7.6.10

Copa do Mundo 2010 - Grupo E

Holanda
O segundo favorito de todos

O aproveitamento de 100% nas Eliminatórias européias faz a Holanda chegar à Copa com moral. Mais uma vez. Nos amistosos, a campanha fora mantida. 3 vitórias: 2 a 1 no México, 4 a 1 em Gana e 6 a 1 na Hungria. A única notícia ruim fora a lesão de Robben, que deverá estrear somente na segunda rodada. Uma ausência que certamente será sentida, já que ao lado de Sneijder, o ponta-de-lança é um dos grandes destaques do Oranje na armação de jogadas.

Com um time aguerrido, uma postura de marcação ofensiva e uma técnica aprimorada, dá gosto de ver a Laranja Mecânica em campo. Possui um elenco que mescla a mesma base de 2006 (só que, desta vez, muito mais madura) com algumas revelações que surgiram neste meio tempo. Provavelmente não repetirão a pífia campanha da última Copa, quando foram eliminados por Portugal ainda nas oitavas. Só resta saber, quando é que os holandeses conseguirão confirmar o seu favoritismo em campo para, enfim, levantar a taça. Time para isso, eles têm. Ou melhor, eles sempre têm.

Koninklijke Nederlandse Voetbalbond
Status: Corre por fora
Ranking da Fifa: 4
Melhor participação: Vice-campeã (1974 e 1978)
Ídolos: Johann Cruyff, Van Basten, Bergkamp, Rijkaard, Krol, Neeskens, Rensenbrink, Gullit, Frank De Boer, Van der Sar, Davids e Overmars
Uniforme: Nike
Time-base (4-5-1/4-3-3): Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga (Ooijer), Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel e De Jong; Robben, Sneijder e Kuyt (Van der Vaart); Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk.
Eles são os caras! A dupla Robben e Sneijder encontra-se na melhor fase de sua carreira. Afinal, cada um por sua equipe, Bayern de Munique e Internazionale, respectivamente, foi o responsável direto pela qualificação de ambas na finalíssima desta última Champions League. Juntos, aliam mobilidade pelos flancos, velocidade e capacidade de armação e finalização. Certamente o Real Madrid nunca sentiu-se tão infeliz pela perda de dois atletas.
Olho nele! O atacante Eljero Elia tem é considerado como uma das grandes promessas do país. Não à toa, na temporada 2008/09 foi considerado o melhor atleta do campeonato e fora transferido ao Hamburgo. Com 23 anos, atuou em 9 jogos pela seleção e marcou 2 gols.
Tem brasuca ae? Não
Pontos Fortes: Sem um pivô fixo, o time tem uma maior fluência, algo que atrapalha a marcação individual dos rivais. Tem um meio-campo muito leve, com grandes destaques individuais. Possui bons jogadores reservas, sobretudo, do meio para frente.
Pontos Fracos: Tem uma defesa lenta, que sofre muito quando enfrenta ataques rápidos. Stekelenburg não passa confiança em demasia. Carrega o estigma de nunca ter vencido uma Copa.


Dinamarca
Futebol de resultados

Ao qualificar-se para o Mundial após liderar uma chave que continha Suécia e Portugal, a Dinamarca poderia ser vista como um selecionado que pode complicar. Longe disso. Sem o brilho do encantador time de 92, os dinamarqueses praticam um futebol pragmático, de pouca movimentação e chato de ser visto.

Prova disto são os seus três amistosos antes da Copa: derrotas para Austrália e África do Sul, ambas por 1 a 0 e vitória sobre Senegal (2 a 0). O treinador Morten Olsen, no cargo desde 2000, acredita que após o retorno de três de suas melhores peças (Sorensen, Kjaer e Bendtner), a envelhecida base da Dinamite Dinamarquesa reencontrará melhores resultados. Exagero? Creio que sim. Mesmo que faça o óbvio e passe para a segunda fase, o time dificilmente conseguirá passar por Paraguai ou Itália, prováveis rivais nas oitavas.

Dansk Boldspil-Union
Status: Zebra
Ranking da Fifa: 36º
Melhor participação: Quartas-de-finais (1998)
Ídolos: Michael Laudrup, Brian Laudrup, Schmeichell e Elkjaer Larsen
Uniforme: Adidas
Time-base (4-4-2): Sorensen; Jacobsen, Agger, Kjaer (Kroldrup) e Simon Poulsen; Christian Poulsen, Daniel Jensen, Jorgensen e Kahlenberg (Rommedahl); Tomasson e Bendtner. Técnico: Morten Olsen.
Ele é o cara! Christian Poulsen é o verdadeiro carregador de piano do esquema. Ele marca, ajuda na proteção a zaga, toca bem a bola e quando dá tempo, também lança-se a frente para poder marcar os seus golzinhos. Num time cheio de veteranos, sua disposição pode ser o diferencial.
Olho nele! Com 1,93m de altura Bendtner tem todas as características comuns aos atacantes nórdicos. É alto, forte, cabeceia bem... Tudo isso, com um diferencial: tem um bom domínio de bola e sabe chutar e "fazer" pivô como poucos.
Tem brasuca ae? Não
Pontos Fortes: A zaga é forte e toma poucos gols de cabeça. A dupla formada por Tomasson-Bendtner se completa e deve dar muito trabalho. Tem um meio-campo entrosado que conta com dois homens-surpresa: Poulsen e Kahlenberg.
Pontos Fracos: Possui um time com muitos veteranos, que toca a bola muito devagar sem objetividade. Os alas Jacobsen e Poulsen não oferecem risco, atacam muito pouco. Sente a ausência de um meia criativo que possa ser a referência do time.


Camarões
Pelo sucesso de 20 anos atrás


Desde a famosa campanha na Copa de 90, Camarões tornou-se a seleção africana que chega mais badalada e sempre decepciona ao sequer classificar-se para a próxima fase. Por isso, diferentemente dos outros anos, a seleção vem com um futebol mais tático, com maior preocupação defensiva.

