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12.4.14

Restam três

Após o término da primeira fase da Copa Libertadores de 2014, uma ingrata surpresa: dos seis representantes brasileiros, apenas três avançaram para a fase de “mata-mata” no torneio.  E muito se engana quem acredita que os brasileiros terão vida fácil. Confira o Raio-X dos adversários de Grêmio, Atlético Mineiro e Cruzeiro.

Grêmio vs San Lorenzo 

Apesar dos gremistas possuírem um time muito mais equilibrado, a frieza dos números não representa a real dificuldade da partida. Atual campeão do Apertura 2013 e líder do Clausura 2014, o San Lorenzo possui uma equipe que mescla experiência de renomados atletas com a juventude de jogadores promissores. Que diga o Botafogo... 

Club Atlético San Lorenzo de Almagro 

Melhor participação na Libertadores: Semifinalista (1960, 1973 e 1988) 

Atual Campanha: 6J-2V-2E-2D-6GP-5GC – 2º Colocado no Grupo 2 com 8 pontos 

Time-base – 4-2-3-1: Torrico; Bufarini, Carlos Valdés (Cetto), Gentiletti e Más; Mercier e Ortigoza; Romagnoli (Villalba), Piatti e Ángel Correa; Blandi (Mauro Matos). Técnico: Edgardo Bauza. 

Ele é o cara! Ignacio Piatti é o atleta com maior bagagem internacional dos cuervos. Decisivo, costuma chamar a responsabilidade nos momentos difíceis. Foram dele os dois gols heroicos que classificaram o time de Almagro. 

O homem-gol: Apesar de ter marcado apenas uma vez no torneio, Blandi é o típico centroavante que se movimenta muito e abre espaços para quem vem detrás. Ex-Boca Juniors, já marcou 5 gols com a camisa azulgrana.

Olho nele! O prata-da-casa Ángel Correa, com apenas 19 anos, é titular absoluto do San Lorenzo. Habilidoso e velocista, tem um estilo de jogo agudo, semelhante ao de seu compatriota Kun Aguero.  

Pontos fortes: Possui um quarteto de ataque muito forte, com vários atletas perigosos. Mercier e Ortigoza marcam muito bem e passam tranquilidade ao time. A paixão da torcida e a pressão que ela exerce no El Nuevo Gasómetro motivam os jogadores. 
  
Pontos fracos: Bufarini e Más são muito ofensivos e deixam espaços nas suas subidas ao ataque. A zaga não é tão alta e sofre em jogadas aéreas. Apesar de tradicional, o time do papa Francisco vive o fantasma de nunca ter vencido o torneio.

Atlético Mineiro vs Atlético Nacional 

Longe de encantar os torcedores, como em 2013, o Atlético jogará contra o Atlético Nacional, bicampeão colombiano.  Trata-se de uma equipe técnica, que sabe jogar no contra-ataque. Não à toa, eliminou o poderoso Newell’s Old Boys em Rosário. E convenhamos, o time de Medellín é melhor do que todos os outros adversários que o Galo enfrentou na fase anterior... 

Club Atlético Nacional S. A.

Melhor participação na Libertadores: Campeão (1989) 

Atual Campanha: 6J-3V-1E-2D-7GP-8GC – 2º Colocado no Grupo 6, com 10 pontos 

Time-base – 4-3-2-1: Armani; Bocanegra, Medina, Murillo e Farid Díaz; Bernal (Arías), Mejía e Valencia; Cardona (Berrío) e Cárdenas; Juan Pablo Ángel (Duque). Técnico: Juan Carlos Osório. 

Ele é o cara! Cérebro do time, Mejía coordena todas as ações dos verdolagas em campo. Todas as bolas passam pelos pés do camisa 13, graças ao seu bom passe e grande capacidade de executar lançamentos em profundidade. 

