
4 a 1 sobre a Portuguesa
Entre todos os Campeonatos Brasileiros da era dos pontos corridos, o atual é indubitavelmente aquele que apresenta, até o momento, o maior equilíbrio. Tudo está embolado, seja na parte superior ou na fração inferior. A cada rodada temos um novo líder, uma nova equipe sendo ameaçada pelo fantasma do rebaixamento...

Um bom exemplo disto é o Ipatinga. Relegado a Segundona estadual no início do ano, foi visto como o coadjuvante que sempre seria goleado. Ledo engano. Apesar do time mineiro ser o lanterna da competição e principal candidato ao descenso, dentro do gramado ele não demonstra um desnível técnico tão aparente.
Afinal, o caçula da primeira divisão também tem as suas virtudes. É um time rápido, veloz, que normalmente tranca o adversário pelo meio com uma forte marcação exercida por seu trio de volantes formado por Paulinho Dias, Leo Silva e Augusto Recife.

Parece pouco, mas funciona. Principalmente quando enfrenta rivais que saem a busca de um gol a qualquer custo e não encontram organização suficiente para proteger-se de um bom contra-ataque.
Foi justamente nestas situações que o Ipatinga, nas 15 primeiras rodadas, já realizou alguns feitos que nem mesmo os líderes conseguiram. Acabou com a série invicta do Internacional ao batê-lo por 1 gol, empatou com o Cruzeiro em 2 a 2, passou pelo Vitória com bons 2 a 0 e segurou o São Paulo, em pleno Morumbi, com um “simpático” 1 a 1. Não é para qualquer um!
Logicamente, a inconstância de seus resultados e o acúmulo de vacilos, como nas derrotas em casa para Atlético-PR e Figueirense, por exemplo, podem custar o rebaixamento da mais nova terceira força de Minas Gerais. Mas se isso vier mesmo a acontecer, convenhamos que, até o momento, vemos uma “baba” muito mais complicada do que prevíamos.
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