

Após dar seus primeiros chutes pelo São Cristóvão, Ronaldo tinha metade do seu passe ligada ao ex-jogador Jairzinho (conhecido como Furacão, campeão do Mundo e artilheiro da Copa de 1970), que o descobriu em 1989, em um torneio de futebol de salão realizado no Rio, levando-o aos Cadetes (alcunha do time carioca que o revelou). Em 1992, o ex-camisa sete da seleção ofereceu a revelação ao recém-fundado Paraná Clube. Por 50% de seus direitos, os paranistas desembolsariam cerca de R$ 150 mil. Mas os diretores não “pagaram para ver”, considerando tal aposta muito alta para um franzino garoto de 16 anos, de acordo com o site Parana Online.

Antes de arrebentar no Brasileirão daquele ano, com 12 gols, o então garoto se juntou ao elenco profissional da Raposa que excursionou pela Europa. Particularmente, impressionou a muitos em Portugal, em série de amistosos com clubes locais. E no empate entre Benfica e Cruzeiro, em agosto e 1993, o então técnico dos encarnados Jesualdo Ferreira só fala do garoto. Entrava em campo, novamente, o destino. A sondagem feita junto à direção do clube mineiro revelou que o atacante poderia ser do Benfica por dois milhões de dólares. Mas os portugueses atravessavam grave crise financeira – inclusive, com rescisões por atraso de salários – e não tinham o dinheiro. Quando voltaram à carga por ele, Ronaldo já havia sido negociado com o PSV, em 1994, por seis milhões (valorização de 300%!). “Era impossível não ficar admirado. Tinha uma mobilidade e uma potência anormais para um miúdo de 16 anos. Em poucos minutos deu para projetar um grande futuro”, declarou o técnico ao site Maisfutebol.
Profissionalmente, Ronaldo atuou por apenas sete clubes em uma carreira de 18 anos. Mesmo com sua trajetória podendo ser escrita com outros personagens ou enredo, parece consenso que, desde jovem, tratava-se de um grande talento. E sua história corroborou uma trajetória fenomenal.
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