Copa Africana em 2012:
Zâmbia passa pela Costa do Marfim nos pênaltis e comemora título inédito
A partir deste final de semana também teremos a disputa da 29ª Copa Africana de Nações. Apesar de não ser um campeonato tão atraente comercialmente como a Eurocopa ou a Copa América, o torneio traz jogadores internacionalmente renomados como Adebayor, Yaya Touré, Obi Mikel ou Drogba...
Além disso, vale lembrar que o vencedor do torneio junta-se a Brasil, Itália, Taiti, México, Japão, Uruguai e Espanha na disputa da Copa das Confederações, em junho. Confira os grupos:

Contando com o apoio de sua torcida o anfitrião sul-africano manteve a mesma base comandada por Parreira na Copa de 2010, com Khumalo, Parker, Tshabalala e Mphela. Além de ter mais experiência, os Bafana Bafana também trazem uma grata novidade: o meia-atacante Thulani Serero do Ajax. Habilidoso, o camisa 10 é a peça de ligação que faltava entre o meio-campo e o ataque.

Angola e Cabo Verde devem ser meros coadjuvantes. Apesar de possuírem um grupo entrosado, falta qualidade individual aos Palancas Negras. Apenas Gilberto e Manucho Gonçalves representam um perigo real às metas adversárias. Os cabo-verdianos, por sua vez, torcem para ao menos fazerem um ponto. É bom, no entanto, não desmerecer os estreantes que protagonizaram a maior surpresa da fase eliminatória ao desclassificar o Camarões de Eto’o e companhia.

O maior detentor de títulos dentre os participantes desta edição, não deve encontrar dificuldades para passar de fase e brigar pelo penta. Sem contar com alguns medalhões como Mensah, Muntari e Prince Boateng, os Estrelas Negras recorrerão aos tarimbados Paintsil, Asamoah Gyan, Annan e Kwadwo Asamoah, médio-volante que encontra-se em grande fase na Juventus. Olho também em Agyemang-Badu, jovem ponta que destacou-se em categorias inferiores na seleção ganesa.

Níger aparece como azarão nesta chave e provavelmente deve acabara a competição com três derrotas em três jogos (como já ocorrera em 2012). A notícia boa é que boa parte dos convocados, 16 atletas, já estiveram com a equipe no torneio passado. Vale a experiência...

Os atuais campeões africanos mantiveram a mesma base vencedora da CAN 2012, com Mweene e Sunzu sendo as principais peças da defesa e o trio Mayuka, Christopher Katonga e Kalaba liderando o ataque. Outro destaque dos Chipolopolos é a presença do jovem zagueiro Mbola que, apesar de ter 19 anos, já faz parte do elenco profissional do Porto.

Menos tradicionais do que seus rivais, etíopes e burquineses tentam surpreender. Equipe mais caseira da competição com 20 atletas disputando a liga local, a Etiópia depende dos gols de Saladin Said para obter algum sucesso. já a Burkina Faso pode trazer maiores complicações. Entrosados, os Garanhões chegam credenciados pela experiência internacional de alguns atletas que são destaques de seus times na Ligue One francesa, como Alain Traoré, Kaboré e Bakary Koné.

Há tempos que a Costa do Marfim é tida como a seleção mais temida do continente. O problema é que essa vantagem técnica não aparece nos gramados. Afinal, os Elefantes não são campeões desde 1992. Atuais vice-campeões, os marfineses possuem o mesmo elenco, com Drogba, Yaya Touré, Kolo Touré, Kalou, Tioté e Gervinho. Provavelmente será a última chance desta geração para trazer um título pelo seu país.

Já Togo, apesar de menos tradicional, não pode ser descartado. Se conseguirem superar os problemas de organização extra-campo e o astro do time, Adebayor, estiver inspirado, os Gaviões poderão avançar de fase. Foi justamente assim que os togoleses foram à Copa do Mundo de 2006...
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