Mesmo assim, o retrospecto não satisfatório dos africanos em seus amistosos (empates com Geórgia e Eslováquia e derrotas diante de Portugal e Sérvia) faz com que o novo esquema do técnico Paul Le Guen seja colocado em xeque. A verdade é que os camaronenses ainda são muito dependentes de Eto'o, seu único astro, enquanto que o resto do time é formado por atletas medianos, salvo raras exceções. Neste grupo tem total capacidade de quebrar o tabu e voltar a disputar uma segunda fase, apesar de uma possível classificação às quartas ser algo pouco palpável.

Fédération Camerounaise de Football
Status:
Zebra
Ranking da Fifa: 19º
Melhor participação: Quartas-de-finais (1990)
Ídolos: Roger Milla, François Oman-Biyik, Patrick Mboma e Thomas N'kono
Uniforme: Puma
Time-base (4-4-2): Kameni; Geremi, Rigobert Song (N'Kolou), Bassong e Assou-Ekotto; Alexandre Song, Emana, Mbia e Enoh (Makoun); Idrissou (Webo) e Eto'o. Técnico: Paul Le Guen.
Ele é o cara! Ao lado de Drogba, Eto'o é o grande astro africano dos anos 2000. Apesar de polêmico e falastrão, dentro do gramado o centroavante, três vezes campeão da Champions League, mostra muita habilidade, rapidez, inteligência, senso de oportunismo e capacidade de decisão.
Olho nele! Com 26 anos, Assou-Ekotto não era uma unanimidade no país até obter a sua primeira chance. Forte, veloz, bom lançador e disciplinado taticamente, o ala canhoto do Tottenham tornou-se peça fundamental na defesa dos Leões Indomáveis.
Tem brasuca ae? Não
Pontos Fortes: Eto'o é craque; pode mudar o rumo de uma partida com um toque. Geremi e Ekoto avançam bem e podem criar boas assistências ao ataque. Kameni pode não ser excelente, mas é muito mais seguro do que seus rivais africanos.
Pontos Fracos: A zaga é fraca e falha muito em seu posicionamento. Enoh é muito jovem e pode sentir o peso de ser o meia responsável a criar as jogadas do time. Apesar dos três volantes fecharem o meio, não há um sistema que evite os contra-ataques nas costas dos alas.


Japão
Nada a perder

Após obter 4 derrotas nos 4 últimos amistosos, o clima da concentração japonesa não poderia ser mais desanimador. Certamente os reveses diante de Sérvia (3 a 0), Coréia do Sul (2 a 0), Inglaterra (2 a 1) e Costa do Marfim (2 a 0) serviram para fazer com que o técnico Takeshi Okada tivesse sua imagem ainda mais desvalorizada junto a imprensa.

A fase dos japoneses é tão ruim que, no último amistoso, o zagueiro Konno lesionou-se e só poderá estrear a partir da segunda rodada. Isso, sem falar de Nakamura, craque do time, que passa por uma fase muito ruim. Contundido, está a ponto de tornar-se reserva do limitado selecionado nipônico. Diante deste panorama, acreditar numa remota classificação à segunda fase parece ser algo totalmente improvável.


Japan Football Association
Status:
Coadjuvante
Ranking da Fifa: 45º
Melhor participação: Oitavas-de-finais (2002)
Ídolos: Kazu Miura, Masami Ihara, Hidetoshi Nakata e Kunishige Kamamoto
Uniforme: Adidas
Time-base (4-4-2): Narazaki (Kawashima); Uchida, Nakazawa, Túlio Tanaka e Nagatomo; Endo, Matsui (Hasebe), Honda e Shunsuke Nakamura (Inamoto); Tamada e Okazaki (Morimoto). Técnico: Takeshi Okada
Ele é o cara! Ele não está numa boa fase. Sequer tem lugar garantido entre os titulares. Mesmo assim, Shunsuke Nakamura é habilidoso e tem vasta experiência profissional, com passagens até pelo Celtic. Aos 32 anos, ele tem tudo para ser o grande líder dos Samurais Azuis.
Olho nele! Aos 23 anos, Honda tem passagem por várias selações de base nipônicas. Além de ser o meio-campista mais veloz dos asiáticos, o atleta do CSKA Moscou tem bom passe e acerta bons chutes de média distância.
Tem brasuca ae? Túlio Tanaka (zagueiro)
Pontos Fortes: Possui um meio-campo de qualidade, capaz de tocar a bola com tranquilidade. As jogadas de bola parada são um perigo para seus adversários. Têm muita disposição física, correm o tempo todo.
Pontos Fracos: Nem Narazaki, nem Kawashima consegue passar tranquilidade debaixo da meta japonesa. O ataque é fraco e carece de melhores opções. Tanto Nakamura quanto Inamoto, jogadores de maior destaque individual, não estão em grande forma.

Jogos do Grupo E:
14/06 - 08:30 - Johannesburgo - Holanda x Dinamarca
14/06 - 11: 00 - Mangaung - Japão x Camarões
19/06 - 08:30 - Durban - Holanda x Japão
19/06 - 15:30 - Pretória - Camarões x Dinamarca
24/06 - 15: 30 - Rustenberg - Dinamarca x Japão
24/06 - 15:30 - Cape Town - Camarões x Holanda

6.6.10

Copa do Mundo 2010 - Grupo D

Alemanha
O gigante desacreditado


Junto com o Brasil, a Alemanha é o país que mais vezes disputou a final da Copa do Mundo, esteve em sete decisões (1954, 1966, 1974, 1982, 1986, 1990 e 2002). Apesar do excelente histórico, a tricampeã mundial chega desacreditada neste Mundial, principalmente pelas importantes baixas que a seleção sofreu. Perdeu o zagueiro Heiko Westerman, o ex-capitão e maior estrela Michael Ballack - e o seu substituto direto Christian Trasch. A falta de grandes astros contribui para o descrédito na seleção alemã, tanto que a maioria dos críticos sequer cogita a possibilidade dela sagrar-se campeã.

