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18.1.13

Copa Africana de Nações 2013

Copa Africana em 2012:
Zâmbia passa pela Costa do Marfim nos pênaltis e comemora título inédito

A partir deste final de semana também teremos a disputa da 29ª Copa Africana de Nações. Apesar de não ser um campeonato tão atraente comercialmente como a Eurocopa ou a Copa América, o torneio traz jogadores internacionalmente renomados como Adebayor, Yaya Touré, Obi Mikel ou Drogba...
Além disso, vale lembrar que o vencedor do torneio junta-se a Brasil, Itália, Taiti, México, Japão, Uruguai e Espanha na disputa da Copa das Confederações, em junho. Confira os grupos:

Grupo A: África do Sul, Angola, Cabo Verde e Marrocos

Contando com o apoio de sua torcida o anfitrião sul-africano manteve a mesma base comandada por Parreira na Copa de 2010, com Khumalo, Parker, Tshabalala e Mphela. Além de ter mais experiência, os Bafana Bafana também trazem uma grata novidade: o meia-atacante Thulani Serero do Ajax. Habilidoso, o camisa 10 é a peça de ligação que faltava entre o meio-campo e o ataque.

A outra candidata à classificação é a seleção marroquina. Em processo de renovação, os Leões do Atlas trazem uma equipe jovem qe possui bons valores como Benatia, Belhanda, El Ahmadi e Barrada. Destaque maior para o homem-gol marrroquino: El Hamdaoui, veloz atacante da Fiorentina muito difícil de ser marcado.

Angola e Cabo Verde devem ser meros coadjuvantes. Apesar de possuírem um grupo entrosado, falta qualidade individual aos Palancas Negras. Apenas Gilberto e Manucho Gonçalves representam um perigo real às metas adversárias. Os cabo-verdianos, por sua vez, torcem para ao menos fazerem um ponto. É bom, no entanto, não desmerecer os estreantes que protagonizaram a maior surpresa da fase eliminatória ao desclassificar o Camarões de Eto’o e companhia.


Grupo B: Gana, Mali, Níger e República do Congo

O maior detentor de títulos dentre os participantes desta edição, não deve encontrar dificuldades para passar de fase e brigar pelo penta. Sem contar com alguns medalhões como Mensah, Muntari e Prince Boateng, os Estrelas Negras recorrerão aos tarimbados Paintsil, Asamoah Gyan, Annan e Kwadwo Asamoah, médio-volante que encontra-se em grande fase na Juventus. Olho também em Agyemang-Badu, jovem ponta que destacou-se em categorias inferiores na seleção ganesa.

Certamente Mali e Congo brigarão pela vaga restante. Ligeiro favoritismo aos malineses, terceiros colocados em 2012 e que possuem um elenco muito mais qualificado, com a presença de atletas experientes como Mahammadou Diarra, Keita, Diabaté e Sissoko. Já os Leopardos, apostam no forte entrosamento e na individualidade do trio Mputu-Mulumbu-Mbokani. A ausência de uma maior bagagem internacional, porém, pode pesar.

Níger aparece como azarão nesta chave e provavelmente deve acabara a competição com três derrotas em três jogos (como já ocorrera em 2012). A notícia boa é que boa parte dos convocados, 16 atletas, já estiveram com a equipe no torneio passado. Vale a experiência...


Grupo C: Burkina Faso, Etiópia, Nigéria e Zâmbia

Os atuais campeões africanos mantiveram a mesma base vencedora da CAN 2012, com Mweene e Sunzu sendo as principais peças da defesa e o trio Mayuka, Christopher Katonga e Kalaba liderando o ataque. Outro destaque dos Chipolopolos é a presença do jovem zagueiro Mbola que, apesar de ter 19 anos, já faz parte do elenco profissional do Porto.

Após ficar fora do da fase final do torneio na última edição, os nigerianos ainda sofrem com richas internas em seu elenco. Tanto que os experientes Odemwingie, Amoebi, Shittu e “Oba-Oba” Martins ficaram de fora. Desta forma, cabe vimos as Super Águias mesclar atletas mais renomados, como Enyeama, Yobo e Uche com jovens promessas, como Victor Moses e Ogenyi Onazi. Pode dar certo.

