
Ironia ou não, apesar do nome, a Copa São Paulo deixou de ser disputada por atletas com idade júnior (Sub-21). Neste ano, só poderiam competir àqueles jogadores que tivessem idade semi-juvenil (Sub-19).
Muitos comentaristas criticaram essa inovação e não pouparam críticas à Federação Paulista dizendo que a diminuição etária estragaria o brilho do torneio e diminuiria o interesse do público. Eles alegavam que jogadores um pouco mais amadurecidos renderiam muito mais e o campeonato ficaria muito mais competitivo e forte.
Ledo engano...
Quem pode acompanhar as partidas da Copinha viu um resultado totalmente oposto. Mesmo com equipes menos técnicos e que erram muito mais fundamentos, os jogos tornaram-se mais emocionantes.
Acabou-se o favoritismo. Nem sempre os times com mais empresários são àqueles que conseguem os melhores resultados. As disputas ficaram recheadas de gols por todos os lados. O que dizer de placares como Internacional de Porto Alegre doze, Comercial-MS, zero?
Os estádios voltaram a ficar cheios. Com a diminuição etária, os torcedores das equipes do interior do Estado de São Paulo voltaram a acreditar na remota possibilidade de se conquistar o título, ou de até mesmo ver uma nova “final caipira”, como fora em 2006, com América de Rio Preto e Comercial de Ribeirão.
Vemos uma nova safra que apesar de não ter chegado ao ápice de seu futebol, é muito mais aguerrida e combatente, como o atacante cruzeirense Guilherme (foto). Aos poucos, a Copinha, enfim, consegue resgatar o “futebol-moleque” de atletas que ainda mal apareceram para o futebol ou para os empresários.

Além disso, a nova regra faz com que times considerados grandes, como Palmeiras, Vasco, Flamengo aprendam a ser mais organizados estruturalmente para que possam ter chances reais de ganhar a competição. Se alguém quiser duvidar disso, basta olhar os semi-finalistas. Com exceção da surpresa São Bernardo, tanto Atlético-PR, quanto Cruzeiro ou São Paulo são exemplos de infra-estrutura e competência política.Assim, quem sabe, num futuro bem próximo, um desses times não repita o exemplo do Tricolor ou da Raposa e faça a grande finalíssima do campeonato júnior mais famoso do país?
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