Os alemães estão acostumados a surpreender, vencer partidas que, antes mesmo do apito inicial, já eram consideradas perdidas. Foi assim na final de 1954 contra a poderosa Hungria, triste decisão para o time de Puskas. O resultado se repetiu 20 anos depois, em 1974, quando o carrossel holandês sucumbiu diante do pragmatismo alemão. A história mostra que é preciso tomar cuidado com o futebol alemão. O gigante pode até estar desacreditado e ferido, mas continua forte e competitivo. Pela trajetória, é praticamente impossível mudar seu status de favorito.

Deutscher Fussball-Bund
Status: Favorita
Ranking da Fifa:
Melhor participação: Campeã (1954, 1974 e 1990)
Participações em Copas: 16 (1934, 1938, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006)
Ídolos: Franz Beckenbauer, Lothar Matthäus, Jürgen Klinsmann, Michael Ballack, Miroslav Klose, Gerd Müller, Oliver Bierhoff, Rudi Völler, Oliver Kahn, Jürgen Kohler, Sepp Maier, Paul Breitner
Uniforme: Adidas
Time Base (4-4-2): Neuer, Tasci, Mertesacker, Boateng e Lahm, Schweinsteiger, Khedira Muller (Kroos) e Özil, Podolski e Klose. Técnico: Joachim Löw
Ele é o cara: Miroslav Klose. Atualmente sequer é titular absoluto de seu clube, o Bayern de Munique, mas quando se trata de Copa, ele é fera. Em duas edições já marcou 10 gols e agora quer superar o maior artilheiro da história da competição, o fenômeno Ronaldo, que já marcou 15 tentos.
Olho nele: Encarregado de substituir o capião e referência do time Ballack, o meia Sami Khedira já mostrou estrela, ao ser campeão Europeu sub-21 com a Alemanha, em 2009. Tem capacidade para organizar o meio-campo alemão, ao lado do habilidoso Özil, também uma jovem estrela.
Tem Brazuca aí: Cacau (atacante)
Pontos fortes: História. Camisa. Estes elementos unidos ao pragmatismo, disciplina e aplicação da escola alemã fazem desta seleção uma das candidatas ao título.
Pontos fracos: Baixas importantes como a do ex-capitão e principal craque Ballack. O meio-campo é muito jovem e inexperiente. Até o momento ainda não mostrou um bom futebol, mas isto nunca significou muito para os alemães.

Austrália
Os cangurus começam a crescer


O futebol está começando a se desenvolver no país. Em 2010, os australianos disputam apenas sua terceira copa. O melhor resultado de sua história aconteceu em 1974, quando o time conseguiu um modesto 14º lugar. Em 2006 a equipe então treinada pelo holandês Guus Hiddink chegou às oitavas de final, mas ficou apenas em 16º lugar, após quase surpreender a Itália, que seria campeã naquele Mundial.

Amadurecida, a seleção australiana espera surpreender e conseguir a vaga para a próxima fase, feito que é possível, porém improvável. O maior adversário é a Alemanha, mas a Sérvia também está bem a frente da Austrália. Gana é o rival mais fraco, mas ainda assim superior ao time da Oceania. Desta forma, o time da terra dos cangurus é considerado o pior do grupo e não deve ir longe na competição. Não existem grandes estrelas na seleção. A esperança é a força do grupo. O time joga um futebol de muita marcação e disciplina e nestes pontos residem as chances dos australianos.

Football Federation Australia
Status: Pode Surpreender
Ranking da Fifa: 20º
Melhor participação: 14º (1974)
Participações em Copas: 2 (1974 e 2006)
Ídolos: Harry Kewell, Mark Anthony Viduka, Tony Vidmar, Damian Mori, Attila Abonyi, Alex Tobin, John Kosmina
Uniforme: Nike
Time Base (4-5-1): Schwarzer, Wilkshire, Neill, Craig Moore e Chipperfiel (Carney); Cahill, Culina, Grella e Bresciano; Josh Kennedy e McDonald (Kewell). Técnico: Pim Verbeek
Ele é o cara: Principal articulador da equipe australiana, o meia ofensivo Cahill sempre chega ao ataque e costuma marcar gols.
Olho nele: O meia Brett Hollman passou por todas as seleções de base da Austrália. Com 26 anos, está consolidado no futebol holandês e tentará organizar as ações ofensivas ao lado de Cahill.
Tem Brazuca aí: Nenhum
Pontos fortes: São experientes, fortes fisicamente e disciplinados.
Pontos fracos: Falta qualidade técnica. É um time burocrático e com pouca criatividade. Deve sair na primeira fase.

Gana
Alçando voos mais altos


Esta seleção africana possui alguns jogadores de alto quilate do futebol mundial, como Appiah e Muntari. Infelizmente, o maior astro atual de Gana, Essien, não estará na Copa, em virtude de contusão recente. Esta ausência diminui consideravelmente a qualidade do meio campo da equipe, mas não elimina as chances de alcançar às oitavas de final. A disputa pela segunda vaga (a primeira deve ser da Alemanha) deve ficar mesmo entre Sérvia e Gana. A equipe do técnico Milovan Rajevac fez uma grande campanha na última Copa Africana de Nações, quando chegou na decisão contra o Egito.

Qualidade esta seleção possui - demonstrada nos títulos mundiais das categorias de base. O grande desafio é estabelecer um padrão tático e fazer com que todos os jogadores joguem de forma coletiva, problema corrente entre os times africanos.
Na ausência de Essien, Muntari deve assumir a responsabilidade de ser a grande estrela da seleção. O astro ganhou tudo nesta temporada com a Inter de Milão e chega com moral na copa do mundo.