O homem-gol: A idade é a maior inimiga de Juán Pablo Ángel. Com 38 anos, o atacante não realiza longas viagens e atua somente nos jogos em casa. Ainda assim, sabe posicionar-se na área e chuta com ambas as pernas. Oportunista nato. 

Olho nele! Com 21 anos, o ponta-de-lança Cardona destaca-se pelas fortes arrancadas e boa precisão nos arremates. Marcou gols pontuais nas vitórias magras frente ao Newell’s e ao Nacional. Peca pelo gênio explosivo, que lhe ocasiona expulsões e advertências.  

Pontos fortes: Time equilibrado, possui destaques em todos os setores: Medina na zaga, Mejía e Cárdenas no meio e Ángel e Cardona na frente. Tem um meio-campo compacto que contra-ataca com rapidez. Jogadas de bola parada são muito bem treinadas e quase sempre mortais. 

Pontos fracos: Armani é um goleiro meramente razoável e não passa segurança. Bocanegra e Díaz marcam mal e deixam muitos espaços nas alas. Apesar de habilidosos, os atacantes não vivem grande fase e perdem muitas oportunidades de gol.

Cruzeiro vs Cerro Porteño

Depois de passar pelo susto de quase ser eliminado na 1ª fase, o Cruzeiro enfrenta o Cerro Porteño, atual campeão nacional invicto. Apostando na força do conjunto e em nomes conhecidos (7 dos 11 titulares vieram das categorias de base), o Ciclón sonha com o título inédito, feito alcançado no Paraguai apenas por seus maiores rivais, o Olímpia. 

Club Cerro Porteño 

Melhor participação na Libertadores: Semifinalista (1973, 1978, 1993, 1998, 1999 e 2011) 

Atual Campanha: 6J-3V-1E-2D-10GP-9GC – 1º Colocado no Grupo 3, com 10 pontos 

Time-base – 4-4-2: Fernández; Bonet, Luís Cardozo, Ortiz e Alonso; Oviedo, Júlio dos Santos, Corujo e Óscar Romero; Ángel Romero e Guiza (Beltrán). Técnico: Francisco Arce. 

Ele é o cara! Júlio dos Santos é o motorzinho do time azul-grená. Ajuda tanto na marcação quanto na armação. Além disso, chuta bem de fora da área. É o artilheiro da competição até o momento, com 5 gols. 

O homem-gol: Veterano, o espanhol Dani Guiza atua como um verdadeiro pivô, saindo para tabelar e posicionando-se muito bem na área. Dono de um chute potente e um bom cabeceio, já marcou balançou as redes em 3 oportunidades. 

Olho nele! Eleito por jornalistas como o futebolista do ano em 2013, Ángel Romero destaca-se por suas jogadas individuais e pelo bom arremate. Ao lado de seu irmão gêmeo Óscar Romero é tido como uma das promessas da seleção guarani. 

Pontos fortes: Júlio dos Santos e Guiza vivem grande fase – juntos marcaram 8 gols no torneio. Possui um lado direito muito perigoso com Bonet e Corujo. Ambos são habilidosos e gostam de atuar pelos flancos do gramado. O time joga junto há tempos e é muito entrosada. 

Pontos fracos: Possui muitos jogadores jovens que podem oscilar em momentos decisivos. O meio-campo não tem muita “pegada” e peca por deixar os rivais muito à vontade. Não possui peças de reposição no banco de reservas.

26.3.14

Na Liberta, quem dá bola é o Santos..

Rentería e Orozco comemoram o 4º gol contra o Peñarol
O Santos Laguna é o primeiro time garantido na próxima fase da Libertadores

Cinco jogos, quatro vitórias, um empate e nenhuma derrota. Onze gols marcados e apenas dois gols sofridos. Esta é a campanha do primeiro time garantido nas oitavas-de-finais da Copa Libertadores de 2014: o Santos Laguna.

