas. Vuco'ic é o homem do meio campo, responsável por deixar o atacante Milevskiy na cara do gol.

ФК Динамо Київ - FK Dynamo Kyiv
Status: Vaga na Europe League
Melhor resultado na UCL: Semifinalista (1998/99)
Time-Base: Shovkovskyi; Betão, Diakhaté, Khacheridi (Leandro Almeida) e Nesmachnyi (Gerson Magrao); Eremenko, Vukojevic e Aliyev (Ninković); Gusev, Milevskiy e Shevchenko (Yarmolenko)
Ele é o cara! Eleito melhor jogador do campeonato ucraniano na temporada passada, Milevskiy é forte e habilidoso. O atacante tem um estilo mais cadenciado e elegante, sendo por isso chamado de preguiçoso algumas vezes. Mas tem faro de gol: marcou cinco dos 12 gols do Dynamo na fase classificatória.
Olho nele: Aliyev é um meia que chega bastante ao ataque, fazendo seus gols e distribuindo assistências. O jogador de 24 anos é conhecido por ter um temperamento difícil dentro e fora de campo, mas mostrou ter superado essa fase na temporada passada.
Tem brasuca ai? Betão (zagueiro), Leandro Almeida (zagueiro) e Gerson Magrao (lateral esquerdo).
Pontos fortes: O meia Aliyev está em boa fase e costuma deixar seus companheiros na cara do gol. O ataque, liderado por Milevskiy, mostrou estar afinado, e pode ficar ainda melhor com a presença de Shevchenko, que não participou da fase classificatória. Os laterais costumam ficar mais presos (Betão costuma jogar de lateral direito), dando mais liberdade para os meias, que se utilizam bastante das jogadas pelas laterais.
Pontos fracos: A chegada de Shevchenko ainda é uma incógnita. O jogador não apresenta um bom futebol há anos, e pode causar certa desarmonia na equipe, que já não tem um ambiente dos melhores, vide a curta passagem de Guilherme (ex-Cruzeiro e agora no CSKA), muito devido ao forte temperamento do comandante Gazzaev.

Inter de Milão
Cansada de só ganhar o scudetto

Os seguidos títulos no Calcio já não são mais suficientes para os comandados de José Mourinho. Contratado na temporada passada para colocar um fim ao jejum que já dura mais de 40 anos, o técnico português tem a sua segunda chance de levantar a taça da Champions pela Inter. Se perdeu seu principal jogador das últimas temporadas, Ibrahimovic, a diretoria não ficou parada: além de Eto'o, trouxe Diego Milito, Thiago Motta (ambos ex-Genoa), Lúcio (ex-Bayern de Munique) e Wesley Sneijder (ex-Real Madrid), entre outros, além de contar com a volta de Quaresma (emprestado ao Chelsea), reforçando ainda mais o já forte elenco nerazzurri.

Dessa forma, a equipe entra como uma das favoritas ao título. Julio Cesar é um dos melhores goleiros do mundo da atualidade e passa muita segurança para a defesa, que ficou ainda melhor com a chegada de Lúcio. O meio campo e o ataque tem muitas opções, o que dá ao técnico Mourinho a liberdade de utilizar determinado esquema tático dependendo do adversário, com a certeza de manter o nível independentemente dos 11 titulares, ou mudar o panorama da partida se o time não estiver rendendo. Aliás, não será fácil escolher esses 11. Mesmo se tiver que se dedicar um pouco mais para levar o penta italiano em relação a temporada passada, a Inter não medira esforços para voltar a vencer o nobre torneio europeu. Imperdível o jogo de abertura do grupo, entre Inter e Barcelona, em Milão. Segundo o site nerazzurri, já não ha mais ingressos disponíveis para o clássico, que promete ser ainda mais disputado devido as declarações dada por Ibra. "Eles [a Inter de Milão] ficaram 17 anos sem ganhar nada , até que eu cheguei. Fiquei três anos lá e nós ganhamos três ligas", afirmou o sueco. Para responder, o zagueiro Materazzi foi categórico: "Muito obrigado pelos três títulos, Ibra. Nos vemos no dia do jogo"