Ghana Football Association
Status:
Pode surpreender
Ranking da Fifa: 32º
Melhor participação: 13º (2006)
Participações em Copas: 1 (2006)
Ídolos: Abédi Pelé, Tony Yeboah, Samuel Kuffour, Michael Essien, Sulley Ali Muntari, Stephen Appiah. Técnico: Milovan Rajevac.
Uniforme: Puma
Time Base (4-4-2): Kingson, Vorsah, Mensah e Sarpei; Pantsil, Badu (Boateng), Appiah, e Muntari, Asamoah e Gyan
Ele é o cara: No elenco que venceu tudo nesta temporada com a Inter de Milão, Muntari chega para comandar o meio-campo de Gana na Copa.
Olho nele: Jovem atacante da Udinese, Kwadwo Asamoah tem muita qualidade e pode ajudar a seleção a chegar às oitavas-de-final com sua velocidade e oportunismo.
Tem Brazuca aí: Nenhum
Pontos fortes: Qualidade técnica e experiência internacional. Os grandes astros da equipe atuam em grandes clubes do futebol mundial.
Pontos fracos: Falta de disciplina tática e setores vulneráveis. Apesar da qualidade de algumas estrelas, a defesa tem dificuldades.

Sérvia
Maiores herdeiros da extinta Iugoslávia

De todas as nações derivadas da antiga Iugoslávia, a Sérvia é a que melhor representa o extinto país. Sua força é menor, mas tem condições de alcançar as oitavas-de-final.
Esta é a primeira copa da Sérvia desmembrada de Montenegro. A divisão do país, no que tange o futebol, foi prejudicial, porque também se divide os jogadores, apesar da pouca representatividade montenegrina.
A seleção possui alguns astros do futebol mundial, como Dejan Stankovic, da Inter de Milão e Nemanja Vidic do Manchester United. O time é competitivo, herdou a escola iugoslava de qualidade técnica e força física. Nas eliminatórias conseguiu mandar a toda poderosa França para a repescagem. É a favorita para conseguir a segunda vaga do grupo D e dependendo do adversário nas oitavas pode ir ainda mais longe.
As outras seleções que se cuidem, a Sérvia carrega a tradição iugoslava no futebol e pode fazer bonito na copa da África.

Fudbalska Reprezentacija Srbije
Status: Pode surpreender
Ranking da Fifa: 15º
Melhor participação: Estreante como Sérvia
Participações em Copas: 2 (2006* e 2010) *Como Sérvia e Montenegro
Ídolos: Savo Milosevic, Predrag Mijatović, Dragan Piksi Stojkovic, Ilija Petkovic, Srecko Katanec, Stjepan Bobek, Rajko Mitic, Dejan Petkovic, Slobodan Santrac, Dejan Stankovic
Uniforme: Nike
Time Base (4-4-2): Stojkovic; Ivanovic, Vidic, Lukovic e Kolarov; Stankovic, Milijas, Jovanovic e Krasic; Pantelic e Zigic. Técnico: Radomir Antic
Ele é o cara: Atenção à Nemanja Vidic. Ele é titular absoluto do Manchester United e considerado por muitos um dos melhores zagueiros do mundo.
Olho nele: Uma das grandes peças na boa campanha do CSKA na última Champions, o meia Milos Krasic provou ser técnico e oportunista quando tem chances de gol.
Tem Brazuca aí: Nenhum
Pontos fortes: Experiência, força física e técnica. A Sérvia herdou o bom futebol e a tradição iugoslava. É um time altamente competitivo.
Pontos fracos: O ataque base da equipe, com Pantelic e Zigic, é velho e, por consequência, lento. O goleiro também não vive bom momento.

Jogos do Grupo D:
13/06 - 11h00 – Pretória: Sérvia x Gana
13/06 – 15h30 – Durban: Alemanha x Austrália
18/06 – 08h30 – Port Elizabeth: Alemanha x Sérvia
19/06 – 11h00 - Rustenburg: Gana x Austrália
23/06 - 15h30 - Johanesburgo: Gana x Alemanha
23/06 – 15h30 - Nelspruit: Austrália x Sérvia

4.6.10

Copa do Mundo 2010 - Grupo C

Inglaterra
A procura da reafirmação

Não é por acaso que a Inglaterra é apontada por muitos como uma das grandes favoritas a levantar o caneco na África do Sul. O Campeonato Inglês é um dos mais ricos do mundo, tanto em movimentação financeira como em qualidade dentro campo. Quem não gostaria de ver algum atleta de times como Chelsea, Manchester United, Liverpool e Arsenal atuando em seu país?

Além disso, todos jogadores da seleção atuam na Inglaterra, um fato curioso e que contrasta com a nossa Seleção Brasileira "internacionalizada". A zaga dura liderada por John Terry, o meio campo marcador e finalizador de Lampard e Gerrard e o ataque matador de Rooney compõem a espinha dorsal de uma equipe invejável. A contusão de Rio Ferdinand as vésperas do mundial abala um pouco as estruturas, mas não altera seu status de favorita.

The Football Association Ltd
Status: Favorita
Ranking da Fifa:
Melhor participação: Campeã em 1966
Participações em Copas: 13 (1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1982, 1986, 1990, 1998, 2002, 2006 e 2010)
Ídolos: Bobby Charlton, Gary Lineker, Paul Gascoigne, Bobby Moore, David Beckham, Kevin Keegan, Alan Shearer, Geoff Hurst, Gordon Banks
Uniforme: Umbro
Time Base (4-4-2): James; Glen Johson, Terry, King (Carragher) e A.Cole; Gerrard, Lampard, Lennon (Barry) e J.Cole; Rooney e Crouch. Técnico: Fabio Capello
Ele é o cara: A força física desse jogador aliada ao faro de gol faz dele um “touro” em campo. Wayne Rooney chega à África do Sul como a principal aposta do time inglês, mesmo saindo recentemente de uma lesão. Se ele desequilibrar, o English Team pode ir longe.
Olho nele: Aaron Lennon, 23 anos, é um meia que carrega a bola com velocidade e sabe distribuir um jogo veloz pela direita. Um perigo eminente.
Tem Brazuca aí: Nenhum
Pontos Fortes: O meio campo inglês dá inveja a qualquer seleção. Lampard, Gerrard, Joe Cole e Wright-Phillips. Muita qualidade em distribuir bolas e arrematar em gol.
Pontos Fracos: Há muito tempo, a Inglaterra sofre com a falta de um goleiro à altura de seu futebol. David James, Robert Green e Joe Hart mantém essa escrita. São bem medianos.

