
Os recém-completados sete anos à frente do Milan – estreou em novembro de 2001 - podem estar chegando ao fim, assim como a já esgotada paciência do torcedor
rossonero. O Milan conseguiu ser eliminado em casa para o Werder Bremen após conquistar vantagem de 2-0 no primeiro tempo. Em dez minutos, os dois gols de Pizarro decretaram o fim da Copa da UEFA frente a um time que, novamente, pecou pela burocracia e falta de criatividade. Sem Kaká e Ronaldinho – ambos contundidos – o experiente time do Milan não deu conta do recado, vivendo apenas do bom futebol do jovem
Alexandre Pato. E para ser justo, uma aposta lapidada por Ancelotti, em um de seus poucos acertos nos últimos tempos.
Eliminado da
Champions 2007/08 – a última que disputou - pelo jovem Arsenal em pleno San Siro, quinto colocado do Campeonato Italiano da mesma temporada após perder a vaga para a Fiorentina, Ancelotti balançou, mas não caiu. Ainda assim, o Milan trouxe poucos reforços de peso – pra valer mesmo, apenas Ronaldinho Gaúcho – e repetiu os erros dos últimos fracassos: muita cautela e pouca dinâmica. Mesmo com o excesso de jogadores experientes, novamente faltaram nervos para a equipe comandada por Ancelotti, eliminada nos dezesseis avos de final da segunda competição intercontinental em importância na Europa, na qual o Milan pintou como um dos grandes favoritos.

Onze pontos atrás da Inter, o terceiro lugar neste
Calcio mostra que o Milan brigará mesmo por uma vaga na próxima
Champions em pé de igualdade com Fiorentina e Roma – que faz um campeonato de recuperação e já está a cinco pontos dos
rossoneros. Muito pouco para o segundo maior campeão Italiano e da
Champions League, que ultimamente só conseguiu picos de aparição na imprensa por tentar recuperar jogadores como Ronaldo, Ronaldinho e Beckham. Com Maldini se aposentando ao final desta temporada e a novela interminável da compra de Beckham, já passou da hora do manda-chuva Silvio Berlusconi fazer uma faxina entre os mais experientes do elenco – especialmente entre goleiros e defensores, ponto crítico do time – terminando no comando na equipe, onde é claro que o treinador italiano precisa respirar novos ares, como já foi dito neste blog
à época da eliminação do Milan pelo Arsenal. Renovar não é apenas preciso. É necessário, para que o Milan possa voltar às cabeças novamente.
Um comentário:
o pior eh que a renovacao eh a mesma palavra que foi martelada no final da temporada passada... e mudou alguma coisa?
a defesa do milan, que ja foi considerada uma das melhores do mundo, eh ridicula... alem de ter uns caras ruins mesmo, o nesta deveria se aposentar (ou os medicos do clube), assim como maldini ja vai tarde (na boa, ele eh idolo e tudo mais, mas nao consegue mais acompanhar o ritmo...). Que o Thiago Silva jogue o quanto antes!!!!
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