
Beleza não garante qualidade

Agora, a diretoria concentra todas suas forças para manter seu entrosado elenco, assegurando que nenhum atleta seja levado para a Europa durante a competição. Perder alguém a essa altura, seria fatal aos planos de levantar o título. Tanto que, até agora, o único reforço é o ala-esquerdo Athirson (ex-Portuguesa). E nem deve vir mais ninguém.
Mesmo sem a aprovação total dos cruzeirenses, Adílson Baptista comprova que sua equipe tem muita qualidade tática e técnica. Mais madura, a Raposa confia no poderio ofensivo de Kleber, no talento de Wagner e no dinamismo de Ramires para chegar ao seu 2º título. O segredo? Não repetir 2008 vacilando nos confrontos diretos.
Status: Favorito
Melhor participação: Campeão em 2003
Em 2008: 3º colocado (67 pontos)
Time-base (4-2-2-2): Fábio; Jonathan, Leo Fortunato, Leonardo Silva e Fernandinho (Gérson Magrão); Fabrício e Marquinhos Paraná (Henrique); Ramires e Wagner; Kleber e Thiago Ribeiro (Wellington Paulista). Técnico: Adílson Baptista.

Olho nele! Prestes a completar 19 anos, Bernardo só foi utilizado no Estadual, graças a contusão de alguns titulares. Voluntarioso e inteligente, atua como volante ou meia.
Gringo da vez: O lateral-esquerdo Sorín, argentino.
Pontos Fortes: Ramires e Kleber podem modificar uma partida; no meio, todos os atletas têm qualidade no passe; Jonathan e Fernandinho são boas opções pelos flancos.
Pontos Fracos: Não encontrou um companheiro para Kleber; a qualidade da zaga é inferior ao resto do time; peca em jogos decisivos contra rivais do mesmo nível.

Depois da tempestade, vem a bonança?

Após os seguidos vexames, Émerson Leão colocou seu cargo à disposição. No seu lugar, assumiu Celso Roth, técnico que passa por um ótimo momento na carreira. E as mudanças não pararam por aí. Tripodi e Júnior Carioca foram dispensados. Em contrapartida, o rodado volante Jonilson e o experiente goleiro Carini devem chegar.
Aliado a essas modificações, a boa notícia fica por conta de alguns atletas, como Renan Oliveira, Serginho e Marques, que estavam lesionados e devem voltar em breve. Agora, a missão de Roth é passar o equilíbrio emocional que o elenco necessita para que o Galo torne-se mais competitivo. Pinta de favorito? Longe disso. Mero coadjuvante.
Status: Zona da Sul-Americana
Melhor participação: Campeão em 1971
Em 2008: 12º colocado (48 pontos)
Time-base (4-4-2): Juninho; Élder Granja, Marcos, Leandro Almeida e Júnior; Renan, Rafael Miranda (Carlos Alberto) e Fabiano (Márcio Araújo); Renan Oliveira (Lopes); Eder Luís e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth.

Olho nele! Kleber tem apenas 19 anos, mas já atuou no time principal cinco vezes. No melhor “estilo pivô”, sabe usar a boa estatura e cabeceia bem. Destacou-se na base.
Gringo da vez: Não tem
Pontos Fortes: Diego Tardelli tem de ser marcado de perto; possui um meio-campo aguerrido que marca bem; A experiência de Júnior colabora no setor ofensivo do time.
Pontos Fracos: Juninho não passa confiança ao time; sem Renan Oliveira, sente a ausência de um meia criativo; time desequilibrado técnica e psicologicamente.

Começar com o pé direito
A conquista de um título estadual com uma campanha quase irretocável, após dois vice-campeonatos consecutivos, deu novo ânimo para o Goiás. Nem mesmo a recente eliminação na Copa do Brasil abalou os planos esmeraldinos para o torneio.

Conhecido por ser um anfitrião “encardido”, o Periquito, com a menor média de gols tomados da temporada, tem na defesa o seu ponto alto. Na frente, as armas do técnico Hélio dos Anjos estão depositadas nos pés do artilheiro Felipe e nos cruzamentos de Vitor e Júlio César. Ainda sente, porém, a lacuna deixada por Paulo Baier na armação.
Status: Zona da Sul-Americana
Melhor participação: 3º colocado em 2005
Em 2008: 8º colocado (53 pontos)
Time-base (3-5-2): Harlei; Leandro Euzébio, Ernando e Rafael Tolói; Vitor, Ramalho, Everton Hora, Eduardo Ramos (Fábio Bahia) e Júlio César (Zé Carlos); Iarley e Felipe. Técnico: Hélio dos Anjos.

