
O caso de Vadão é ainda mais extremo que o de Cuca. Assumiu, em 6 de abril de 2009, um time em ruínas, desmoralizado e contratando quase que um elenco novo. Ainda assim, o Bugre, sob a batuta do experiente treinador, fez campanha fantástica na Série B, recolocando o clube na elite do futebol brasileiro depois de seis anos de ausência.
O estilo emotivo e paizão de Cuca – que mais o prejudicou do que o beneficiou em sua carreira como técnico – foi o combustível para que o Fluminense, dado como rebaixado por 99% da mídia esportiva brasileira (este blog, inclusive) conseguisse uma rendeção inacreditável. Conseguiu uma sequência, entre Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro, de 13 jogos sem perder, o que não só salvou o clube de cair à segundona, mas quase lhes deu o título da segunda competição continental da América do Sul, perdida numa final eletrizante para a LDU.

As diretorias de todos os clubes de futebol do Brasil são imediatistas. Pautam-se exclusivamente nos últimos resultados, deixando de lado o planejamento e a continuidade que tanto são faladas por eles, mas nunca postas em prática de uma forma enérgica efetiva. O Guarani, às vésperas de um Brasileirão, vai ter que se reconstruir com promissor Vagner Mancini, mas Vadão poderia perfeitamente repetir a dose de 2009. Cuca, que perdeu o “importante” Campeonato Carioca deve ser substituído por um caminhão de dinheiro de sua patrocinadora, que deve trazer Muricy, mostrando a sua influência sobre a diretoria tricolor.
Ambos provaram ser capazes de desenvolver um trabalho a médio prazo nestes clubes, dadas as devidas restrições. Mas, em três meses de bola rolando, todo um trabalho comprovado pelos resultado obtidos em campo em 2009 simplesmente desapareceram. A ingratidão, a falta de reconhecimento e de visão dos dirigentes brasileiros são cada vez mais crassos. Só não vê quem não quer.
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