7.2.08

Vale a pena acompanhar!

O campeonato inglês pega fogo faltando um terço para seu final

Com uma disputa acirrada pelo título inglês da temporada 2007/2008, Arsenal, Manchester United e Chelsea fazem da competição a mais interessante da Europa em termos de emoção e competitividade.

A briga ponto a ponto pela liderança da Barclays Premier League resulta em equipes se alternando a cada rodada na primeira posição, como no caso de Arsenal e Manchester United que desde o início do campeonato estão na ponta de cima da tabela lutando pelo primeiro lugar. Graças a combinações de resultados e alguns pequenos tropeços dos dois líderes, o Chesea se aproxima aos poucos da dupla e já se encontra quatro pontos atrás do, hoje, vice-líder Manchester, que possui 58 pontos.

Poucos apostariam no líder Arsenal (60pts) no início do campeonato. Além de ter perdido várias peças no início da temporada como Ljunberg, Henry, Júlio Batista, Lauren e Aliadere, o time londrino não fez muitos investimentos. A aposta no brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva deu resultados com boas exibições além do bom desempenho do francês Bacary Sagna, que veio como incógnita do Auxerre.

O que se nota na equipe dos Gunners é um grande crescimento técnico de alguns jogadores como Clichy, Flamini, Djourou e principalmente o atacante Adebayor, que é peça crucial na boa campanha da equipe. O togolês tem uma enorme capacidade de finalização, força física e está mais confiante após ter se tornado o principal atacante do time. Somado tudo isso ao meio campo entrosado composto por Hleb, Fabregas, Van Persie, Rosicky, o Arsenal demonstra que as incertezas do inicio da temporada ficaram para trás e o elenco é muito competitivo, visto que está nas oitavas de final da Champions League bem cotado nas casas de apostas para passar pelo atual campeão Milan.

O Manchester United, sim investiu. Trouxe Tevez, Anderson, Nani, não perdeu nenhum jogador relevante no elenco e por isso também colhe bons frutos. A qualidade ofensiva mais uma vez é a marca desse time que demonstra nas jogadas mágicas de Cristiano Ronaldo e na velocidade de Rooney como é difícil seu ataque ser parado pelas defesas adversárias.

Comandados dentro de campo por Frank Lampard, os blues do Chelsea cresceram na competição. Saíram do sexto lugar para a terceira posição e hoje tem possibilidade até de título faltando treze rodadas para o final do torneio. Didier Drogba mais uma vez é a referência no ataque visto de Schevchenko demonstra não ter se adaptado mesmo ao futebol inglês. Michael Ballack vem desencantando aos poucos e a equipe continua na mesma batida da temporada passada: vence seus jogos com placar magro, não mostra um lindo futebol mas demonstra força suficiente para assustar os líderes.

Se ainda houver dúvida se o campeonato inglês esta mesmo interessante de se acompanhar ainda tem a luta de Everton, Liverpool, Aston Villa e Manchester City por uma vaga na pré-Liga dos Campeões do ano que vem. Na próxima rodada, dois clássicos: Manchester United enfrenta o Manchester City e no Stamford Bridge o Chelsea pega o Liverpool. Ótimos confrontos com a certeza de bom futebol, marca desta temporada inglesa!

5.2.08

Times Grandes, Futebol Pequeno

Passadas seis rodadas do Paulistão 2008 o que não se viu foram atuações de dignas de times grandes durante as partidas dos quatro favoritos do torneio.


O São Paulo, badalado com a contratação de Adriano e os reforços Fábio Santos e Carlos Alberto, não consegue engrenar a máquina que conquistou o Brasileirão 2007 e a “duras penas” venceu três jogos e empatou outros três. Por mais que seja a única equipe invicta da competição, o tricolor vai precisar melhorar muito seu sistema ofensivo, pois em seis jogos fez apenas 7 gols.

O Palmeiras começou 2008 prometendo mudanças e títulos. No banco de reservas o estrategista Vanderlei Luxemburgo teve o aval da diretoria para comandar o andamento das negociações de reforços. Alex Mineiro, Lenny e Diego Souza são uns dos nomes de peso que o verdão contratou na busca de um título que não conquista há doze anos, porém dentro de campo a equipe está tropeçando e a derrota para o Noroeste no final de semana causa desconfiança no elenco que já não vence há três jogos.

