4.9.07

Vale a pena conferir


Tiago marca mais um gol contra o Ceará:
O goleiro da Portuguesa já acumula 6 tentos na Série B

Estamos apenas na 23ª rodada. Mesmo assim, o Campeonato Brasileiro já aparece numa situação praticamente definida. São Paulo e Cruzeiro lideram a competição com sobras. A campanha de ambos atingiu um patamar tão estável que, com exceção feita ao Vasco, dificilmente haverá algum clube capaz de alcançá-los na luta pelo título.
Entretanto, na Segundona Nacional o torneio pega fogo. Até o Criciúma que reinava soberano na competição, entrou em seu período de “vacas magras” e acumulou quase um mês (5 jogos consecutivos) sem vencer...
Isso faz com que o torneio torne-se mais aberto, mais competitivo, menos enfadonho. Cada partida reserva uma particularidade especial capaz de mudar qualquer prognóstico pré-estabelecido. Com uma boa média de gols (3,02 gols/jogo) para os padrões do futebol retrancado de hoje, até mesmo, o próprio Galvão Bueno diria: “Haja emoção!”
Um dado estatístico que mostra muito bem esse equilíbrio é o fato de haverem poucas vitórias de visitantes na competição. Das 220 pelejas realizadas, apenas 36 terminaram com o triunfo dos clubes que jogavam fora de casa (16,36%). Ou seja, para um time se dar bem na Série B ele precisa dominar àquela velha retórica: garantir os três pontos dentro de seus domínios e tentar aproveitar ao máximo quando joga fora ganhando ao menos um pontinho.
Não à toa, das três equipes que ainda não venceram longe de seu estádio, duas (Ituano e Santa Cruz) estão na zona de rebaixamento. Da mesma forma, os visitantes menos desejáveis (com três triunfos fora de casa) ocupam a parte superior da classificação geral. Casos do Coritiba (2º colocado), Brasiliense (3º), Marília (4º) e CRB (6º).
Certamente muito deste equilíbrio deve-se a ausência de um grande clube do cenário nacional no campeonato, algo que já aconteceu quando Palmeiras, Grêmio, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense disputaram a competição.
Mas não importa. Engana-se quem acredita que na Série B só temos a presença de pernas-de-pau. O líder Criciúma conta com a dupla de ataque sensação formada por Kelson e Maurício, além da habilidade do meia Marco Antônio (ex-São Paulo). Já o vice-líder Coritiba traz em seu elenco nomes conhecidos como o do goleiro Edson Bastos (ex-Figueirense), do volante Douglas Silva (ex-Flamengo) e do meia Cáico (ex-Juventude).
E não pára por aí não. Se garimparmos bem, acharemos outros bons atletas que poderiam estar em clubes medianos do Brasileirão. Índio, atacante do Vitória, Fabiano Gadelha, meia do Marília e Tiago, goleiro-artilheiro da Portuguesa, certamente entrariam nesta lista.
Até mesmo veteranos atletas, outrora disputadíssimos, aparecem na Segundona. Afinal, quem não se lembra do trio Sorato, Edílson e Jackson, hoje no Vitória? Ou de Marcelo Ramos (Santa Cruz), Ânderson Lima (Coritiba), Iranildo e Júnior Baiano (ambos Brasiliense), Hernani (Marília) e Sílvio Criciúma (Criciúma)?
Enfim, creio que estes e outros motivos podem fazer com que uma partida da Segundona seja uma opção alternativa diante da mesmice presente na Série A.

2 comentários:

André Augusto disse...

Nessa toada de baixo nível técnico, A Série B mostra uma grande disputa e times de mesmo nível técnico. Esrá bem empolgante!
Bela matéria!
Abraço!

gerson sicca disse...

Bom post sobre a série B. Mas o equilíbrio se dá muito pq as equipes não conseguem ter um padrão de jogo bom, com regularidade, salvo exceçoes. Mas há bons jogos, embora alguns irritem o torcedor. Lembram-se de Gama e Ponte Preta? O ataque da ponte deveria ser preso por excesso de ruindade e gols perdidos.