Atuais líderes do Grupo 8 e detentores do melhor desempenho no certame até o momento, Los Guerreros mostram um futebol aguerrido e objetivo e são praticamente imbatíveis sob seus domínios, no estádio Corona. Não à toa, além de ser um dos quatro invictos, também são os que mais balançaram as redes na competição. 

O esquema formado pelo treinador português Pedro Caixinha (famoso por ter realizado campanhas memoráveis com o União de Leiria e o Nacional da Ilha da Madeira) é bem ofensivo. O 4-3-3 dos alviverdes possui quatro defensores que sobem muito pouco ao ataque (com exceção ao lateral-esquerdo uruguaio Lacerda), três meio-campistas que marcam e saem jogando com qualidade e um trio de ataque de respeito formado por Oribe Peralta, e pelos promissores Orozco e Andrés Rentería.  

Juntos, Peralta e Quintero marcaram
5 gols nesta Libertadores
Conhecido como o autor dos gols que fizeram o México bater o Brasil na final das últimas Olimpíadas, Oribe Peralta é muito mais do que um mero centroavante fixo. Ele também sabe abrir espaços para os jogadores que vem detrás para “fazer o pivô”. 

Outro nome de destaque é o do colombiano Darwin Quintero que pode atuar tanto no meio quanto nos flancos ofensivos. Inteligente, bate muito bem na bola e aparece no ataque com frequência. Participou de 7 dos 11 gols marcados pelo Santos na competição.

Isso sem falar, em outros atletas conhecidos como o veterano goleiro mexicano Oswaldo Sánchez ou o rodado volante Juan Pablo Rodríguez. 

Regular, o Santos acostumou-se a alcançar as fases decisivas dos torneios que disputa. Nas últimas cinco ligas nacionais, acumula um título, um vice e duas semifinais. Isso sem contar as duas últimas participações na Concachampions, quando os laguneros ficaram com o segundo lugar em ambas as oportunidades.

Ou seja, é bom os brasileiros terem cuidado e torcerem para não cruzar com os santistas. Pois se os comandados de Caixinha faturarem a Libertadores não será nenhuma surpresa...


26.2.14

Copa Libertadores da América - Parte II

Grupo 5: CRUZEIRO, Defensor (URU), Real Garcilaso (PER) e Universidad de Chile (CHI) 

Nem mesmo o tropeço na estreia contra o Real Garcilaso tira o favoritismo do Cruzeiro.  Afinal, além de segurar a base campeã brasileira, chegaram Samudio, Vílson, Rodrigo Souza, Marlone e Marcelo Moreno. Dos atletas mais utilizados pelo treinador Marcelo Oliveira, apenas Vinicius Araújo deixou a Toca da Raposa. 

A tática permanece a mesma. Muito poder de marcação, saída rápida pelas laterais e diversidade na hora de atacar, seja com bolas em profundidade ou chutes de fora da área. Outro trunfo é a experiência do elenco celeste no qual dezoito atletas já disputaram a Libertadores, sendo que quatro deles já foram campeões: Tinga, Ceará, Bruno Rodrigo e Willian. E, como se isso não bastasse, praticamente todas as posições possuem um reserva a altura. 

Do elenco campeão da Copa Sul-Americana de 2011, restaram apenas os defensores Johnny Herrera, Osvaldo González e José Rojas, além de Castro (que retorna a LA U). O Universidad é um dos poucos clubes fora do eixo Brasil-Argentina que possui bons nomes como os de Rodrigo Rojas, Lorenzetti ou Caruzzo. A dupla ofensiva formada por Mora e Rubio merece atenção.  

Vice-campeão uruguaio, o Defensor foi às compras. Une atletas que já passaram pela Celeste Olímpica, como Olivera, Fleurquín e Regueiro com joias, como Leonardo Pais. Presente entre os oito melhores na Libertadores passada, os peruanos do Garcilaso apostam no fator casa para surpreenderem. Destaque para o veterano Del Solar e o hábil Victor Ferreira. 