Estados Unidos
"Yes, We Can"

Quem acompanha o futebol norte-americano nota que a cada nova Copa do Mundo eles evoluem mais. Lógico que for levado em consideração apenas as colocações nas competições anteriores (8º em 2002 e 25º em 2006) os argumentos podem cair por terra. Só que é notório que os Yanks aprenderam a jogar futebol. O sufoco que o Brasil levou para vencer a Copa das Confederações não foi por acaso. É um time, hoje, maduro e inteligente, que sabe utilizar o bom preparo físico a seu favor, principalmente nas jogadas pelos flancos do campo.

Têm em Landon Donovan alguém em quem acreditar. Carlos Bocanegra e Steve Cherundolo fazem um miolo de zaga à La Alexi Lalas e Marcelo Balboa (1994)., com boa cobertura e técnica lá atrás. Ter se classificado à frente do México nas Eliminatórias para a Copa é mais um aditivo na moral estadunidense para a África do Sul. Não é um time que disponta como um semifinalista ,mas pode chegar facilmente as quartas-de-finais seguindo a trajetória de 2002 (8º lugar), onde o próprio Donavan atuou.

U.S. Soccer Federation
Status: Corre por Fora
Ranking da Fifa: 14º
Participações em Copas: 9 (1930, 1934, 1950, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010)
Melhor participação: 3º em 1930
Ídolos: Bert Paternaude, Joe Gaetjens, Toni Meola, Alexi Lalas, Eric Wynalda, Brian McBride, Marcelo Balboa, Cobi Jones, Claudio Reyna
Uniforme: Nike
Time Base (4-4-2): Howard; Spector, DeMerit (Onyewu), Bocanegra, Bornstein; Holden, Bradley (Clark), Dempsey, Donovan; Altidore e Beasley (Gomez). Técnico: Bob Bradley.
Ele é o cara: Landon Donovan é o maior artilheiro da seleção americana com 42 gols. O meia atacante é um dos principais jogadores Major League Soccer. Veloz e goleador, Donovan é o grande elo de ligação do meio para o ataque deste time norte-americano.
Olho nele: Com apenas 20 anos, Jozy Altidore já mostra futebol de gente grande. O atacante do Hull City é um centroavante com a cara da Inglaterra - mas a serviço dos EUA: Grande, forte e bom na jogada aérea.
Tem Brazuca aí: Benny Feilhaber (meia)
Pontos Fortes: Quase todos defensores norte-americanos jogam na Inglaterra e por isso levam a experiência do futebol inglês para campo - importante inclusive para a partida diante dos próprios ingleses no Grupo C. É um sistema defensivo bem postado, com jogadores fortes fisicamente e velozes na cobertura.
Pontos Fracos: O meio campo do time não é muito criativo. Joga mais distribuindo bolas e apostando na velocidade. A falta de um “cérebro pensante” na meia pode fazer falta em uma etapa mais avançada da Copa.

Argélia
Raposas em pele de cordeiro

Copa do Mundo sem coadjuvantes não é Copa do Mundo. A seleção da Argélia conhecida como Les Fennecs (as Raposas do Deserto, em português) pode sustentar muito bem esse papel. A equipe perdeu os quatro últimos amistosos de preparação para a Copa. É um time, no máximo esforçado. O fato de ter deixado o bom time do Egito fora da Copa em uma disputa digna de uma arena de gladiadores ainda não a credencia para assustar adversários na maior competição do futebol.

Apesar de tecnicamente fraca, alguns de seus jogadores atuam em campeonatos europeus da França, Inglaterra, Escócia e Itália, por exemplo. Nenhum jogador atua em clubes de ponta nesses países. Mas ao menos adquiriram alguma experiência para fortalecer o futebol local. Apostando na vitalidade do lateral Nadir Belhadj, o treinador Rabah Saadane deve explorar os contra-ataques velozes, após sustentar grandes momentos de pressão. A grande baixa é o habilidoso meia Mourad Meghni, da Lazio, que contundiu o joelho.

Fédération Algérienne de Football
Status: Zebra
Ranking da Fifa: 30º
Participação em Copas: 3 (1982, 1986 e 2010)
Melhor participação: 13º em 1982
Ídolos: Rabah Madjer, Salah Assad, Abdelhafid Tasfaout, Mahhedine Neftah, Tazid Mansouri, Mourad Meghni
Uniforme: Puma
Time Base (4-4-2): Chaouchi; Bougherra, Yahia, Halliche e Belhadj; Mansouri, Yebda, Lacen, e Ziani; Saifi e Ghezzal. Técnico: Rabah Saddane.
Ele é o cara: Nadir Belhadj é um dos jogadores argelinos com maior projeção no mundo do futebol. O lateral esquerdo é rápido e apóia bem o ataque. As assistências para os gols da equipe podem vir da esquerda com ele em campo.
Olho nele: Ryad Boudebouz, 20 anos, é um meio-campo veloz. Habilidoso com a perna direita, ele pode ser uma boa opção para o treinador Saadane para abrir as defesas adversárias.
Tem Brazuca aí: Nenhum
Pontos Fortes: É uma equipe de certa forma equilibrada. Tem jogadores de nível médio na defesa, meio e ataque, o que dá uniformidade ao elenco.
Pontos Fracos: Se tratando de Copa do Mundo, camisa é uma coisa que pesa na hora H. A da Argélia pode ser comparada a uma pluma nesse universo.

Eslovênia
"Revivendo" a antiga Iugoslávia

Um dos países herdeiros do futebol técnico da antiga Iugoslávia, os eslovenos disputaram o seu primeiro jogo como nação independente em 1992. Nesse mesmo ano, foi admitida como membro da Uefa e da Fifa. Essa independênia tardia faz com que a experiência em Copas seja pequena - apenas uma em 2002, em que terminou com um pífio 30º lugar. Atualmente, a Eslovênia é uma seleção bem diferente da de oito anos atrás. Conseguiu deixa fora da Copa a badalada República Tcheca e chega a África do Sul como uma das equipes com potencial de chegar na segunda fase.

