O título brasileiro conquistado pelo Flamengo premiou a equipe que se superou em campo. O Flamengo não apresentou um futebol plástico, encantador. Mas saiu da adversidade, após a queda de Cuca na 13ª rodada e o posterior período de instabilidade de Andrade, quando este ainda parecia apenas um interino dirigindo a equipe. Já com Andrade no comando, o Flamengo fechou o primeiro turno do Brasileirão na metade da tabela com 29 pontos, tendo anotado 27 gols e sofrido 29. Terminou o campeonato como a segunda melhor campanha do segundo turno, com 38 pontos e apenas três derrotas, com 31 gols pró e 15 contra, mostrando que uma das chaves para a arrancada rubro-negra foi o acerto da defesa, composta na maioria dos jogos do returno por Álvaro e Ronaldo Angelim.
Com isso, o Flamengo e os outros três postulantes ao título proporcionaram o Brasileiro mais disputado da era dos pontos corridos. Com o coração e apostando principalmente em suas raízes, - já que resgatou em Andrade, Pet e Adriano a força para vencer as adversidades -, o Flamengo ganhou o hexa com o coração e na superação, passando a dividir com o São Paulo a hegemonia de maior campeão brasileiro da história. A coesão do grupo e a vontade que faltaram ao Palmeiras – maior decepção deste segundo turno – sobraram ao Flamengo. E na reta final, isso fez toda a diferença para o título, que no fim, foi benéfico ao futebol nacional, já que quebrou a hegemonia paulista, estado vencedor dos últimos cinco campeonatos nacionais até então. De quebra, a Libertadores 2010 promete ser a mais democrática para os brasileiros, já que aos principais centros do futebol nacional estarão representados na mais importante competição continental – Corinthians e São Paulo (São Paulo), Flamengo (Rio de Janeiro), Cruzeiro (Minas Gerais) e Inter (Rio Grande do Sul).
Peças-chave para o hexa:
Petkovic – De quase aposentado a principal figura na arrancada do hexa. Esse é o retrato do meia sérvio, que atuou em 23 partidas, marcou oito gols e deu cinco assitências. Com o sérvio em campo, o Flamengo perdeu apenas uma partida – por 3-2 contra o Goiás na 17ª rodada, quando ainda não era titular absoluto. As venenosas bolas paradas, melhora na armação das jogadas e o retorno da antiga identificação com o clube deram o tom para o veterano de 37 anos.
Reforços pontuais e “voltas” – As vindas do volante Maldonado – que acabou machucado na reta final – e do zagueiro Álvaro melhoraram sensivelmente a defesa. No segundo turno, o Fla sofreu menos de um gol por partida (0,79 gols sofridos por jogo), contra a campanha irregular do primeiro turno (1,47 gols sofridos por partida). Além deles, Juan e Léo Moura tiveram sensível melhora no momento de crescimento da equipe, assim como o também desacreditado Zé Roberto, que de quase dispensado, teve sua importância como parceiro de Adriano no ataque rubro-negro.
5 comentários:
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O Flamengo realmente venceu porque soube decidir, ao contrário do outros. Fora os vacilos contra o Barueri e Goiás, a campanha no segundo turno foi absolutamente digna de um campeão...
Um belíssimo e merecidíssimo título.
Só não concordo com você no "não apresentou um futebol plástico". Entre os times do Brasileirão, foi o que jogou o mais belo futebol. E fez partidas memoráveis na competição.
Claro, tem seus defeitos, como todos os outros tem.
Caro Grissi,
Mesmo com a arrancada dos últimos jogos, achei que o Flamengo foi deveras eficiente, mas não chegou a "jogar bonito", como o Fluminense, por exemplo. Mas isso acaba sendo detalhe diante da boa campanha e do merecido título.
Abs
Também não acho que o futebol do Flamengo foi plástico, lindo. Mas foi bom, e o melhor entre os times da ponta.
Merecidíssimo campeão.
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