Menos tradicionais do que seus rivais, etíopes e burquineses tentam surpreender. Equipe mais caseira da competição com 20 atletas disputando a liga local, a Etiópia depende dos gols de Saladin Said para obter algum sucesso. já a Burkina Faso pode trazer maiores complicações. Entrosados, os Garanhões chegam credenciados pela experiência internacional de alguns atletas que são destaques de seus times na Ligue One francesa, como Alain Traoré, Kaboré e Bakary Koné.


Grupo D: Argélia, Costa do Marfim, Togo e Tunísia

Há tempos que a Costa do Marfim é tida como a seleção mais temida do continente. O problema é que essa vantagem técnica não aparece nos gramados. Afinal, os Elefantes não são campeões desde 1992. Atuais vice-campeões, os marfineses possuem o mesmo elenco, com Drogba, Yaya Touré, Kolo Touré, Kalou, Tioté e Gervinho. Provavelmente será a última chance desta geração para trazer um título pelo seu país.

Tunísia e Argélia devem brigar pela outra vaga às quartas-de-finais. Vantagem para os argelinos, que apesar de não contarem com experientes nomes como Behaldj, Yahia e Ziani, trazem bons valores, como Halliche, Guedioura, Soudani e Feghouli, francês que nas categorias de base era tido como o sucessor de Zidane... Os tunisianos, por sua vez, montaram um elenco experiente, cujo a média de idade beira aos 29 anos. Os destaques, porém, ainda são os mesmos: o habilidoso meia Msakni e a perigosa dupla de ataque formada por Khelifa e Jemâa.

Já Togo, apesar de menos tradicional, não pode ser descartado. Se conseguirem superar os problemas de organização extra-campo e o astro do time, Adebayor, estiver inspirado, os Gaviões poderão avançar de fase. Foi justamente assim que os togoleses foram à Copa do Mundo de 2006...

7.9.12

Independência ou Morte

Leandro Damião comemora com Oscar o seu gol no
último amistoso da Seleção contra a Suécia
Hoje, a partida contra a África do Sul será o oitavo amistoso que a Seleção Brasileira realizará neste ano. Até agora, o retrospecto é meramente razoável. Cinco vitórias contra equipes medianas: Bósnia-Herzegovina, Dinamarca, Reino Unido, Estados Unidos e Suécia e duas derrotas frente a rivais continentais, como México e Argentina. Tudo isso, sem colocar o desastre olímpico na conta. Muito pouco. 

Atualmente, apenas 12º colocado no Ranking da Fifa, o Brasil vive uma relação de dependência com suas principais peças. Explica-se: a seleção, a exemplo do que já ocorrera no comando de Dunga, vive de jogadas individuais e não consegue apresentar um padrão de jogo convincente.  

Dependemos muito da capacidade de Neymar desmarcar-se, driblar um adversário e partir para o gol. Dependemos da criatividade de Oscar para armarmos nosso meio-campo, por mais inconstante que ele seja. Dependemos do experiente (?) Thiago Silva no comando de nossa defesa na luta por não tomarmos gols, uma vez que não possuímos laterais que sejam bons marcadores ou um goleiro que imponha respeito... 


Muitas vezes, dependemos de bolas paradas ou de cruzamentos esparsos que encontrem a cabeça de Leandro Damião (nosso único centroavante revelado nos últimos quatro anos – basta ver a lista de artilheiros do Brasileirão deste ano para comprovar este fato) para marcarmos um gol. Dependemos das jogadas vindas detrás formadas pelos voluntariosos Paulinho e Ramires para tentar surpreender o oponente. 

É... Como já disse, é muito pouco. E podemos golear a África do Sul, a China, o Zimbábue ou qualquer outra seleção inexpressiva. Só não nos esqueçamos de uma coisa: O Brasil, como ocorre desde 2003, depende demais da individualidade de nossos melhores valores. E tanta dependência só nos levará a outra eliminação  precoce e absurda em plena Copa de 2014. É hora de bradarmos “Independência!”. Ou morreremos na praia. De novo.