Football Club Internazionale Milano SpA
Status: Favorita ao título
Melhor resultado na UCL: Duas vezes campeã (1963/1964, 1964/1965)
Time-Base:
Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel, Chivu (Santon); Cambiasso (Vieira), Zanetti (Stankovic), Thiago Motta (Muntari); Sneijder; Eto'o, Milito (Balotelli).
Ele é o cara! Num elenco tão cheio de grandes jogadores, pode soar estranho apontar um goleiro como o cara do time. Mas Júlio César tem jogado demais. Apontado merecida mente por alguns como o melhor goleiro do mundo da atualidade, o brasileiro atingiu a maturidade técnica e psicológica, sem repetir certos erros do começo de carreira, se tornando uma muralha para os ataques adversários.
Olho nele: Com a saída de Maxwell e as constantes lesões do romeno Chivu, o jovem Davide Santon, de apenas 19 anos, fez uma boa pre-temporada e ganhou elogios do português Mourinho, convencido que o lateral ira se firmar no time durante os próximos anos. Já foi chamado uma vez para a seleção principal, e chegou a ser definido como "um predestinado que lembra o jovem Paolo Maldini" pelo técnico da Azzurra, Marcello Lippi.
Tem brasuca aí? Julio Cesar (goleiro), Lúcio (zagueiro), Maicon (lateral direito), Thiago Motta (meia) e Mancini (meia)
Pontos fortes: Os reforços vieram para reforçar o que já era bom. Mourinho tem muitas opções pra montar o time que considera ideal. Maicon continua com liberdade para atacar pelo flanco direito. Eto'o deixou o ataque mais leve e veloz, o que pode combinar com o futebol do meia Sneijder, preciso na armação e nos passes para gol. A bola parada é outro ponto explorado com frequência.
Pontos fracos: A pressão e ansiedade parecem ser os primeiros adversários que a equipe interessa precisa superar, antes mesmo de Barcelona e outros. Mesmo com a experiência de atletas e treinador, o jejum pode influenciar o rendimento da equipe. Alguns chegam a dizer que Mourinho poderia ser obrigado a procurar um novo trabalho se falhar em atingir o sonho de voltar a vencer a Champions.

Rubin Kazan
Batismo de fogo

A presença do Rubin Kazan no Grupo F faz o nome da competição ganhar sentido: é o único entre os oito da competição a ser formado apenas pelos atuais campeões nacionais. Com as mudanças implementadas para dar mais chances aos times de países periféricos, o surpreendente campeão russo não precisou passar pela fase de classificação, fazendo sua estréia direto na fase de grupos. A melhor experiência da equipe em competições da UEFA se resume a participação na primeira fase da Copa da UEFA (antecessora da atual Europe League), na temporada 2006/07.

Os veteranos Savo Milosevic e Serhiy Rebrov faziam parte do time campeão, mas deixaram a equipe nesta temporada. Quem continua é o experiente meia Semak, de 33 anos, que conseguiu voltar à seleção depois de ser um dos destaques do Kazan, sendo inclusive o capitão do time que foi eliminado nas semifinais da Euro 2008. O meticuloso e detalhista treinador Gurban Berdiyew está a frente da equipe desde 2001, quando esta ainda disputava a segunda divisão. Em boa fase e na liderança do campeonato russo, o time pode tirar pontos importantes de Barcelona e Inter e, apesar de azarão, pode beliscar uma vaga da Europe League.

