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10.2.13

Surpresa na África do Sul

Após 31 partidas, enfim a Copa Africana de Nações tem seus finalistas. E quem esperava acompanhar os favoritos marfineses, os tradicionais ganeses, os anfitriões sul-africanos ou os ascendentes malineses, surpreendeu-se ao ver Burkina Faso e Nigéria na grande final.

Vale lembrar que burquineses e nigerianos já se enfrentaram na primeira fase, na estreia de ambas as equipes no torneio e empataram em um gol. E agora, que levará a melhor? Façam suas apostas...

Burkina Faso 
Sem abalar-se com as adversidades

Donos de uma forte defesa, que sofreu apenas dois gols até o momento, os Garanhões fazem a melhor campanha de sua história. Forte poder de marcação e letais contra-ataques foram as armas utilizadas para superarem seleções mais experientes como Togo e Gana. A esperança dos azarões recai sob os pés de Jonathan Pitroipa, principal atleta da equipe que conseguiu cancelar sua expulsão nas semi-finais e disputa a final.

Federátion Burkinabe de Foot-Ball
Melhor Desempenho: Quarto lugar (1998)
Campanha: 1x1 Nigéria, 4x0 Etiópia, 0x0 Zâmbia, 1x0 Togo (na prorrogação) e 1x1 Gana (3 a 2 nos pênaltis).
Time-base: Diakité; Panandetiguiri, Bakary Koné, Keba Koulibaly e Koffi; Rouamba, Djakaridja Koné, Kaboré e Jonathan Pitroipa; Nakoulma (Wilfried Sanou) e Bancé (Dagano). Técnico: Paul Put.
Ele é o cara! Após a lesão de Alain Traoré no final da primeira fase, Jonathan Pitroipa assumiu o posto de líder e principal arma de ataque dos Garanhões. Além disso, foi o autor do heroico gol diante os togoleses.
Pontos fortes: Possui laterais polivalentes que também sabem atacar e um miolo de zaga muito seguro. No meio, todas as bolas passam pelos pés de Kaboré: é o maestro do time.
Pontos fracos: Bancé e Nakoulma estão em má fase e fazem um torneio abaixo das expectativas. Além disso, a pouca experiência internacional pode pesar.


Nigéria 
Um prêmio para as revelações

Chegar novamente a uma final mostrou que o treinador Stephen Keshi estava certo ao barrar medalhões que ultimamente pouco rendiam na seleção como Odemwingie, Oba Oba Martins, Yakubu e Taiwo. Foi justamente esta nova geração nigeriana liderada por Moses, Emenike e companhia que passou pelo bicho-papão Costa do Marfim e goleou Mali. Estes bons resultados e a maior bagagem europeia do elenco credenciam as Super Águias como favoritas ao título. Afinal, camisa pesa.

Nigeria Football Association
Melhor Desempenho: Bicampeão (1980, 1994)
Campanha: 1x1 Burkina Faso, 1x1 Zâmbia, 2x0 Etiópia, 2x1 Costa do Marfim e 4x1 Mali.
Time-base: Enyeama; Oboabona, Ambrose (Yobo), Omeruo e Echiejilé; Onazi, Obi Mikel e Mba; Ideye Brown, Victor Moses e Emenike. Técnico: Stephen Keshi.
Ele é o cara! Polêmico, Emmanuel Emenike fez com que a ausência de nomes mais experientes não fosse sentida. Artilheiro da competição com 4 gols marcados, o avante do Spartak é o melhor jogador da competição até o momento.
Pontos fortes: O trio ofensivo formado por Moses-Ideye-Emenike tem de ser vigiado de perto. Enyeama é goleiro muito seguro, talvez o melhor do continente.
Pontos fracos: A defesa é muito jovem e pode sentir o peso da decisão. Obi Mikel, apesar de talentoso, mostra irregularidade; porém, se encontrar seu melhor futebol, pode decidir.

18.1.13

Copa Africana de Nações 2013

Copa Africana em 2012:
Zâmbia passa pela Costa do Marfim nos pênaltis e comemora título inédito

A partir deste final de semana também teremos a disputa da 29ª Copa Africana de Nações. Apesar de não ser um campeonato tão atraente comercialmente como a Eurocopa ou a Copa América, o torneio traz jogadores internacionalmente renomados como Adebayor, Yaya Touré, Obi Mikel ou Drogba...
Além disso, vale lembrar que o vencedor do torneio junta-se a Brasil, Itália, Taiti, México, Japão, Uruguai e Espanha na disputa da Copa das Confederações, em junho. Confira os grupos:

Grupo A: África do Sul, Angola, Cabo Verde e Marrocos

Contando com o apoio de sua torcida o anfitrião sul-africano manteve a mesma base comandada por Parreira na Copa de 2010, com Khumalo, Parker, Tshabalala e Mphela. Além de ter mais experiência, os Bafana Bafana também trazem uma grata novidade: o meia-atacante Thulani Serero do Ajax. Habilidoso, o camisa 10 é a peça de ligação que faltava entre o meio-campo e o ataque.

