

“O que mudou desde que eu sai daqui? Agora estou muito mais maduro, sou um outro Adriano, e vim à Itália para provar isso”, disse o brasileiro á época de sua apresentação na Roma, em 9 de junho. As contusões o atrapalharam, é verdade, mas Adriano deixou a cidade eterna tendo feito apenas oito jogos, nenhum gol e com intermináveis novelas de retorno à capital italiana desde o Rio de Janeiro, como no ano novo e em fevereiro deste ano (estava no país, recém-operado do ombro direito). Isso depois de dizer que tinha um “débito com o futebol italiano” – pela maneira como forçou sua saída da Inter ao Flamengo, em 2009.
Depois das passagens por Flamengo e Roma, o possível rendimento do atacante no Corinthians é uma incógnita. Primordial no hexacampeonato brasileiro do Fla – ao lado do veterano meia sérvio Petkovic –, Adriano tinha escancaradas regalias no clube carioca, do qual é torcedor declarado e para onde só não voltou por “conflito de filosofia”, outro nome para uma possível chance de desagregar o elenco comandado pelo egocêntrico Vanderlei Luxemburgo, que tem Ronaldinho como estrela maior. Com cláusulas de rescisão fixadas no contrato (segundo o presidente do Timão, Andrés Sanchez, a pedido do próprio atacante), acionadas em caso de indisciplina, não parece que o Imperador desfrutará das mesmas facilidades da cidade maravilhosa no Parque São Jorge.

Em se tratando de futebol brasileiro e com 29 anos, o Imperador tem bola pata gastar, é inegável. Estará perto da sua amada Vila Cruzeiro – uma ponte aérea de distância. Resta saber se, nesse novíssimo recomeço no futebol brasileiro, ele fará por merecer a vaga no inchado ataque do time comandado por Tite (que já possui Liedson, Dentinho, Jorge Henrique, Willian e Edno). Um novo Adriano ou um “novo Ronaldo”?
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