Time-base: Fábio; Ceará (Mayke), Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio (Samudio); Nílton e Lucas Silva; Dagoberto (Willian), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Borges (Marcelo Moreno). Técnico: Marcelo Oliveira. 

Ele é o cara! Eleito melhor jogador do último campeonato nacional, Everton Ribeiro é o verdadeiro motorzinho do Cruzeiro. Todas as bolas passam por seus pés. Habilidoso, municia o trio de atacantes, sem abrir mão de jogadas individuais.  

Olho nele! O volante Lucas Silva surgiu no Brasileiro do ano passado e colocou nomes muito mais experientes no banco, como Tinga, Souza e Henrique. Técnico, possui bom passe e capacidade de marcar e sair jogando com a bola dominada.

Os espiões-adversários: Paulo Magalhaes, lateral-direito naturalizado chileno (Universidad de Chile) e Felipe Gedoz, atacante (Defensor)

Aposta OpiniaoFC: Cruzeiro (1º) e Universidad de Chile (2º) 

Grupo 6: Atlético Nacional (COL), GRÊMIO, Nacional (URU) e Newell’s Old Boys (ARG)

O vice-campeão brasileiro traz uma nova filosofia para sua terceira Copa Libertadores consecutiva: nada de gastos exacerbados. Atletas com altos salários como Elano, Fabio Aurelio, Dida e Vargas foram embora. Chegaram Pedro Geromel, Edinho, Dudu e Alan Ruiz, além de Rhodolfo (que permaneceu no clube após ser envolvido em troca com Souza).

Sob esta política “pés-no-chão”, o novo treinador Enderson Moreira, monta o Tricolor no esquema 4-3-1-2 em detrimento ao 3-5-2 utilizado por Renato Gaúcho. Isso mostra que, cada vez mais, o Imortal retorna às origens copeiras. O torcedor gremista pode esperar muita raça, chutão e correria. Se determinação não faltará, o clube ainda ressente-se da ausência de mais nomes que possam decidir. Afinal, nem sempre o barato é bom... 

Campeão argentino do Clausura 2012/13, o Newell’s traz vários atletas com bagagem internacional como Heinze, Maxi Rodríguez, Bernardi, Trezeguet e Ever Banega, o mais recente destes reforços. Aliado a esses medalhões, há outros nomes conhecidos como Casco, Manso e Figueroa. Semifinalista em 2013 e vice em 88 e 92, é um dos grandes favoritos ao título. 

Apesar de tradicional, os uruguaios do Nacional aparecem como os adversários mais fracos. A mescla da juventude de novos valores como Pereiro, Prieto e Coates a veteranos como Recoba, Munúa, Ivan Alonso e Scotti, entretanto, pode roubar preciosos pontos dos demais. 

Tivesse saído em uma chave mais fraca, o Atlético Nacional seria favorito a uma vaga na 2ª fase. O compacto campeão do Apertura possui jogadores velozes e técnicos como Cardona, Cárdenas, Mejía e Medina. Isso sem falar da estelar presença de área do centroavante Juan Pablo Angel

Time-base: Marcelo Grohe; Pará, Bressan (Werley), Rhodolfo e Wendell; Riveros, Ramiro e Edinho; Zé Roberto; Barcos e Kléber. Técnico: Enderson Moreira. 

Ele é o cara! Contratado para a Libertadores do ano passado, Barcos ainda não mostrou a regularidade dos tempos de LDU Quito e Palmeiras. Centroavante diferenciado, capaz de fazer pivô e armar jogadas fora da área, é a grande esperança de gols dos gaúchos.   

Olho nele! Eleito melhor lateral-esquerdo do campeonato paranaense de 2013, Wendell terá a oportunidade de virar titular com a saída da revelação Alex Telles. Canhoto, apoia bem, só precisa preocupar-se em marcar melhor. 

Os espiões-adversários: Não há brasileiros nos outros times do grupo.

