
Só entre os 40 clubes das Séries A e B, foram 22 trocas de treinador em apenas doze rodadas – correspondente a pouco menos de um terço das competições. Alguns clubes como o Náutico, por exemplo, trocaram de técnico mais de uma vez. Me arrisco a dizer que em pelo menos 90% dos casos, as demissões ocorrem mais por pressão de imprensa e torcida do que por análise de um trabalho previamente planejado. Um exemplo disso é o Fluminense, que já teve três treinadores (até esta segunda, 20/07): Renê Simões, Carlos Alberto Parreira e Vinícius Eutrópio, que depois de efetivado no cargo, já está ameaçado após duas derrotas. Renê Simões foi responsável direto por salvar o Fluminense do rebaixamento do Brasileirão 2008, mas após maus resultados no “importantíssimo” Campeonato Carioca, foi mandado embora após vencer o Nacional/PB, pela Copa do Brasil. À época, o diretor de futebol do Fluminense, Alexandre Faria, disse ao IG: "Ele realizou um belíssimo trabalho à frente do Fluminense em 2008, classificando a equipe para a Copa Sul-Americana em 2009. Infelizmente o time ainda não engrenou nesta temporada e chegamos ao consenso de que é necessária a mudança do comando técnico da equipe. Buscaremos, com bastante calma e critério, o melhor nome possível para dirigir a equipe".
Chegando com discurso de reformulação e trabalho a longo prazo e sem reforços significantes, Parreira durou pouco mais de três meses à frente do time das Laranjeiras. No meio da briga entre o clube e o patrocinador, o time claramente era vítima, refletido nos maus resultados. Mas ainda assim, Parreira que foi demitido. O discurso agora era o de dar chances ao até então interino Eutrópio, o que já parece descartado pelos dirigentes tricolores, que já declararam correr atrás de um profissional mais “experiente”. Em levantamento pelo GloboEsporte.com, o Fluminense é o líder em trocas de treinador na era dos pontos corridos, superando Flamengo e Atlético/MG, com 17 trocas em pouco mais de seis anos (uma média de quase três técnicos por ano!).

Em seu início no Manchester United, Ferguson ficou quase cinco anos sem ganhar títulos de expressão com o Manchester United e agora é um dos técnicos mais importantes da história do clube, mais de 20 anos depois. No Brasil, como nos casos de Muricy no São Paulo, Adílson no Cruzeiro e Mano Menezes no Corinthians, os trabalhos a longo prazo surtiram bons frutos. Ainda existem casos onde há o desgaste entre o técnico e o elenco e a situação fica insustentável, como no caso de Luxemburgo no Palmeiras e Mancini no Santos. No entanto, na maioria dos casos, a cultura do futebol brasileiro é cruel. Atirar primeiro e depois perguntar quem é.
3 comentários:
Olá ainda não conhecia o seu blog..
gostei do que vi...
parabens...
estou interessado em fazer parcerias se tiver interesse por favor enre em contato...
resenhadoguiribeiro@hotmail.com
obrigado
Eu até concordo com a opinião de que não se pode trocar de técnico da mesma maneira que se troca de roupa. Porém, mais do que isso, acredito que é o trabalho do treinador sempre deve ser analisado cuidadosamente. É por isso que, por exemplo, concordei com a demissão de Parreira: tudo bem, estava amparado pela promessa de realizar um trabalho a longo prazo e não tinha um bom elenco para trabalhar, mas o mesmo não era tão ruim a ponto de se ter uma participação fraca no Carioca e horrorosa no Brasileiro. E pior, se via que as atuações do time com ele nunca evoluíam, além de tomar algumas decisões precipitadas tanto na escolha dos titulares quanto do esquema titular.
Dessa maneira fica difícil apoiar o técnico até o fim. Se não se pode exagerar na hora de crucificar um técnico, como o Santos fez com Mancini, o que achei um erro, também não pode ter medo de demití-lo quando seu rendimento está claramente abaixo do esperado, como aconteceu com Parreira.
Ateh!
Ola,
Trabalho em conjunto com o site Goal.com e notei que o seu newsfeed ou banner nao esta funcionando corretamente.
Posso o auxiliar com isto, por favor me contate no email cristianods arroba yahoo.com
Atenciosamente,
Cristiano Silva
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