No Corínthians o fantasma que rondou o clube em 2007 parece que ainda não foi totalmente banido do Parque São Jorge. Por mais reformulações de elenco e comissão técnica que o timão tenha feito, o time acumula três empates seguidos sem gols , demonstrando que a deficiência ofensiva do ano passado ainda assombra o ataque corinthiano.

Dos quatro grandes o Santos é o que mais preocupa. Atual campeão paulista, o peixe hoje se encontra na décima oitava posição, na zona de descenso. Mais perigoso que o rebaixamento é o futebol medíocre que o time de Leão demonstra em seus jogos. Ataque ruim e defesa confusa. Problemas internos envolvendo jogadores como Alemão e Thiago Luís e o próprio técnico, que mostra não estar a vontade na direção de uma equipe que não teve muitos reforços para 2008 e ainda perdeu uma importante peça de sustentação como o chileno Maldonado.

Tá certo que tem muito campeonato pela frente, mas como já previa nosso colega Jota Assis no início do campeonato(ler texto), os times grandes ainda não demonstraram futebol de alta qualidade e estão deixando pequenas equipes do interior se equiparar aos seus investimentos, pois dentro de campo, mais do que contratações milionárias, tem que se fazer valer, acima de tudo, o peso da camisa.

4.2.08

Kanouté: melhor africano?

37 anos após seu compatriota Salif Keita, o malinês Kanouté é eleito como o melhor jogador africano.

Em meio ao clima de Copa Africana de Nações, foi eleito o melhor futebolista africano de 2007. Que aliás não é nascido na África. O malinês Frédéric Kanouté é nascido na França, chegou a atuar nas categorias de base dos Bleus, mas optou por seguir as suas raízes familiares, oriundas do Mali. Com passagens por Lyon, West Ham, e Tottenham, foi no Sevilla que o jogador atingiu a plenitude técnica. Com exceção feita a última final da Supercopa Européia, o atacante marcou em todas as finais em que o Sevilla esteve presente nos últimos dois anos, mostrando todo o seu faro de gol.

Um dos principais jogadores da era vitoriosa de Juande Ramos a frente do Sevilla, Kanouté foi aclamado como o melhor africano de 2007, numa eleição que envolveu os técnicos de todas as seleções do continente negro. O atacante malinês deixou para trás o também atacante Didier Drogba e o volante ganes Michael Essien, ambos do Chelsea. Mas seria merecida essa eleição de Kanouté?

Pelo ponto de vista da contribuição para o time, da importância nas recentes conquistas, talvez a resposta seja afirmativa. Kanouté foi decisivo no bicampeonato da Copa da UEFA, no título da Copa do Rey e para que o Sevilla figurasse como a principal força emergente na Europa atualmente. Tanto que a equipe está na fase de oitavas da Champions e tem boas chances de classificação. Mas técnicamente, numa análise fria e o comparando a Drogba, segundo colocado, acredito que o marfinense leva vantagem. Marcou muitos gols, como Kanouté, mas não conseguiu conduzir a equipe londrina às conquistas. Drogba é mais frio nas conclusões e no jogo aéreo. Kanouté é mais veloz e se movimenta mais, fazendo boa dupla com Luis Fabiano, de características semelhantes a do malinês. Essien, mais uma vez ficou com a terceira colocação, como já havia ocorrido em 2005 e 2006. Talvez a sua posição seja ingrata para que seja escolhido como melhor jogador, mas trata-se do principal jogador de Gana, que marca bem, sabe apoiar, chega bem no ataque e é versátil. Tanto que a sua importância no esquema tático do Chelsea vai crescendo a cada dia, fazendo com que o ganês seja tão imprescindível como Drogba no time do técnico Avram Grant.

Kanouté se junta a Salif Keita no hall dos jogadores de Mali premiados com a honraria de melhor atleta de futebol da África. Conseguiu levar a seleção de seu país até a CAN 2008, onde sua seleção não se classificou por pouco. Mesmo assim Kanouté, mais uma vez, consegue anotar seu nome na história do futebol africano. Com todas as contestações que possam ser feitas, o prêmio está em boas mãos.