Футбольный клуб Рубин Казань - Futbolniy Klub Rubin Kazan
Status: Azarão
Melhor resultado na UCL: Estreante
Time-Base: Ryzhikov; Balyaikin, Sharonov, Navas, Ansaldi; Noboa, Sibaya, Semak (Kabze), Karadeniz (Kasaev); Bukharov (Ryazantsev), Dominguez.
Ele é o cara! O veterano Semak é o cérebro da equipe. O incansável jogador atua por todo o campo, ajuda na marcação, é o responsável pela armação e por fazer a bola chegar com qualidade aos pés do argentino Dominguez.
Olho nele: O atacante Aleksandr Bukharov não fez um bom campeonato russo em 2008, mas nessa temporada já marcou 10 gols em 14 jogos pela equipe. Muito forte no jogo aéreo e bom finalizador, o russo de 24 anos pode dar bastante trabalho para as defesas adversárias.
Tem brazuca aí? Nenhum
Pontos fortes: Gurban Berdiyew gosta de postar a sua equipe de forma compacta e fechada, jogando num 4-4-1-1, o que torna complicada a vida dos meias e atacantes adversários. Sua grande arma é o contra-ataque veloz, com jogadas tanto pelo meio quanto pelas laterais, principalmente com Karadeniz (ou Kasaev) pela esquerda. Bukharov e Dominguez estão em boa fase e formam uma boa dupla na frente.
Pontos fracos: A falta de experiência internacional deve pesar, principalmente atuando fora de casa. O lateral argentino Ansaldi costuma deixar espaços na defesa quando vai para o ataque e demora para recompor a defesa.

Jogos:
16/09 Inter de Milão x Barcelona
16/09 Dynamo Kiev x Rubin Kazan
29/09 Barcelona x Dynamo Kiev
29/09 Rubin Kazan x Inter de Milão
20/10 Inter de Milão x Dynamo Kiev
20/10 Barcelona x Rubin Kazan
04/11 Dynamo Kiev x Inter de Milão
04/11 Rubin Kazan x Barcelona
24/11 Barcelona x Inter de Milão
24/11 Rubin Kazan x Dynamo Kiev
09/12 Dynamo Kiev x Barcelona
09/12 Inter de Milão x Rubin Kazan

12.9.09

Especial Champions League 2009/10 - Grupo E

Liverpool
Confiança na tradição


Copeiro. Não há outra equipe que se encaixa tão bem nesse rótulo quanto o Liverpool. Mesmo com a perda de quatro atletas (Hyypia, Pennant, Arbeloa e Xabi Alonso), o time da Terra dos Beatles soube comprar promissores substitutos sem gastar altas cifras. Trouxe o bom lateral Johnson (ex-Portsmouth), o zagueiro Kyrgiakos (ex-AEK) e o meia Aquilani (ex-Roma). Voronin, que voltou de empréstimo, também foi reintegrado. Nada mal para uma equipe conhecida por apresentar um equilibrado elenco.

O maior problema dos liverpudlianos neste início encontra-se no departamento médico. Com Agger e Fábio Aurélio lesionados, Rafa Benítez se desdobra na tentativa de encontrar atletas para estas posições.

Para os Reds, pior do que amargar 20 anos sem conquistar a liga nacional, certamente foi ver o rival Manchester sobressair-se e alcança-lo em número de conquistas: 18. Mas uma coisa é certa: na Champions League a história é completamente diferente. E o time liderado pelo astro Gerrard sabe muito bem disso.

Liverpool Football Club
Status: Favorito
Melhor participação na UCL: Pentacampeão (1976/77, 1977/78, 1980/81, 1983/84 e 2004/05)
Time-base: Reina; Johnson, Agger (Skrtel), Carragher e Fábio Aurélio (Insúa); Lucas, Mascherano, Riera (Benayoun), Gerrard e Kuyt; Torres.
Ele é o cara! Atuando como único centroavante do time, Fernando Torres, que passa por ótimo momento, reveza-se entre o papel de pivô e de goleador da equipe. Tem uma excepcional média de gols no clube: 0,62 por jogo.
Olho nele! Beneficiado pela contusão de Agger, Daniel Ayala acabou de ser promovido para o elenco titular e já disputou 2 jogos pela Premier League. Muito elogiado, o jovem espanhol de 19 anos é o novo queridinho de Rafa Benítez.
Tem brasuca aí? Diego Cavallieri, goleiro; Fábio Aurélio, lateral; Lucas, volante
Pontos fortes: A alta defesa é forte, sofre poucos gols. Johnson e Fábio Aurélio são perigosos, atacam muito bem. A dupla Gerrard-Torres é talentosa e tem capacidade de decidir uma partida a qualquer momento.
Pontos fracos: Reina é inconstante, não passa confiança aos ingleses. Lucas ainda não adaptou-se à função que Xabi Alonso exercia. Sente a ausência de um meia decisivo que possa dividir a responsabilidade ofensiva com Gerrard.