No dia 18 de junho Eslovênia e Estados Unidos vão travar um confronto-chave para a vaga de segundo colocada, teoricamernte atrás da Inglaterra. A habilidade de meias como Krhin, Sisic e Pecnik, a segurança do arqueiro Samir Handanovic somada ao oportunismo de Novakovic são fatores que dão sustentabilidade ao grupo e as pretensões do país na Copa. Mesmo que não sejam brilhantes, devem fazer um bom papel na competição com, no mínimo, jogos equilibrados e interessantes.

Nogometna Zveza Slovenije
Status: Pode Surpreender
Ranking da Fifa: 25º
Participações em Copas: 1 (2002)
Melhor participação: 30º em 2002
Ídolos: Zlatko Zahovic, Dzoni Novak, Milenko Acimovic, Mladen Rudonja, Nastja Ceh
Uniforme: Nike
Time Base: Handanovic; Brecko, Suler, Cesar, Jokic (Ilic); Radosavljevic, (Krhin) Koren, Birsa, Kirm; Dedic e Novakovic. Técnico: Matjaz Kek
Ele é o cara: Samir Handanovic, 25 anos, é o principal líder da equipe. O goleiro da Udinese fez boas atuações durante as eliminatórias e tem confiança total do treinador.
Olho nele: Com apenas 20 anos, o meia Rene Khrin é o jogador mais novo da equipe e a grande promessa de criatividade no meio campo. A qualidade do meia despertou os olhares da atual campeã européia, a Inter de Milão, que já conta com seu futebol
Tem Brazuca aí: Nenhum
Pontos Fortes: O time segue a escola do futebol Iugoslavo. Meias habilidosos e inteligentes, laterais rápidos e atacantes matadores.
Pontos Fracos: O time tem uma média de idade acima de 27 anos. Muita experiência pode significar, no caso da Eslovênia, pouco fôlego para encarar os desafios deste grupo.

Jogos do Grupo C:
12/06 - 15h30 - Rustemburgo: Inglaterra x EUA
13/06 - 08h30 - Polokwane: Argélia x Eslovênia
18/06 - 11h00 - Johanesburgo: Eslovênia x EUA
18/06 - 15h30 - Cidade do Cabo: Inglaterra x Argélia
23/06 - 11h00 - Port Elizabeth: Eslovênia x Inglaterra
23/06 - 11h00 - Tshwane/Pretória: EUA x Argélia

2.6.10

Copa do Mundo 2010 - Grupo A

No dia 11 de junho, todos os olhos estarão voltados ao Soccer City, em Johannesburgo, quando África do Sul e México entrarão em campo para dar o pontapé da Copa do Mundo de 2010. Uma Copa diferente em muitos aspectos: o ineditismo do continente africano, o barulho ensurdecedor das vuvuzelas, a alegria dos sul-africanos - mesmo diante de graves problemas sociais - e a polêmica com a bola da Copa, a Jabulani. Um Mundial na casa de um dos líderes mais carismáticos e inspiradores do último século: Nelson Mandela. Com todos os prós e contras, um torneio que jamais perderá seu glamour e a paixão do planeta bola.

São os ingredientes que darão mais sabor a esse verdadeiro suprassumo do futebol mundial, que como sempre, deve mostrar as seleções tradicionais lutando pelo título. E no Opinião FC, um raio-x das 32 seleções que farão parte da 18º edição do torneio mais emocionante e charmoso dentre todos os esportes.

África do Sul
A força das Vuvuzelas


Primeira anfitriã africana de uma Copa do Mundo, a África do Sul sonha em passar para a segunda fase. Mas a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira ainda sofre com a inconstância e imaturidade da maioria de seu elenco, que não está acostumado a disputar grandes competições. Tanto é que boa parte do time está treinando há mais de dois meses, sem grandes resultados nos amistosos que fez – inclusive no Brasil.

A maior surpresa foi o corte do atacante Benni McCarthy da lista final dos Bafana-Bafana. Maior estrela e jogador mais conhecido do futebol sul-africano, McCarthy sofria com a má forma física e pouco atuou, tanto pelos Hammers quanto pela seleção. A invencibilidade de 10 partidas soa enganosa, dado o nível de alguns adversários enfrentados pela equipe, tais como Tailândia, Zimbábue e Guatemala, por exemplo. Tanto que a equipe não está nem qualificada para a próxima Copa Africana de Nações.

Porém, assim como a Coreia do Sul de 2002, que chegou a uma semifinal embalada pelo fato de atuar em casa, a África do Sul conta com a força dos torcedores locais e a força das vuvuzelas, - que Parreira afirmou durante a convocação da equipe ser o 12º jogador da equipe - que tem em MacBeth Sibaya, Steven Pienaar e Bernard Parker a chance de jogadas mais técnicas e surpreendentes. De resto, a seleção da casa chega ao Mundial mais como um “catadão” do que como uma equipe propriamente dita.

South Africa Football Association
Status: Zebra
Ranking da Fifa: 83º
Participações em Copas: 3 (1998, 2002 e 2010)
Melhor participação: 17º em 2002
Ídolos: Lucas Radebe Jomo Sono, Doctor Khumalo, Phil Masinga, Shaun Bartlett, Benni McCarthy
Uniforme: Adidas
Time Base (4-4-2): Khune; Gaxa, Mokoena, Thwala (Booth) e Masilela; Digacoi, Sibaya, Tshabalala e Pienaar; Mphela e Parker. Técnico: Carlos Alberto Parreira
Ele é o cara: Maior referência técnica, Steven Pienaar atua regularmente pelo Everton. Habilidoso com a bola nos pés, o meia pode fazer “algo diferente” na equipe, como um drible inesperado ou um passe para os atacantes da equipe.
Olho nele: Alçado a titular por Joel Santana, o goleiro Itumeleng Khune tomou conta da posição. Apesar de ser o mais jovem entre os goleiros do elenco (22 anos), mostra maturidade e boa técnica no gol. Fez boa Copa das Confederações em 2009.
Tem Brazuca aí? Carlos Alberto Parreira (técnico)
Pontos Fortes: Além da força da torcida, é um time que pode sair rápido para os contra-ataques, com jogadores como o lateral Masilela e os meias Pienaar e Tshabalala.
Pontos Fracos: Frágil no meio-campo defensivo, pode deixar a bomba estourar na zaga; ataque da equipe é ineficiente e perde muitos gols; falta um elenco de qualidade em diversas posições.

