
Os 20 mil fanáticos que foram à Gavea recepcionar a estrela não imaginavam uma readaptação tão discreta. Mesmo Adriano, quando voltou ao Brasil e com todos os problemas de comportamento, conseguiu se sobressair no Brasileirão de 2010. E Gaúcho foi mais nome do que bola no 32º carioca do Fla. Atuando primordialmente como primeiro atacante, o camisa 10 fez apenas quatro gols (mesmo número do reserva-talismã Wanderley e um a menos do que Deivid, que flertou várias vezes com a reserva por conta da má fase, que se arrasta desde que chegou ao clube, em 2010). Na armação de jogadas e no passe, outra forte característica em sua carreira na Europa, foi o terceiro pior passador do Carioca, com 77 passes errados ao todo, uma das piores médias por jogo do torneio. Foi um dos maiores dribladores, é verdade. mas nada que resultasse em jogadas fabulosas ou gols decisivos, como antes.
No jogo diante do Ceará, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, os rubro-negros foram surpreendidos em pleno Engenhão, por 2 a 1. E Ronaldinho já ouviu as primeiras vaias da torcida, insatisfeira com o rendimento fraco em mais uma partida. Muito festejado até então, o atacante já vê a paciência das arquibancadas se esgotar. No estadual, foi mero coadjuvante na caminhada de brilhos nos clássicos, a cargo do goleiro Felipe (estrela nas cobranças de pênaltis contra Botafogo, Fluminense e Vasco), do incansável Willians e do verdadeiro fator de desequilíbrio da equipe, o bom, incisivo e goleador meia Thiago Neves.

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