5.10.09

Novo laboratório

A derrota num Pacaembu lotado diante de um bem postado Atlético/PR sepultou qualquer chance palpável e terrena da conquista do título brasileiro pelo Corinthians, que está sem vencer há quatro jogos. Ainda tentando readaptar o time às sentidas perdas de Cristian, André Santos e Douglas, com uma série de contusões de atletas-chave da ótima jornada no primeiro semestre e recebendo reforços parcelados, Mano não conseguiu manter o padrão do primeiro semestre, o que é totalmente compreensível. O problema mais crônico é o da lateral-esquerda, onde Marcinho mostra em jogo após jogo que não tem o menor cacoete para a posição. O time está em processo de reconstrução. Não dá pra ser ingênuo e admitir que as perdas foram “planejadas”, porque não foram. Mas diante do assédio europeu e num time onde as finanças caminham pelo fio da navalha – apesar de grande evolução em relação à época do rebaixamento – não havia muito o que se fazer.

No início do trabalho de Mano – talvez a fase mais crítica do técnico no comando da equipe – O Corinthians trouxe em uma só baciada, jogadores bons e ruins e a experimentação daquele novo elenco custou a fase final do Paulistão 2008 e apesar da campanha surpreendente e inesperada, teve reflexos na final da Copa do Brasil, vencida pelo Sport. Claro que o menor nível técnico que a Série B proporcionou fez com que o time passeasse pelo torneio, mas ao mesmo tempo, foi importante para montar a base do time que jogou muito bem na primeira metade de 2009.

Com a condição de franco-atirador neste Brasileiro, Mano deve experimentar para remontar o elenco – que tem nomes bons, mas que ainda não vingaram em sua plenitude. Será que com os jogadores à disposição, ele deve manter o esquema vencedor do 4-3-3 (ou 4-5-1, como preferirem)? O técnico acena em atuar com dois meias – teoricamente, Edno ou Defederico – e sacar um dos atacantes, nesse caso, Jorge Henrique ou Dentinho. Além do problema na armação de jogadas, ele terá de trabalhar os avanços dos laterais, algo que acabou se perdendo após a remodelação do elenco, já que além da saída de André Santos, Alessandro ficou bom tempo de molho, Ronaldo ainda precisa recuperar a forma do primeiro semestre, a zaga de William e Chicão precisa atuar novamente junta e o lateral-esquerdo terá de ser bem pensado para chegar na próxima temporada. O laboratório está montado e Mano já provou competência para deixar o time talhado para jogar a Libertadores – o objeto de cobiça do centenário.

2 comentários:

gerson disse...

André, o problema vai ser deixar uma base boa pra 2010. Será que muitos jogadores sairão em janeiro?
Quanto ao Inter, o Mário Sérgio nunca deu certo em lugar nenhum. Não é no Inter que vai dar.A direção errou feio ao não ter contratado o Muricy.

Leandrus disse...

Já que não tem mais o que fazer no Brasileiro - não luta pelo título nem para cair -, essa é mesmo a melhor solução para o Corinthians. Principalmente ambientar os badalados reforços Edno e Defederico (que novela para contratar esse cara; vai ter que jogar muito para justificar todo o suspense...) e ver com quem não conta para o ano que vem. Se bem que isso eu acho que ele já tem em mente (certo, Souza?)

Ateh!