México
Velhas e novas apostas


Desde que Javier Aguirre assumiu La Tri, a equipe ficou mais consistente, em relação ao time que era comandado por Sven-Goran Eriksson (atualmente na Costa do Marfim). Mesmo apostando em diversos jovens, como Pablo Barrera, Carlos Vela, Javier Hernández e Giovani dos Santos, o treinador não abre mão dos seus "velhinhos". Porém, a polêmica ficou pelo corte do irmão de Giovani, Jonathan dos Santos. Aguirre preferiu a experiência (e a fase não tão boa) dos velhos conhecidos do mexicanos como os avantes Guille Franco, Adolfo Bautista e Cuauhtémoc Blanco.

O desafio mexicano é converter tantos talentos individuais em detrimento da equipe. No gol, apesar do excelente Ochoa – em má fase -, persiste a dúvida. No ataque, Aguirre ainda sinaliza em insistir com Blanco e Franco, com os garotos Vela e Hernández comendo a bola. E o México ainda sofre com a jogada aérea, apesar da zaga técnica e veloz. Em teoria, disputa vaga direta com os uruguaios e leva uma pequena vantagem, por ser uma equipe mais equilibrada em relação aos adversários sul-americanos. Mas podem ser surpreendidos, naturalmente.

Federación Mexicana de Fútbol Asociación
Status: Zebra
Ranking da Fifa: 17º
Participação em Copas: 14 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010)
Melhor participação: Quartas de final em 1970 e 1986
Ídolos: Alberto Garcia-Aspe, Luis Hernández, Hugo Sánchez, Luís Garcia, Carlos Hermosillo, Cuauhtémoc Blanco, Jorge Campos, Pavel Pardo
Uniforme: Adidas
Time Base (4-4-2): Ochoa (Michel); Osório, Magallón, Rafa Márquez e Salcido; Pardo, Torrado, Guardado e Juarez (Giovani dos Santos); Franco (Blanco) e Vela (Hernández). Técnico: Javier Aguirre
Ele é o cara: Boa opção de velocidade pela esquerda, Guardado se consolida no futebol europeu atuando com a camisa do La Coruña. Apesar da pouca idade (23 anos) é um dos que mais atuou pelo México nas Eliminatórias e amistosos preparatórios para a Copa.
Olho nele: O atacante Javier Hernández pinta como candidato a revelação do Mundial. Recentemente transferido ao Manchester United, o atacante é veloz, técnico e tem boa presença na área, apesar de franzino.
Tem Brazuca aí? Nenhum
Pontos Fortes: Time técnico e que parte com velocidade ao ataque, quando está com os seus “jovens” em campo.
Pontos Fracos: Sofre com a bola aérea, laterais apóiam pouco e Aguirre insiste no uso de ineficientes, como Franco e Blanco; Também sofre com a indefinição do goleiro titular.

Uruguai
Resgate da tradição na força do ataque


Classificado apenas na repescagem, quando bateu a frágil Costa Rica, o Uruguai briga em condições de igualdade com o México por uma vaga na próxima fase – considerando que a França terá um dos postos para a próxima fase. Oscar Tabarez tem bons atacantes à disposição, como Forlán, Cavani, Suárez e Loco Abreu (que atravessa boa fase no Botafogo), além de boas peças para a zaga, como Diego Lugano e Diego Godín.

Porém, a seleção charrúa perdeu o seu elo mais técnico no meio-campo, que serviria para alimentar esta poderosa linha de frente: o meia Cristián Rodríguez, que acabou fora da lista final, já que tinha dois jogos de suspensão para cumprir em punição dada pela Fifa – o que só o deixaria apto para a última partida do Grupo A, diante do México.

Ainda assim, os uruguaios têm condições de alcançarem uma campanha que chegue perto de suas tradições em Copas do Mundo – não se classifica às oitavas de final desde 1990, na Itália. Dentre as seleções sul-americanas, é a menos técnica. Mas vale-se da tradicional garra uruguaia para avançar no torneio.

Asociación Uruguaya de Fútbol
Status: Zebra
Ranking da Fifa: 61º
Participações em Copas: 11 (1930, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1986, 1990, 2002 e 2010)
Melhor participação: Bicampeã (1930 e 1950)
Ídolos: Alcides Ghiggia, Obdulio Varela, Juan Schiaffino, Pedro Rocha, Rodolfo Rodríguez, Diego Forlán, Alvaro Recoba, Enzo Francescoli, Rubén Sosa
Uniforme: Puma
Time Base (4-4-2): Muslera; Máxi Pereira, Godín, Lugano e Fucile (Cáceres); Gargano, Egurén, Diego Pérez, Lodeiro (Álvaro Pereira); Suárez e Forlán. Técnico: Oscar Tabarez
Ele é o cara: Um dos atacantes mais letais do Campeonato Espanhol, o atacante Diego Forlán tem faro de gol: brigador, arremata bem de média e longa distância, além de ser um centroavante que costuma se movimentar muito em campo e se coloca bem para a finalização.
Olho nele: Se Forlán é a voz da experiência no ataque, Luis Suárez é o sangue novo no setor. Com apenas 23 anos, já tem 329partidas pela seleção charrúa e dez gols. Tão letal quanto seu parceiro, além de mais técnico.
Tem Brazuca aí? Nenhum
Pontos Fortes: Ataque com diversas opções e miolo de zaga forte, além da tradicional garra e entrega de sues jogadores em campo.
Pontos Fracos: Lodeiro ainda é inexperiente para assumir o meio-campo de criação, com poucos nomes para alimentar o poderoso ataque uruguaio.