Lyon
Hora de vir a bonança?

Após o fracasso na temporada passada, quando acabou o campeonato apenas na 3ª posição, a diretoria do Lyon fez o que parecia eminente: renovou seu elenco. Juninho Pernambucano, maior astro do clube, rescindiu seu contrato. Além dele, Grosso, Kader Keita, Mounier e Benzema também foram embora. Para compensar as perdas, o time de Gerland contratou o atacante Gomis (ex-Saint-Ettienne), o meia Michel Bastos (ex-Lille) e o lateral Cissokho e o avante Lisandro López (ambos ex-Porto). Já Anderson, voltou de empréstimo.

Por enquanto as contratações trouxeram resultado. A facilidade demonstrada nos jogos em que eliminou o Anderlecht (vitórias por 3 a 1 e 5 a 1) reanimou seus torcedores. E com o retorno do outrora lesionado Govou, traz mais esperanças ainda. Nesta fase, deve levar a melhor contra o seu concorrente direto à vaga, a Fiorentina. Contudo, não me surpreenderia se os Gones vacilassem e caíssem mais cedo. Afinal, o trabalho de Claude Puel está longe de ser confiável...

Olympique Lyonnais
Status: Briga pela fase final
Melhor participação: Quartas-de-finais (2003/04, 2004/05 e 2005/06)
Time-base: Lloris; Reveillere, Cris, Bodmer e Cissokho; Toulalan (Makoun), Kallstrom e Pjanic;
Michel Bastos e Lisandro Lopez; Govou (Gomis). Técnico: Claude Puel.
Ele é o cara! Lisandro Lopez atravessa a melhor fase de sua carreira. Atuando mais fixo na área ou vindo detrás, é a grande esperança lionesca em fazer uma melhor campanha na Champions. Matador, já balançou a rede 6 vezes em 5 partidas disputadas.
Olho nele! Ishak Belfodil ganha cada vez mais espaço no OL. Integrado a equipe principal neste ano, já demonstrou personalidade quando entrou no gramado. Bom cabeceador, o centroavante é tido como uma das maiores promessas francesas.
Tem brasuca aí? Anderson e Cris (zagueiros), Éderson e Michel Bastos (meias).
Pontos fortes: Tem meio-campistas inteligentes. Além de defenderem bem, ajudam na armação. Possui um trio ofensivo muito forte: Bastos-Lisandro-Govou. Lloris passa por um ótimo momento. Não à toa, roubou a vaga de Coupet na seleção.
Pontos fracos: Nunca fez uma bela campanha no torneio. Tem síndrome de “pipocar” em decisões. Não tem reservas que possam substituir seus titulares à altura, sobretudo na defesa. Com a saída de Juninho, perdeu sua maior referência cerebral.

Fiorentina
Reformulação para surpreender

Após empatar duas vezes com o Sporting e conseguir sua vaga na fase de grupos graças aos gols marcados fora de casa, a Fiorentina chega fortalecida ao torneio, ambicionando até, uma classificação para a próxima fase. O maior problema está no elenco, completamente reformulado. O time perdeu vários jogadores importantes: Felipe Melo, Kuzmanovic, Semioli... Para piorar, Storari, Zauri, Bonazzolli e Almirón não tiveram os seus empréstimos prorrogados e também saíram.

Para compensar o prejuízo, a Viola foi às compras. Oito atletas desembarcaram em Florença: os atacantes Nsereko (ex-West Ham), Acosty Maxwell (ex-Reggianna) e José Castillo (ex-Lecce), os meias Di Tacchio (ex-Ascoli), Marchionni e Cristiano Zanetti (ambos ex-Juventus) e os defensores De Silvestri (ex-Lazio) e Natali (ex-Torino).

Longe do entrosamento ideal, Cesare Prand
elli confia nos avanços laterais de seus meias e na experiência da dupla Mutu-Gilardino para permanecer na competição. É melhor Liverpool e Lyon não vacilarem.

