1.7.09

A capital do futebol brasileiro

Nesta quarta e quinta-feira, todos os olhos se voltarão para Porto Alegre. Mui leal e Valerosa, a capital gaúcha receberá os dois jogos mais decisivos do futebol brasileiro no primeiro semestre que se encerra: Internacional X Corinthians, pela finalíssma da Copa do Brasil, e Grêmio e Cruzeiro, que duelam para decidir quem chega à final da Libertadores, onde qualquer equipe classificada tem grandes chances de ser o soberano das Américas. Em campo, as potências regulares do futebol brasileiro na atualidade: São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Em comum, além da cidade-palco e de todos contarem com reforços vindos da Seleção campeã na África do Sul, muitas polêmicas, que apimentam ainda mais a disputa entre essas quatro equipes, que a meu ver são as melhores do Brasil na atualidade. O episódio das arbitragens, a qual traz à tona velhas feridas entre Inter e Corinthians – os Brasileiros de 1976 e 2005 – promete ferver ainda mais o caldeirão do Gigante da Beira-Rio. O tal DVD sobre possíveis favorecimentos ao Corinthians, além de tumultuar e pressionar a arbitragem, pode dar um quê de violência a peleja. E da mesma forma, pode ser usada como incentivo, tanto para o Colorado quanto ao Timão.

No caso de Grêmio e Cruzeiro – dois dos grandes especialistas em embates mata-mata do futebol brasileiro – a rivalidade para o jogo decisivo é de data mais recente: a suposta ação racista do argentino Máxi Lopez, do Grêmio, para com Elicarlos, do Cruzeiro. Declarações polêmicas de Autuori e Souza contrastam com a indignação de atletas cruzeirenses com o suposto ocorrido, como Wagner e Kléber. Este último, de temperamento instável e talento inegável, pode facilmente ser envolvido ou desencadear uma ação violenta na decisão. É só puxar sua ficha corrida. Ou decidir o jogo favoravelmente à Raposa.

Se as polêmicas – alimentada desnecessaria e exageradamente – não entrarem em campo, os jogos têm tudo para serem os melhores do ano, os mais brigados e emocionantes. Os anfitriões gaúchos têm a difícil missão de reverter uma vantagem de dois gols. Dois a zero pro Grêmio basta. Para o Inter, leva a uma decisão por pênaltis. Não levar gol é primordial para o êxito dos rivais sobre os forasteiros. No entanto, Cruzeiro e Corinthians sabem jogar fora de seus domínios, graças aos seus treinadores copeiros e oriundos da escola gaúcha: Adílson Batista e Mano Menezes. E sabem jogar com a vantagem embaixo do braço. O Corinthians foi batido somente três vezes fora de casa – duas com o time misto ou reserva – e os cruzeirenses só foram derrotados uma vez nesta Libertadores e empataram outra, vencendo as outras nove partidas. Mas a única derrota cruzeirense na competição foi para o Estudiantes, por acachapantes 4-0. Enquanto isso, o Colorado possui o ataque mais positivo desta Copa do Brasil, com 19 gols em 11 partidas. Já o Grêmio chegou ao mata-mata com a melhor campanha da Libertadores, o que lhes deu a vantagem de decidir esse confronto – e uma eventual final – no Estádio Olímpico.

Timão e Raposa desfrutam, sem dúvida, grande vantagem. Que Tricolor e Colorado podem reverter perfeitamente, dado às qualificações de seus elencos. Se Porto Alegre fará jus ao nome, não se sabe. Contudo, a capital do futebol brasileiro vai tremer com dois grandes jogos. E apesar de eventuais burradas daqui ou acolá, que sejam grandes pelejas, como as que o Rio Grande do Sul já se acostumou há tempos. Decididas dentro das quatro linhas.

29.6.09

Sem dúvida, Fabuloso!

