Integrante da A PFG (a primeira divisão local), o clube está afundado em dívidas, que segundo a diretoria, chegam a US$ 300 mil, referentes a salários de atletas, funcionários e outros tipos de débitos em atraso. Nenhuma novidade, ainda mais quando quando vivenciamos o futebol brasileiro, onde tais notícias são corriqueiras. Mas o fato é que na maioria das ligas europeias, as equipes só tem licença para atuar profissionalmente caso comprovem que possam pagar todas as suas despesas em dia. E o presidente do comitê responsável pela liga búlgara, Krasin Krustev, deu prazo ao Pirin para quitar suas dívidas até o próximo dia 31 de março. Caso contrário, a equipe seria relegada à terceira divisão, onde seria rebaixada ao amadorismo.

Mesmo considerada uma equipe de menor expressão no futebol búlgaro (resultado de uma fusão de duas equipes da cidade que ostentavam o mesmo nome, em 2008), é uma espécie de celeiro de talentos para a seleção. A maior estrela do futebol local na atualidade, o atacante Dimitar Berbatov, do Manchester United, foi formado no Pirin. Após sete anos na base, transferiu-se ao CSKA Sofia (um dos grandes do país) e estourou no futebol europeu no Bayern Leverkusen, que depois o vendeu ao Tottenham. E contribuiu formando dois jogadores do fabuloso elenco que alcançou o quarto lugar na Copa do Mundo de 1994 (melhor participação do país): os atacantes Petar Mihtarski e Ivaylo Andonov.
Inclusive, a campanha de venda de sangue é apoiada por Ivan Berbatov, pai do centroavante do United, que aponta a omissão das autoridades locais para com o principal clube da cidade, que rotineiramente tem que recorrer às categorias de base para manter a equipe, já que os seus destaques rumam rapidamente aos times grandes de lá, como o CSKA, Lokomotiv, Levski e o Litex Lovech.
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