10.3.09

Renascimento

Não, este não é mais um texto sobre a nova volta de Ronaldo, mas também envolve um atacante de camisa nove, com feitos bem mais modestos no futebol que o Fenômeno. Há pouco mais de um ano, após entrada violentíssima do zagueiro Martin Taylor, o brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva teve a contusão mais grave de sua carreira: fraturou gravemente a perna na altura do tornozelo, numa das imagens mais fortes ocorridas no futebol em 2008. À época, o camisa nove do Arsenal poderia até ter a perna amputada, o que só não aconteceu graças a rápida e eficiente intervenção da equipe médica do clube, ainda dentro de campo na prestação dos primeiros socorros. A grave contusão custou a Eduardo a última Eurocopa, da qual seria fatalmente titular na seleção croata comandada por Slaven Bilic.

Após uma lenta recuperação de quase um ano, o atleta de 26 anos retornou aos Gunners oficialmente em 16 de fevereiro, a pouco mais de uma semana de seu aniversário, em partida válida pela FA Cup (Copa da Inglaterra) diante do Cardiff. Marcou dois gols – um de cabeça e outro em penalidade sofrida por ele mesmo -, na vitória por 4-0. No entanto, acabou distendendo um músculo da perna, foi substituído e ficou mais três semanas no departamento médico.

Refeito da nova lesão, voltou ao time comandado por Arsène Wenger novamente em uma partida da Copa da Inglaterra, desta vez diante do Burnley neste último domingo. Atuando com a equipe recheada de reservas – visando a partida deste meio de semana contra a Roma, pela Champions – Eduardo entrou desde o começo da partida, com a tarja de capitão. Apesar da fragilidade dos Clarets - na sétima posição da segunda divisão inglesa - Eduardo atuou bem a vontade e foi um dos destaques da vitória por 3-0, marcando um golaço de “parafuso” no ângulo do goleiro Jensen. Explico: apesar de já ter marcado um gol com a perna que havia sido contundida – a esquerda -, o tento foi através de pênalti. No lance contra o Burnley, Eduardo pegou o cruzamento de Song de primeira com a parte de fora do pé esquerdo, quando o mais lógico seria virar o corpo para “chapar” a bola ou mesmo chutar de direita. justo na parte afetada pela fratura, até soando como uma resposta para quem ainda duvidava de sua condição de jogo, pois o chute foi totalmente consciente.

A volta ainda é gradual. Mas com Eduardo com ritmo de jogo, será de grande valia ao Arsenal, que ainda luta para prosseguir na Champions (venceu o primeiro duelo das oitavas contra a Roma por 1-0) e para buscar uma colocação melhor na Premier League, onde faz campanha irregular e é apenas quinto, atrás do Aston Villa.

Já que a onda agora é falar de Ronaldo e o início de seu terceiro "renascimento", nada como nos espelharmos no caso de Eduardo, que mostra mais um exemplo de superação.

Gol de "parafuso" marcado por Eduardo da Silva contra o Burnley

3 comentários:

Marcel Jabbour disse...

Baita exemplo! E baita atacante também. Não sei se teria chances no Brasil, mas tem muita qualidade.

abs

diletra.blogspot.com

Uelton Gomes disse...

Bom que ele está voltando, concerteza outro exemplo de supereção.Só uma pergunta . O zagueiro Taylor foi suspenso por quanto tempo?

Bob disse...

Ola amigo, topa fechar parceria entre nossos sites, com troca de links, aguardo resposta, um abraço.

http://futebolmundial-arte.blogspot.com/