Inspirado, Luís Fabiano comandou a virada brasileira sobre os EUA com dois gols: O camisa nove se ratifica como jogador-chave na Seleção de Dunga

A conquista do tricampeonato na Copa das Confederações mostra que boa parte desse elenco voltará a África do Sul em 2010 para a disputa do Mundial – mesmo com o Brasil ainda não garantido oficialmente, quem duvida? E mesmo sem ser um gênio das táticas, Dunga vai formando um grupo coeso, cada vez mais comprometido com o espírito aguerrido que o treinador mostrava na sua época de atleta da Seleção. Além da lateral-esquerda, uma das maiores dificuldades desses três anos da era Dunga era encontrar um nome para a camisa nove. Em um post publicado neste espaço em outubro de 2007 (Cadê o 9?), escrevi sobre a falta de um nome confiável para o comando de ataque canarinho. Dunga havia testado Vagner Love, Rafael Sóbis e Afonso Alves, todos sem sucesso.

Em novembro daquele mesmo 2007, Luís Fabiano voltava à Seleção – não era chamado desde a Copa América de 2004 -, convocado para substituir o contundido Afonso Alves, para os jogos das Eliminatórias diante de Peru e Uruguai. As poucas chances de gol na partida diante dos peruanos – que terminou em 1-1 – e a disposição mostrada por Luis Fabiano ao entrar no segundo tempo, em lugar de Love, encorajaram Dunga a mexer no setor, na partida seguinte, contra o Uruguai no Morumbi. Palco do surgimento do centroavante para o futebol, quando de sua passagem pelo São Paulo, o novo titular da camisa nove não decepcionou: com a Celeste vencendo por um a zero, chamou a responsabilidade e marcou os gols da virada brasileira, aliviando um pouco a barra de Dunga, questionadíssimo àquela altura.

Em 2008, mesmo alternando bons e maus momentos com a equipe, Luis Fabiano foi mantido no comando de ataque. Marcou seis gols, três deles no amistoso diante de Portugal que tirou a uruca brasileira de quase um ano sem marcar um gol em campos tupiniquins, desde os dois gols do próprio Fabuloso sobre os uruguaios. E ainda sob desconfiança de alguns, foi mantido no comando de ataque. Com justiça.

A confiança de Dunga em seu futebol começa a render frutos. Neste 2009, marcou oito gols em oito partidas, cravando a impressionante média de um gol por partida. E disputando essa Copa das Confederações, Fabiano ratificou qualquer eventual dúvida que ainda pairava sobre o seu merecimento entre os 11 titulares. Artilheiro da competição com cinco gols e eleito o Bola de Prata – injustamente, perdeu para Kaká – o centroavante do Sevilla mostra que é peça primordial dessa equipe, ao lado de Júlio César e Kaká. Artilheiro do Brasil na era Dunga – 16 gols em 19 jogos - e vice-artilheiro das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa, Luís Fabiano não prima pela técnica, é do tipo clássico do centroavante: rompedor, eficiente na jogada aérea, não tem medo de chutar e não se esconde do jogo. Como visto na partida diante dos estadunidenses neste domingo, onde seus gols trouxeram o Brasil de volta à partida, que culminou com a virada e o título, sacramentados por Lúcio.

Mesmo com um Robinho ineficiente em ajudá-lo nas ações ofensivas, Luis Fabiano e Kaká vem suprindo a falta de futebol do jogador do Manchester City. E a sombra de Ronaldo – dono da nove nas três últimas Copas – vai se dissipando ante a um matador esforçado, raçudo e com estrela, até aqui. E essa confiança e entrosamento são benéficas ao Brasil, que vai se ajustando aos poucos e mesmo com eventuais contestações, certamente chegará forte, mas com os pés no chão, para a competição de verdade em 2010. E a aposta em Luis Fabiano é mérito total de Dunga.

27.6.09

E a aura de estrategista?

