
Na luta desesperada do Corinthians para fugir do rebaixamento em 2007, além do confronto direto contra o Goiás - onde o time apenas empatou – um jogo marcou uma das estocadas finais na árdua tarefa na fuga corinthiana do rebaixamento: a partida da penúltima rodada em 28 de novembro de 2007, contra o Vasco no Pacaembu lotado. Na oportunidade, o Vasco não aspirava a mais nada no torneio. Porém, mesmo após muitas chances desperdiçadas por parte do Timão, o gol de Allan Kardec deixou o Corinthians com tarefa ingrata na última rodada: vencer o Grêmio em pleno Olímpico, além de uma derrota do Goiás para o Inter. O resto da história todo mundo já sabe.
E a grande roda gigante do futebol novamente colocou o Vasco em situação de definir os postulantes ao rebaixamento. Mas desta vez, o time da Colina está sendo o protagonista e vive uma situação tão crítica quanto a que o Corinthians viveu no ano anterior. São Januário era um caldeirão de esperança torcendo para um resultado positivo do Vasco, o qual certamente facilitaria sua tarefa de fuga contra o rebaixamento.
O jogo contra o São Paulo era capital para o Vasco. Uma vitória deixaria os cruzmaltinos empatados em número de pontos contra o Náutico, rival direto, e a dois pontos do Atlético/PR, a duas rodadas para o fim do certame. O São Paulo, como de costume, não jogou bonito. Foi cirúrgico, eficiente e teve personalidade - marcas registradas na arrancada recente do time rumo à taça - para jogar no desespero do Vasco. Um Vasco que entrou excessivamente cauteloso em sua escalação, com três zagueiros e a experiência de Edmundo no banco de reservas. E mesmo sem merecer a derrota – poderia ter conseguido ao menos um empate – o torcedor vascaíno passará as duas últimas rodadas com um terço na mão e uma calculadora na outra. Restando dois jogos contra times que não aspiram a mais nada no Brasileirão – Coritiba (f) e Vitória (c) -, o time não terá tarefa fácil. Ambos são bons times e fizeram bons jogos nesta 36ª rodada. A três pontos da zona de salvação, o Vasco terá de torcer por tropeços de Figueirense e Náutico, além de vencer os dois jogos que lhe restam. Uma combinação possível, mas que me parece pouco provável, dado o futebol que a equipe vem apresentando no torneio.


Um comentário:
E o pior é que ainda vão botar a culpa no Dinamite
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