Aposta OpiniaoFC: Newell’s Old Boys (1º) e Grêmio (2º)  

Grupo 7: Bolívar, Emelec, FLAMENGO e León

Com a saída de Elias, seu principal jogador na temporada passada, o Flamengo trouxe reforços que, se não chegam a empolgar o torcedor, ao menos fortalecem o elenco rubro-negro. No total, nove nomes desembarcaram na Gávea: Alecsandro, Leo, Frickson Erazo, Feijão, Elano, Márcio Araújo, Lucas Mugni, Muralha e Everton Silva

Com um esquema diferente, Jayme de Almeida monta o atual campeão da Copa do Brasil num conservador 4-5-1. Desta forma, mesmo sem ser formidável, o Fla consegue congestionar o meio-campo rival e explorar contra-ataques através das laterais do campo sem expor-se taticamente. Mas, se a venda do artilheiro Hernane para o Shangai Shenhua for confirmada, o Urubu perderá sua principal referência e a tática e certamente será modificada.
  
Para apagar a má impressão quando estreou na competição em 2013 e sequer passaram de fase, os mexicanos do León apostam no toque de bola e na qualidade de passe dos tarimbados Vázquez, Luís Montes, Peña e Rafa Márquez. Do meio para frente, o destaque é o trio estrangeiro formado por Loboa, Boselli (ex-Boca Juniors) e Britos. 

Já equatorianos e bolivianos assusta muito mais pela altitude na qual mandam seus jogos do que pela força dos seus elencos. Base de La Tri, o Emelec mescla a experiência de Guagua e Achilier com a juventude Bolaños, Caicedo e Gaibor. Pode surpreender. O Bolívar, por sua vez, conta com a experiência de Callejón e a velocidade de Arce e Rudy Cardozo. 

Time-base: Felipe; Leonardo Moura, Samir (Chicão), Wallace e André Santos; Victor Cáceres, Amaral, Elano, Éverton e Lucas Mugni (Carlos Eduardo); Hernane (Alecsandro). Técnico: Jayme de Almeida.

Ele é o cara! Principal contratação do Flamengo, Elano chega para comandar o meio-campo da equipe. Experiente, orientará e cadenciará o ritmo de jogo. Além disso, bate muito bem na bola e será importante em jogadas de bola parada.

Olho nele! Mesmo sob a sombra do experiente Chicão e do selecionável equatoriano Erazo, o jovem Samir mostrou personalidade e permaneceu entre os onze titulares. Esguio, sobe muito bem de cabeça e aparece no ataque com frequência.   

Os espiões adversários: Não há brasileiros nos outros times do grupo. 

Aposta OpiniaoFC: Flamengo (1º) e León (2º) 

24.2.14

Copa Libertadores da América - Parte I

Há três semanas iniciou-se a 55ª edição da Copa Libertadores, o mais importante torneio interclubes do continente. Mesmo desfalcada da presença dos clubes paulistas, algo que não acontecia há anos, podemos considerar todos os seis representantes do país como fortes candidatos a levantar o troféu no dia 13 de agosto.


Afinal, não esqueçamos que nos últimos quatro anos, sempre um brasileiro ocupou o lugar mais alto do pódio... Motivos suficientes para confiar em mais um sucesso brasileiro. 

Grupo 1: ATLÉTICO-PR, The Strongest (BOL), Universitario (PER) e Velez Sársfield (ARG) 

Após passar pelo indigesto Sporting Crystal com uma vitória ao apagar das luzes, seguida de novo triunfo nos pênaltis, o Furacão ganhou motivação no torneio. Sem contar com as presenças do imortal Paulo Baier e do promissor Dellatorre, muita coisa mudou. A aposta da vez é o polêmico veterano atacante Adriano que, mais uma vez, promete novos hábitos... 