França
A mais odiada


Dentre as grandes seleções, a atual vice-campeã mundial é a menos badalada na África do Sul. Primeiro, pelos próprios franceses, que não toleram mais os métodos esquisitos e pra lá de questionáveis do técnico Raymond Domenech, que deixou o talentoso Samir Nasri fora da lista dos 23, entre outras trapalhadas que quase custaram a vaga francesa na Copa. Segundo, por conta da polêmica mão de Henry, na repescagem diante da Irlanda, que despertou a fúria da comunidade do futebol, que viu a vitória do jogo sujo, frente a uma equipe que peitava a campeã de 1998 com autoridade e talvez, merecesse mais a vaga que os Bleus.

Ainda assim, não se pode ignorar uma seleção que tem um craque como Ribéry em campo. E uma série de bons jogadores, como o goleiro Lloris e os meias Toulalan e Gourcuff. Porém, tem problemas com a má fase de seu capitão e um dos principais jogadores da equipe na última década: Henry não atravessa boa fase e Domenech já acena com a possibilidade de deixar o astro no banco – fato que o ídolo declarou aceitar sem maiores resignações, reconhecendo o mau momento. Com o nome, é a favorita a arrebatar a primeira colocação do grupo. Se os destaques individuais conseguirem jogar, também. Mas a torcida contra será enorme.

Fédération Française de Football
Status: Pode surpreender
Ranking da Fifa:
Participação em Copas: 13 (1930, 1934, 1938, 1954, 1958, 1966, 1978, 1982, 1986, 1998, 2002, 2006 e 2010)
Melhor participação: Campeã em 1998
Ídolos: Michel Platini, Jean Tiganá, Just Fontaine, Zinedine Zidane, Didier Deschamps, Marcel Desailly, Laurent Blanc, Lilian Thran, Bixente Lizarazu, Alain Giresse
Uniforme: Adidas
Time Base (4-4-2): Lloris; Sagna, Gallas (Squilacci) Abidal e Evra; Alou Diarra, Toulalan, Ribéry e Malouda; Govou (Henry) e Anelka. Técnico: Raymond Domenech
Ele é o cara: Ao lado de Robben, um dos destaques do Bayern campeão alemão e vice-europeu, Ribéry é o fator de desequilíbrio da equipe. Tanto pode servir os companheiros quanto criar jogadas improváveis que resultem em gols para a França.
Olho nele: Agarrando a vaga na reta final da preparação francesa, o goleiro Hugo Lloris já se destaca como um dos principais de sua posição na Europa. Certamente, tem condições para brigar pelo posto de melhor arqueiro na Copa.
Tem Brazuca aí? Nenhum
Pontos Fortes: O lado esquerdo é forte, com a trama de jogadas entre Evra e Malouda; tem um meio-campo forte, que alia a marcação a boa saída de bola, passando pela capacidade de desequilibrar de Ribéry; lloris é um goleiro seguro.
Pontos Fracos: A espera pelo lesionado Gallas pode trazer conseqüências para a zaga; Sem Henry, a França pode ter problemas no comando de ataque, já que Gignac e Cissé são centroavantes mais “trombadores”, enquanto Govou é um ataque bem limitado tecnicamente.

Jogos do Grupo A:
11/06 - 11h – Johannesburgo: África do Sul x México
11/06 - 15h30 - Cidade do Cabo: Uruguai x França
16/06 - 15h30 - Tshwane/Pretória: África do Sul x Uruguai
17/06 - 15h30 – Polokwane: França x México
22/06 - 11h - Rustemburgo: México x Uruguai
22/06 - 11h - Mangaung/Bloemfontein: França x África do Sul

1.6.10

O dono do pedaço

Com pompas dignas de Ronaldo, Roberto Carlos chegou ao Parque São Jorge no início do ano. Depois de 15 anos jogando na Europa, o lateral esquerdo retornava ao Brasil sob dois aspectos: chegou como a grande contratação para o ano do centenário – mesmo às vésperas de completar 37 anos. Mas também ainda estava marcado, para muitos torcedores, pelo lance que eliminou o Brasil da Copa de 2006, em bola erguida na área para o gol de Thierry Henry, da França.

Nos primeiros jogos, expulsões diante do Palmeiras e Santos. Muito criticado, o lateral não convenceu nas explicações e foi cobrado pela afobação que caracterizou os lances. Contudo, aos poucos, Roberto Carlos foi evoluindo em meio ao Paulistão e se mostrou uma peça importante na Libertadores – da qual o time acabaria eliminado precocemente.

Ao contrário de Ronaldo, às voltas com a má forma física e contusões musculares, Roberto Carlos esbanja vitalidade, sendo um dos atletas que mais atuaram pela equipe nesta temporada. Com características bem diferentes do seu antecessor André Santos - que era mais técnico e jogava em diagonal, mas pecava na defesa – Roberto Carlos sabe controlar seu ímpeto de atacar. Ajudando a fechar bem os espaços pela esquerda, o lateral sobe apenas nas horas seguras, dá lançamentos aos atacantes do campo de defesa, além de desarmar os adversários sem a estabanação no começo do ano. Os cruzamentos e bolas paradas de média e longa distância viraram arma do Corinthians de Mano Menezes.

A boa fase fez com que vários jornalistas esportivos (inclusive este que vos tecla) lembrarem que com tal humildade, maturidade e momento, Roberto Carlos seria de grande valia na Seleção de Dunga, que tem dois atletas improvisados no setor: Gilberto virou meia armador no Cruzeiro, enquanto Michel Bastos atuou até como extremo pela direita no Lyon. Principalmente na defesa, ambos comprometem o lado esquerdo – Bastos saiu na frente como titular.

Mas a exemplo do que Dunga fez no meio campo, foram escolhidos atletas que estivesse “comprometidos” com a Seleção, mesmo que eles não estejam em boa fase ou estejam talhados para desenvolver tais funções dentro da equipe. Apesar de bons aspectos dentro do Brasil, a equipe, inegavelmente, perde com a ausência de jogadores como ele. Resta esperar como os “improvisados” atuarão durante a Copa do Mundo.