3.2.08

Copa Africana – Segunda Fase – Parte II

Tunísia (1ª do Grupo D) X Camarões (2ºdo Grupo C)

Duelo de artilheiros: Eto’o vs Francileudo

De um lado o maior artilheiro da Copa Africana de Nações de todos os tempos e atual goleador da competição em 2008, Samuel Eto’o. Do outro, o atacante brasileiro naturalizado tunisino Francileudo dos Santos. O duelo de matadores é a maior atração desse embate. Camarões é um time mais forte fisicamente, de bons volantes como Géremi e Alexandre Song. Mas quando enfrentou uma seleção mais articulada no ataque – o Egito, na primeira partida – Camarões sofreu com as falhas defensivas e é essa a brecha a ser explorada pela Tunísia. Além do experiente Francileudo, a equipe também conta com Issam Jomaa, que vem abrindo espaços e marcou um gol até aqui na competição. Atrás, conta com a experiência do zagueiro Haggui, que atua no futebol alemão e do meia Nafti, que atua pelo Birmingham inglês. É o jogo de duas escolas diferentes dentro do continente africano. O da África negra, futebol de mais força e velocidade, contra o da África árabe, de mais cadência, técnica e toque de bola.

São nada mais nada menos do que cinco títulos africanos em campo. Garantia de uma partida equilibrada e aberta, por se tratarem de duas das melhores equipes do continente.


Tunísia

Time-base: Kasraoui; Haggui, Mikari, Ben Fredj e Jaidi; Ben Saada, Nafti, Mnari e Traoui; Chikhaoui (Jemaa) e Francileudo
Destaques: Francileudo (Toulouse) Haggui (Bayer Leverkusen) e Nafti (Birmingham)
Olho nele! O meia Ben Saada e o atacante Issam Jomaa, ambos de 23 anos. Dã
o a mobilidade que o ataque da equipe do experiente técnico Roger Lemerre necessita.
Pontos fortes:
Francileudo é diferenciado e pode decidir a qualquer momento. É uma equipe de bom toque de bola.
Pontos fracos:
O goleiro Kasraoui é um pouco inseguro. Falta o time encaixar uma grande partida, já que só ganhou da fraca África do Sul na fase de grupos.


Camarões

Time-base: Kameni; Binya, Bikey, Rigobert Song e Atouba; Geremi, Alexandre Song, Makoun (Mbami) e Emana (Epalle); Job (Idrissou) e Eto’o
Destaques: Eto’o (Barcelona). Kameni (Espa
nyol), Géremi (Newcastle) e Bikey (Reading)
Olho nele! O zagueiro Bikey, do Reading. Rápido e versátil, pode atual tanto como lateral quanto como zagueiro..
Pontos fortes: Eto’o, retornando de granve lesão, readquire cada vez mais rápido ritmo de jogo e o faro de gol. Descidas de Géremi pelo lado direito são perigosas e Kameni é seguro no gol.
Pontos fracos: Eto’o não conseguiu se entrosar com o parceiro de ataque. Tanto Job quanto Idrissou estão devendo. A defesa é vulnerável

Aposta Opinião FC: Camarões 65%, Tunísia 35%

Egito (1º do Grupo C) X Angola (2º do Grupo D)

Duelo “africano” no banco

Das oito equipes sobreviventes na Copa Africana, apenas Egito e Angola têm técnicos africanos. Hassan Sherata é o técnico que levou o Egito até a conquista da última CAN, em 2006. Com a base do elenco campeão, é um dos favoritos a levar o título, ao lado de Gana e Costa do Marfim. Mesmo com a maioria do time atuando dentro do futebol egípicio ou árabe, é uma equipe experiente dentro da África. Os bons jogadores que atuam fora do país também contribuem para colocar o Egito em alto patamar técnico. A maior estrela da equipe é Mohammed Zidan, que joga no futebol alemão. Mas outros jogadores dividiram com ele a tarefa de conduzir os Faraós ao ataque, como é o caso do meia Hosny. Dois gols credenciaram o meia, com passagem pelo Strassbourg, como uma grata surpresa na competição. No título de 2006, Hosny não pôde estar presente junto ao elenco campeão, pois se machucou às vésperas do torneio. Outro jogador de qualidade na meia é Ahmed Hassan, do Anderlecht. Dono de duas conquistas continentais pela seleção egípicia, foi o vice-artilheiro e melhor jogador da última CAN. Hoje, é opção no banco de Sherata, mas pode entrar para decidir. Joga no 3-4-1-2, onde Zidan é o “1”, enquanto o meia Shawky chega com mais qualidade à frente.

