31.7.08

Ipatinga: sinônimo de baba?

Atletas do Ipatinga comemoram o melhor resultado no Brasileiro:
4 a 1 sobre a Portuguesa

Entre todos os Campeonatos Brasileiros da era dos pontos corridos, o atual é indubitavelmente aquele que apresenta, até o momento, o maior equilíbrio. Tudo está embolado, seja na parte superior ou na fração inferior. A cada rodada temos um novo líder, uma nova equipe sendo ameaçada pelo fantasma do rebaixamento...

Esse perde-ganha é tão claro que até mesmo aquelas equipes que demonstravam grande potencial de fracasso, podendo repetir as péssimas campanhas de América de Natal (em 2007) ou Santa Cruz (em 2006), conseguem conquistar os seus pontinhos. A dificuldade é tanta que times grandes que perderam preciosos pontos nas rodadas iniciais, como Santos e Fluminense, penam até agora para sair da temida Zona de Rebaixamento.

Um bom exemplo disto é o Ipatinga. Relegado a Segundona estadual no início do ano, foi visto como o coadjuvante que sempre seria goleado. Ledo engano. Apesar do time mineiro ser o lanterna da competição e principal candidato ao descenso, dentro do gramado ele não demonstra um desnível técnico tão aparente.

Afinal, o caçula da primeira divisão também tem as suas virtudes. É um time rápido, veloz, que normalmente tranca o adversário pelo meio com uma forte marcação exercida por seu trio de volantes formado por Paulinho Dias, Leo Silva e Augusto Recife.

Arma suas jogadas geralmente pelas pontas através dos seus alas Beto e Leandro Salino, este originalmente meio-campista. Na frente, Rodriguinho é o responsável pela criação, enquanto Adeílson e Marinho, eterna promessa do Atlético-MG, têm que marcar gols.

Parece pouco, mas funciona. Principalmente quando enfrenta rivais que saem a busca de um gol a qualquer custo e não encontram organização suficiente para proteger-se de um bom contra-ataque.

Foi justamente nestas situações que o Ipatinga, nas 15 primeiras rodadas, já realizou alguns feitos que nem mesmo os líderes conseguiram. Acabou com a série invicta do Internacional ao batê-lo por 1 gol, empatou com o Cruzeiro em 2 a 2, passou pelo Vitória com bons 2 a 0 e segurou o São Paulo, em pleno Morumbi, com um “simpático” 1 a 1. Não é para qualquer um!

Logicamente, a inconstância de seus resultados e o acúmulo de vacilos, como nas derrotas em casa para Atlético-PR e Figueirense, por exemplo, podem custar o rebaixamento da mais nova terceira força de Minas Gerais. Mas se isso vier mesmo a acontecer, convenhamos que, até o momento, vemos uma “baba” muito mais complicada do que prevíamos.

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