Com um elenco muito jovem, o novo treinador Miguel Angel Portugal abriu mãos do ofensivo 4-3-3 em detrimento de um conservador 4-3-1-2. O diferencial do esquema passa justamente nos pés dos novos contratados do time da Baixada: o potencial ofensivo do lateral Sueliton (ex-Criciúma) e a boa chegada do “falso volante” Paulinho Dias (ex-Chapecoense) – autor do gol na estreia da fase de grupos contra o The Strongest. 

O Velez Sársfield, atual campeão argentino destaca-se pelo entrosamento. Apenas Insúa deixou a equipe. Se a defesa possui Cubero, Sebá Dominguez e Emiliano Papa, do meio para frente El Fortín tem nomes que já perambularam pela Europa, como Pratto, Mauro Zárate e Canteros. Atenção ao jovem Lucas Romero, volante-revelação do clube de José Amalfitani.

Já The Strongest e Universitario pouco devem amedontrar. Do lado boliviano, além da temida altitude, os destaques são o defensor Bejarano e os já rodados meias Chumacero e Pablo Escobar. Já o campeão peruano possui um jovem elenco no qual sobressaem o promissor ala-esquerdo Edwin Gómez e o ex-atacante do Coritiba Ruidíaz.

Time-base: Weverton; Sueliton, Manoel, Cleberson e Lucas Olaza (Natanael); Deivid, João Paulo e Paulinho Dias; Fran Mérida; Ederson e Marcelo (Zezinho). Técnico: Miguel Angel Portugal. 

Ele é o cara! Apesar de inconstante, Ederson tem faro de gol. Ambidestro, chuta muito forte, cabeceia bem e possui ótimo posicionamento. Centroavante nato. Anotou 21 tentos no último Campeonato Brasileiro e marcou o gol salvador contra o Sporting Cristal. 

Olho nele! Com a ausência de Paulo Baier, o Furacão dependerá do bom rendimento do espanhol Fran Mérida. Formado na categoria de base do Barcelona, enfim, o meia terá uma chance de protagonismo para mostrar que não é uma eterna promessa. 

Os espiões-adversários: Jefferson Faustino, zagueiro (The Strongest) e Dalton, zagueiro (Universitario)

Aposta OpiniaoFC: Vélez Sársfield (1º) e Atlético-PR (2º)

Grupo 2: BOTAFOGO, Independiente Del Valle-EQU, San Lorenzo-ARG e Unión Española-CHI 

Fora da disputa do torneio há 18 anos, o time de General Severiano ainda ressente-se da ausência do craque Seedorf (que aposentou-se para treinar o Milan). Em contrapartida, repatriou o experiente Jorge Wágner para comandar o meio-campo e municiar a nova dupla de ataque formada por Wallyson e “El Tanque” Ferreyra que chega para ocupar as vagas de Rafael Marques e Hyuri (já que ambos foram aventurar-se no futebol chinês). 

No banco, o inexperiente Eduardo Hungaro mantém a base do antecessor Oswaldo de Oliveira e praticamente não muda a espinha dorsal do Fogão. Trata-se de uma equipe veloz, que confia na segurança de sua defesa para armar letais contra-ataques. Foi exatamente assim que o Deportivo Quito sucumbiu em pleno Maracanã e levou 4 gols na pré-Libertadores. 

O San Lorenzo, surpreendente campeão do Apertura argentino, perdeu seu treinador (Juan Antonio Pizzi) para o Valencia, mas manteve a base, com os promissores Kannemann e Angel Correa, além dos experimentados Ortigoza, Piatti e Romagnoli. E se o homem-gol Cauteruccio está machucado, o novo reforço Blandi (ex-Boca Juniors) deve dar conta do recado.

Recheado de argentinos (são seis no total), o Unión Española venderá caro a derrota. A trinca ofensiva dos comandados de Sierra (ex-meia do São Paulo em 1995) formada por Chavez, Gustavo Canales e Matías Campos possui muita qualidade. Já os equatorianos do Independiente contam com uma dupla de meio-campistas que já foi convocada para a seleção: León e Somoza. 