Do outro lado, a seleção de Angola, comandada pelo técnico Oliveira Gonçalves, surpreendeu ao se classificar, deixando a boa equipe do Senegal fora da fase final. Depois da surpreendente classificação para a Copa de 2006, os Palancas Negras dão mostras da sua evolução e crescimento dentro do futebol africano. Mesmo assim, o time é franco-atirador contra o Egito, pois ainda lhes falta um pouco mais de malícia e aplicação tática. A vontade demonstrada na vitória decisiva frente aos senegaleses na fase de classificação pode ajuda-los novamente neste difícil confronto. O grande destaque, certamente, é o avante Manucho, recém-contratado junto ao Manchester United. O vice-artilheiro da Copa Africana é eficaz no jogo aéreo e muito forte, tornando-se uma referência para a equipe. Há jogadores dedicados no meio, como André Macanga e Zé Kalanga. No entanto, como foi dito, ainda falta uma pitada de malícia aos Palancas Negras. E isso pode pesar no confronto contra o maior campeão do continente, o qual busca o hexacampeonato.


Egito


Time-base: El-Hadary; Said, Gomaa e Fatallah; Fathi, Moawad, Hosny, Shawky e Zidan; Moteab e Zaki (Aboutreika)
Destaques: Zidan (Hamburgo), Shawky (Middlesbrough) e Said (Ankaragücü)
Olho nele! O meia Hosny marcou dois gols e ajudou a pôr o experiente Ahmed Hassan no banco. Mostrou ser rápido e foi decisivo, com bons chutes de média distância.
Pontos fortes: Meio de campo técnico, com Zidan como cérebro pensante. Shawky e Hosny também chegam bem como elementos-surpresa. O goleiro e capitão El-Hadary dá segurança a defesa.
Pontos fracos: O ataque é ineficiente, tamanha a qualidade dos meio campistas do time. Dos oito gols da equipe na primeira fase, só um foi anotado pelo ataque dos Faraós.


Angola

Time-base: Lamá; Marco Airosa, Kali, Rui Marques e Asha; André Macanga, Gilberto (Figueiredo), Mendonça (Zé Kalanga) e Maurito; Flávio e Manucho
Destaques: Manucho (Manchester United), Rui Marques (Leeds) e Mendonça (Belenenses)

Olho nele! Manucho está se destacando como a grande referência dos Palancas Negras. Os três gols marcados até aqui animam Alex Ferguson no Manchester United, pois o técnico ganhará mais uma interessante opção de ataque.
Pontos fortes: Além das bolas aéreas, a defesa se postou bem até aqui, pois sofreu apenas dois gols.
Pontos fracos: Falta um articulador mais eficiente e marcação mais forte sobre os adversários.

Aposta Opinião FC: Egito 85%, Angola 15%.

1.2.08

Copa Africana - Segunda Fase - Parte I

Na primeira fase da Copa Africana de Nações, os melhores elencos prevaleceram e praticamente não tivemos nenhuma surpresa, exceto, talvez, pelas eliminações de Marrocos e Senegal frente a Guiné e Angola, respectivamente. No próximo domingo, 3 de fevereiro, iniciam-se as quartas-de-finais e o Opinião FC mostra um pouco sobre estes equilibrados embates:

Gana (1º do Grupo A) X Nigéria (2º do Grupo B)

A tradição é suficiente para superar os donos-de-casa?

Gana e Nigéria caíram no mesmo grupo na última edição da Copa Africana de Nações, em 2006. Na ocasião, vitória dos nigerianos por 1 a 0. De lá para cá, dois anos se passaram e muita coisa mudou. Apesar de sentirem a ausência do meia Appiah (lesionado), os ganeses, anfitriões do torneio, são amplos favoritos diante das Águias Verdes. Não apresentaram um futebol de encher os olhos, mas deverão chegar ao triunfo graças a boa presença de área do avante Asamoah Gyan e dos bons chutes de média distância do meia Muntari. Para conseguirem repetir suas últimas 4 participações (quando alcançaram, ao menos, às semi-finais do torneio), os nigerianos dependerão da versatilidade do jovem Obi Mikel e da boa fase de Yakubu. Parece pouco.

