
Pela indiscutível qualidade do melhor do mundo, Lionel Messi, muito falou-se em “jogar como o Barcelona”. Vejo que a Argentina tem que deixar tal inspiração de lado, visto que o seu suporte defensivo não comporta o esquema, que prima pela ofensividade, mas tem uma série de pilares para que o time de Guardiola não seja alvejado de chutes ao gol de Victor Valdés.
Além de ter goleiros longe de passar segurança, a defesa argentina tem um problema crônico: a falta de ritmo de jogo, além do entrosamento – um dos fatores de sucesso do Barça, a manutenção da base. Titulares de Batista, Burdisso e Gabi Milito formam nova dupla na seleção. Mas enquanto Burdisso é constante na zaga da Roma, Gabi sofreu com as constantes contusões e não é nem um reserva confiável no Barcelona. Tanto que quando Puyol se contundiu, na reta final da última temporada, Guardiola se sentiu mais seguro em improvisar o também reserva Mascherano na zaga. Reserva imediato, Ezequiel Garay também pouco atuou pelo Real Madrid e 2010/11.

Sem dúvida, a Argentina ainda pode crescer durante a Copa América e sair da seca de títulos que já dura 18 anos. Mas o que a Albiceleste precisa agora é de um “efeito Muricy”, guardadas as devidas proporções. Um treinador que arrume o time de trás para frente, já que a força ofensiva argentina é indiscutível, assim como era o Santos antes da chegada de Muricy. Foi fortalecendo a defesa e o meio-campo que ele endireitou o Peixe até a conquista da Libertadores.
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