Associazione Calcio Fiorentina
Status: Vaga na Europe League
Melhor participação: Vice-campeã (1956/57)
Time-base: Frey; Comotto, Dainelli (Natali), Gamberini e Vargas (Pasqual); Cristiano Zanetti e Donadel (Gobbi); Marchionni, Montolivo e Mutu (Jovetic); Gilardino.
Ele é o cara! Depois de uma passagem apagada pelo Milan, Alberto Gilardino redescobriu seu bom futebol com a Fiorentina. Perigoso, é o maior referencial ofensivo da equipe. Só no ano passado, marcou 19 gols.
Olho nele! Stefan Jovetic é o 12º jogador do elenco da Viola. O montenegrino de 19 anos é muito habilidoso e arremata muito bem a média e longa distância. Foi dele o gol que deu o empate e a classificação à fase de grupos. Tem estrela.
Tem brasuca aí? Nenhum
Pontos fortes: Frey é um grande goleiro. Sempre atua bem, quando exigido. Marchionni e Vargas atacam muito bem pelos flancos do campo. Mutu e Gilardino têm estrela. Podem decidir um jogo em apenas um lance.
Pontos fracos: Possui uma defesa inconstante que falha incessantemente. Como modificou muito o seu elenco, não possui um time entrosado. Sente a falta de um atleta que consiga repetir a mesma função de Felipe Melo.

Debreceni
Sem nada a perder

Estar entre os 32 melhores esquadrões do Velho Continente é motivo de orgulho para o Debreceni. Sem querer desmerecer o feito dos húngaros, mas convenhamos que, Kalmar, Levadia Tallin e Levski Sofia não botam medo em ninguém.

Pelo menos a base do time foi mantida. Apenas alguns jovens valores foram emprestados. Em contrapartida, 9 atletas foram contratados, com destaque para o francês Coulibaly (ex-Antuérpia) e para os selecionáveis alas húngaros: Bodnár (ex-Red Bull Salzburg) e Szélesi (ex-Strassburg). Em um grupo recheado com equip
es bem mais tradicionais, pode se esperar um Loki retrancado, abusando de jogadas de bola parada, muitos chutes de fora da área e fortes contra-ataques puxados pelo veloz Rudolf.

Independentemente de ter dado sorte ou não, é bom abrir os olhos com o Debreceni, já que ultimamente, o futebol húngaro está novamente em alta. Até mesmo o selecionado principal vem dado trabalho nas Eliminatórias Européias para a Copa de 2010. Portugal que o diga.

Debreceni Vasutas Sport Club
Status: Azarão
Melhor participação na UCL: Estreante
Time-base: Polekszics; Bodnár (Szélesi), Komlósi (Máté), Mészáros e Leandro; Czvitkovics, Kiss e Varga; Szakály; Rudolf e Coulibaly (Oláh).
Ele é o cara! Gergely Rudolf é o principal nome do ataque húngaro. Oportunista, já atuou pela seleção em oito oportunidades, anotando um gol. Em 2008/09, foi eleito o melhor atleta da liga húngara.
Olho nele! O meio-campista Jozsef Varga tem 21 anos e destaca-se por sua aplicação tática e seu forte remate de média e longa distância. Marcou três gols na competição.
Tem brasuca aí? Hugo (lateral) e Vinícius (atacante).
Pontos fortes: As descidas do húngaro-brasileiro Leandro sempre representam perigo. Rudolf é o atleta mais talentoso do Debreceni. Tem de ser marcado homem-a-homem. O time é entrosado. A base é a mesma que foi bicampeã nacional.
Pontos fracos: A equipe é fraca. Individualmente possui poucos atletas que possam decidir. Mesmo atuando com três homens de marcação no meio, a defesa é frágil; Não tem experiência na competição.

Jogos:

16/09 Lyon x Fiorentina
16/09 Liverpool x Debreceni
29/09 Fiorentina x Liverpool
29/09 Debreceni x Lyon
20/10 Debreceni x Fiorentina
20/10 Liverpool x Lyon
04/11 Fiorentina x Debreceni
04/11 Lyon x Liverpool
24/11 Fiorentina x Lyon
24/11 Debreceni x Liverpool
09/12 Liverpool x Fiorentina
09/12 Lyon x Debreceni