Olho nele! Apesar de ter apenas 18 anos, Rafael Tolói foi titular da Seleção Brasileira campeã do Sul-Americano Sub-20. Com boa estatura, sobe bem em bolas paradas.
Gringo da vez: Não tem.
Pontos Fortes: A defesa tem sofrido poucos gols; o entrosamento da dupla Felipe-Iarley traz perigo aos adversários; Vitor e Júlio César fazem boas jogadas pelos flancos.
Pontos Fracos: Desde a saída de Paulo Baier, não há um meia criativo; o elenco é mediano, não tem peças de reposição; o time tem poucas opções ofensivas.

Cavalo paraguaio ou zebra nordestina?
Atual tricampeão baiano, o Vitória consolida cada vez mais o seu domínio no Estado. Além disso, permanece vivo na Copa do Brasil e não seria uma surpresa tão grande se os baianos repetissem a proeza do Sport em 2008, e levassem o caneco para o Nordeste.

Com Apodi realizando boas partidas, Bida carregando o piano no meio e Neto Baiano cansando de marcar gols, o Vitória tem uma equipe equilibrada, que não deve sofrer sustos. Sem grandes expectativas e “correndo por fora”, os baianos podem dar muito trabalho aos favoritos, principalmente em seus domínios. O Atlético-MG que o diga.
Status: Zona da Sul-Americana
Melhor participação: Vice-campeão em 1993
Em 2008: 10º colocado (52 pontos)
Time-base (4-3-2-1): Viáfara; Apodi, Victor Ramos (Marco Aurélio), Wallace e Luciano Almeida; Vanderson, Carlos Alberto e Bida; Jackson e Ramon Menezes (Nádson); Neto Baiano. Técnico: Paulo César Carpeggiani.

Olho nele! Com apenas 20 anos, Victor Ramos saiu da base para assumir um lugar na zaga do Leão. Bom cabeceador, fez o gol que abriu a goleada frente ao Atlético-MG.
Gringos da vez: Os colombianos Viáfara (goleiro) e Javier Reina (meia), além do chileno Saavedra (zagueiro).
Pontos Fortes: Neto Baiano vive fase incrível e está marcando muitos gols; Apodi, Bida e Jackson são boas opções no ataque; time rápido com toque de bola envolvente.
Pontos Fracos: A jovem zaga pode vacilar em momentos importantes; os alas atacam bastante e deixam muito espaço; Viáfara é espalhafatoso, não inspira confiança.

Um novo São Caetano
Embalado pelo ótimo momento vivido em 2008, o Barueri tinha a pretensão de alcançar as semifinais do Campeonato Paulista. Irregular, o time ficou bem longe de sua meta, na 8ª colocação. Agora, resta saber, se consegue, ao menos, permanecer na elite nacional.

Quem sabe assim, a equipe da Grande São Paulo consiga dar mais fluência ao seu jogo, dependendo menos do atacante Pedrão, artilheiro do Paulista com 16 gols. Somente assim, a mescla entre bons valores desconhecidos (como Ralf e Thiago Humberto) e nomes experientes (como Basílio) pode fazer com que o time não volte para a Série B.
Status: Zona do Rebaixamento
Melhor participação: Estreante
Em 2008: 4º colocado na Série B (63 pontos)
Time-base (4-3-1-2): Renê; Marcos Pimentel, André Luiz, Leandro Castán (Daniel Marques) e Márcio Careca; Ralf, Ewerton e Xuxa (Flavinho); Thiago Humberto; Fernandinho (Basílio) e Pedrão. Técnico: Estevam Soares.

Olho nele! Jovem meia argentino contratado pelo Corinthians junto ao Rosário Central, Emiliano Vecchio foi emprestado ao Barueri até o fim da temporada. Pode estourar.
Gringo da vez: O meia argentino Emiliano Vecchio.
Pontos Fortes: Renê representa segurança no gol; Pedrão é goleador e precisa ser marcado de perto; Fernandinho e Thiago são velozes chutam bem à meia distância.
Pontos Fracos: Não há alguém decisivo; Pimentel e Careca apresentam problemas de posicionamento e marcação; não mete medo quando joga em seus domínios.
2 comentários:
Essa série é muito boa! Bem completas as análises. Só uma observação: no Cruzeiro, Fernandinho está contundido e só volta no fim do ano. Gérson Magrão é titular no momento. Faço as análises táticas dos times no meu blog. Novos times serão acrescentados nas próximas rodadas. Abraços. http://www.esquemastaticos.blogspot.com/
Destes, o Cruzeiro é, sem dúvida, o melhor preparado. Mas tenho, também, esperanças de que o Vitória faça uma boa campanha. Abs, PP
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