Time-base: Jefferson; Edílson, Doria, Bolivar e Júlio César (Júnior César); Marcelo Mattos, Renato (Gabriel) e Jorge Wagner; Lodeiro e Walysson (Elias); Ferreyra. Técnico: Eduardo Húngaro.

Ele é o cara! Capitão do time, Jefferson passa muita segurança debaixo da meta alvinegra. Tranquilo, mostra muita agilidade e lidera a defesa do time da Estrela Solitária. Além disso, sabe pegar pênaltis, habilidade que pode ser importante em outras fases...

Olho nele! Desde que subiu ao time profissional, em 2012, Doria disputará seu primeiro torneio internacional como titular da equipe. Dono de grande força física e bom cabeceador, terá a oportunidade de mostrar todo seu talento.

Os espiões-adversários: Não há brasileiros nos outros times do grupo. 

Aposta OpiniaoFC: Botafogo (1º) e San Lorenzo (2º)

Grupo 4: ATLÉTICO-MG, Nacional-PAR, Santa Fé-COL e Zamora-VEN 

A grande vantagem do atual campeão da Libertadores foi manter seu elenco praticamente inalterado. As baixas resumiram-se a reservas, como Gilberto Silva, Júnior César e Alecsandro. Na verdade, o retorno de atletas que estavam emprestados e foram bem no ano passado, como Renan Oliveira, André e Leonardo aliada a aquisição de Otamendi, Edcarlos e Pedro Botelho deixa o elenco atleticano mais forte. 

O novo treinador Paulo Autuori, que chega com a missão de apagar a péssima imagem deixada após a precoce eliminação no Mundial de Clubes frente ao Raja Casablanca, mantém o 4-2-3-1 implantado por Cuca que sufoca o adversário em seu campo de defesa, principalmente atuando sob seus domínios. O desafio, porém, será achar uma válvula de escape para modificar o jogo quando o Galo enfrentar retrancas. Algo ausente, desde a saída de Bernard, diga-se de passagem. 

Semifinalista do torneio em 2013, o Independiente de Santa Fé dificilmente é batido na altitude de Bogotá. Com um futebol que valoriza o toque de bola e a velocidade dos atacantes Copete e Cuero, os colombianos possem vários nomes conhecidos como os de Edison Méndez, Omar Pérez e Medina. Na defesa o destaque é o zagueiro De La Cuesta, que já atuou no futebol espanhol. 

Nacional e Zamora deverão ser meros coadjuvantes. O campeão paraguaio do Apertura aposta no entrosamento e na marcação imposta pelos volantes Melgarejo e Torales, além do poderio ofensivo da dupla Bareiro-Benítez. Os campeões venezuelanos, por sua vez, possuem  uma equipe extremamente jovem em que os destaques são o promissor Pedrito Ramírez e o experiente Ynmer González.

Time-base: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Jesús Dátolo (Pedro Botelho); Josué (Landro Donizete) e Pierre; Diego Tardelli, Ronaldinho e Fernandinho; Jô. Técnico: Paulo Autuori.

Ele é o cara! Apesar de veterano, Ronaldinho Gaúcho é o articulador das principais jogadas mineiras. Perigoso, tem muita facilidade para bater na bola e pode decidir nas bolas paradas. Se no início do ano tivesse optado em trocar o Galo pelo Besiktas certamente deixaria saudades...

Olho nele! Apesar de ter 24 anos e não ser nenhum garoto, Pedro Botelho fez um ótimo campeonato nacional pelo Atlético-PR. Com Richarlyson e Eron lesionados deve tornar-se titular no lugar do improvisado Dátolo. E, talvez, não sair mais do time.

Os espiões-adversários: Não há brasileiros nos outros times do grupo.

Aposta OpiniaoFC: Atlético-MG (1º) e Santa Fé (2º)