Gana

Time-base: Kingson; Pantsil, Sarpei, Mensah e Addo; Essien, Muntari, Kingston (Annan) e Owysu; Asamoah Gyan e Agogo.

Destaques: Essien (Chelsea), Muntari (Portsmouth), Gyan (Udinese) e Mensah (Rennes)

Olho nele! Com apenas 19 anos, Andre Ayew é a maior promessa ganesa. Logo, logo, deverá ganhar um lugar nos titulares do Olympique de Marselha.

Pontos fortes: Grande entrosamento; joga em casa; meio-campo que sabe marcar e atacar com eficácia.

Pontos fracos: Kingson não passa confiança; a ausência de Appiah é sentida; Gyan não tem um companheiro à altura no ataque.

Nigéria

Time-base: Ejjide; Yobo, Shittu, Nwaneri e Taiwo; Obi Mikel, Olofinjana e Uche; Odemwingie, Yakubu e “Oba-Oba” Martins (Utaka).

Destaques: Mikel (Chelsea), Yakubu (Everton), Martins (Newcastle) e Yobo (Everton)

Olho nele! O atacante Obinna Nsofor é um dos poucos nomes que se destaca no Chievo. Veloz, deve ser sempre seguido por perto.

Pontos fortes: Mikel pode desequilibrar; os alas apóiam muito bem; do meio para a frente há muitos atletas habilidosos.

Pontos fracos: O esquema nigeriano é muito ofensivo; a zaga é frágil; Martins, Kanu e Utaka são muito displicentes.

Aposta Opinião FC: Gana 65%, Nigéria 35%


Costa do Marfim (1º do Grupo B) X Guiné (2º do Grupo A)

Basta o Elefante não tropeçar no próprio chifre

Depois de vender caro a derrota para a anfitriã Gana, Guiné deu mostras de que poderia seguir mais longe na competição. O azar dos guineenses foi encarar, logo de cara, os favoritos elefantes. 100% de aproveitamento, com 3 vitórias em 3 jogos, marcando 8 gols e sofrendo apenas um. Depois desta invejável campanha, não há como não apostar na Costa do Marfim. O trio Feindouno-Mansaré-Bangourá terá que jogar muito bem para superar a forte marcação marfinense. Mesmo assim, como segurar os contantes apoios de Yaya Toure, a habilidade de Kalou ou o “faro de gol” do craque Drogba? Vale lembrar que nas Eliminatórias, Guiné surpreendeu ao superar a Argélia. Mas agora, o buraco é mais embaixo...

Costa do Marfim

Time-base: Barry; Eboue, Kolo Toure, Meite e Boka; Zokora, Yaya Toure; Kalou; Drogba e Keita (Sanogo).

Destaques: Drogba (Chelsea), Kalou (Chelsea), Yaya (Barcelona), Kolo (Arsenal) e Eboue (Arsenal)

Olho nele! Gervinho tem apenas 20 anos e aos poucos já conquista seu espaço no Le Mans. Certamente se fosse de outra seleção africana seria titular absoluto.

Pontos fortes: Os titulares têm muita experiência internacional; o elenco é muito equilibrado; a equipe tem a melhor defesa africana.

Pontos fracos: O time desperdiça muitas chances; o goleiro é fraco; pode tropeçar no “salto-alto” e pipocar.

Guiné

Time-base: Kemoko Camara; Jabi, Kalabane, Balde e Ibrahima Camara; Sylla, Mohamed Cissé (Soumah), Bangourá e Mansaré; Feindouno e Youla Souleymane.

Destaques: Feindouno (Saint-Ettiene), Bangourá (Dínamo de Kiev), Mansaré (Toulouse) e Balde (Celtic)

Olho nele! Quando Feindouno foi suspenso (partida contra a Namíbia) sua vaga foi ocupada por Mamadou Bah, de 20 anos. O atleta do Strasbourg mostrou potencial e pode decidir.

Pontos fortes: A experiência de Balde; o time tem bons armadores; o talento de Feindouno.

Pontos fracos: Do meio para trás a equipe é fraca; inexperiência dos jogadores; o time é nervoso e peca pelo excesso de faltas.

Aposta Opinião FC: Costa do Marfim 80%, Guiné 20%