A outra candidata à classificação é a seleção marroquina. Em processo de renovação, os Leões do Atlas trazem uma equipe jovem qe possui bons valores como Benatia, Belhanda, El Ahmadi e Barrada. Destaque maior para o homem-gol marrroquino: El Hamdaoui, veloz atacante da Fiorentina muito difícil de ser marcado.

Angola e Cabo Verde devem ser meros coadjuvantes. Apesar de possuírem um grupo entrosado, falta qualidade individual aos Palancas Negras. Apenas Gilberto e Manucho Gonçalves representam um perigo real às metas adversárias. Os cabo-verdianos, por sua vez, torcem para ao menos fazerem um ponto. É bom, no entanto, não desmerecer os estreantes que protagonizaram a maior surpresa da fase eliminatória ao desclassificar o Camarões de Eto’o e companhia.


Grupo B: Gana, Mali, Níger e República do Congo

O maior detentor de títulos dentre os participantes desta edição, não deve encontrar dificuldades para passar de fase e brigar pelo penta. Sem contar com alguns medalhões como Mensah, Muntari e Prince Boateng, os Estrelas Negras recorrerão aos tarimbados Paintsil, Asamoah Gyan, Annan e Kwadwo Asamoah, médio-volante que encontra-se em grande fase na Juventus. Olho também em Agyemang-Badu, jovem ponta que destacou-se em categorias inferiores na seleção ganesa.

Certamente Mali e Congo brigarão pela vaga restante. Ligeiro favoritismo aos malineses, terceiros colocados em 2012 e que possuem um elenco muito mais qualificado, com a presença de atletas experientes como Mahammadou Diarra, Keita, Diabaté e Sissoko. Já os Leopardos, apostam no forte entrosamento e na individualidade do trio Mputu-Mulumbu-Mbokani. A ausência de uma maior bagagem internacional, porém, pode pesar.

Níger aparece como azarão nesta chave e provavelmente deve acabara a competição com três derrotas em três jogos (como já ocorrera em 2012). A notícia boa é que boa parte dos convocados, 16 atletas, já estiveram com a equipe no torneio passado. Vale a experiência...


Grupo C: Burkina Faso, Etiópia, Nigéria e Zâmbia

Os atuais campeões africanos mantiveram a mesma base vencedora da CAN 2012, com Mweene e Sunzu sendo as principais peças da defesa e o trio Mayuka, Christopher Katonga e Kalaba liderando o ataque. Outro destaque dos Chipolopolos é a presença do jovem zagueiro Mbola que, apesar de ter 19 anos, já faz parte do elenco profissional do Porto.

Após ficar fora do da fase final do torneio na última edição, os nigerianos ainda sofrem com richas internas em seu elenco. Tanto que os experientes Odemwingie, Amoebi, Shittu e “Oba-Oba” Martins ficaram de fora. Desta forma, cabe vimos as Super Águias mesclar atletas mais renomados, como Enyeama, Yobo e Uche com jovens promessas, como Victor Moses e Ogenyi Onazi. Pode dar certo.

Menos tradicionais do que seus rivais, etíopes e burquineses tentam surpreender. Equipe mais caseira da competição com 20 atletas disputando a liga local, a Etiópia depende dos gols de Saladin Said para obter algum sucesso. já a Burkina Faso pode trazer maiores complicações. Entrosados, os Garanhões chegam credenciados pela experiência internacional de alguns atletas que são destaques de seus times na Ligue One francesa, como Alain Traoré, Kaboré e Bakary Koné.


Grupo D: Argélia, Costa do Marfim, Togo e Tunísia

Há tempos que a Costa do Marfim é tida como a seleção mais temida do continente. O problema é que essa vantagem técnica não aparece nos gramados. Afinal, os Elefantes não são campeões desde 1992. Atuais vice-campeões, os marfineses possuem o mesmo elenco, com Drogba, Yaya Touré, Kolo Touré, Kalou, Tioté e Gervinho. Provavelmente será a última chance desta geração para trazer um título pelo seu país.

Tunísia e Argélia devem brigar pela outra vaga às quartas-de-finais. Vantagem para os argelinos, que apesar de não contarem com experientes nomes como Behaldj, Yahia e Ziani, trazem bons valores, como Halliche, Guedioura, Soudani e Feghouli, francês que nas categorias de base era tido como o sucessor de Zidane... Os tunisianos, por sua vez, montaram um elenco experiente, cujo a média de idade beira aos 29 anos. Os destaques, porém, ainda são os mesmos: o habilidoso meia Msakni e a perigosa dupla de ataque formada por Khelifa e Jemâa.

Já Togo, apesar de menos tradicional, não pode ser descartado. Se conseguirem superar os problemas de organização extra-campo e o astro do time, Adebayor, estiver inspirado, os Gaviões poderão avançar de fase. Foi justamente assim que os togoleses foram à Copa do Mundo de 2006...