O episódio sobre a venda de Keirrison foi a gota d’água para a estadia de Vanderlei Luxemburgo à frente do Palmeiras. Por conta da negociação quase fechada entre Keirrison-Traffic-Barcelona, o atacante se ausentou de treinos e foi à Curitiba, com consentimento da diretoria do clube. Mas não com a de Luxa, que não hesitou em “dispensar” K9 do clube caso a negociação entre palmeirenses e catalães não se concluísse: “Dei proteção e agora ele não respeitou os companheiros. Se concretizar a negociação é só colocar outro aqui em seu lugar. Se não concretizar não é problema meu. Aqui, comigo, não joga”, afirmou ao GloboEsporte.com. E a “quebra de hierarquia” destronou o técnico, em mais um episódio onde ele mostra que, por vezes, o profissional se coloca acima do clube e da instituição que o paga - muito bem, por sinal.

Em pouco mais de um ano e meio de Palmeiras, um bom começo de trabalho com a conquista do Paulistão de 2008. Mas depois que Henrique – repassado ao mesmo Barcelona – saiu da zaga que o técnico começava a maturar, o setor nunca mais foi o mesmo. E o Palmeiras deixou escapar um Brasileiro pelo qual ficou por muito tempo brigando pela liderança. No Paulista desse ano, após começo fulminante, caiu vertiginosamente de produção e acabou eliminado pelo Santos. Na Libertadores, penou para se classificar durante a fase de grupos, levou a vaga do Sport na loteria dos penais e foi eliminado por um aguerrido, mais muito mais deficiente tecnicamente Nacional de Montevidéu, após dois empates. Isso com o apoio da Traffic para buscar reforços ao elenco ao fim de 2008.

Na parte tática, quase sempre o técnico escalava uma equipe diferente, principalmente na defesa. E quase nenhuma de suas “apostas” para 2009 vingou até aqui – apenas Cleiton Xavier e Armero, em um pacotão que incluía nomes como Jumar, Edmilson, Maurício Ramos, Ortigoza, e Fabinho Capixaba, entre outros. Há pouco mais de uma semana, PVC publicava em seu blog uma comparação entre os investimentos feitos em Luxemburgo e Mano Menezes, que assumiram, respectivamente, Palmeiras e Corinthians na mesma época. Apenas em salários, o ex-comandante palmeirense custou R$ 4,5 milhões a mais do que Mano. Além dos vencimentos, o custo-benefício no mesmo período aponta grande discrepância, ao analisarmos os elencos e resultados obtidos. Como o próprio PVC apontou, com a contratação de praticamente o mesmo número de atletas neste período – 32 pelo Palmeiras e 30 pelo Corinthians – Mano conseguiu montar uma espinha dorsal forte e um elenco competitivo e vencedor - duas finais de Copa do Brasil, um Paulistão e o título da Série B - em um Corinthians recém-rebaixado, enquanto Luxemburgo viu a maionese desandar após a derrocada do time comandado por ele no Campeonato Brasileiro, a qual quase custou a vaga palestrina nesta edição de 2009 Libertadores.

Como abordado neste blog há 15 dias no post “Perseguidos ou Perseguidores”, Luxa culpava a tudo e a todos pela instabilidade do Palmeiras. Menos a sua incapacidade de montar e comandar o elenco alviverde. Além da falta de profissionalismo ao “excluir” Keirrison do elenco, nunca é demais se lembrar de episódios polêmicos, como da vez que atacou de comentarista durante o jogo de seus próprios comandados, válido pela Copa Sul-Americana de 2008 diante do Argentinos Jrs., na Argentina. Além de não estar com o time reserva – o titular priorizava a disputa do certame nacional – não poupou críticas aos jogadores em campo na transmissão global. Uma atitude, no mínimo, pouco inteligente. Inteligência que também faltou na intransigência dele no caso Keirrison, o qual municiou ainda mais aos cardeais palmeirenses, que vinham pedindo há tempos a cabeça do treinador.

O mais estranho é que essa atitude parece ter sido arquitetada pelo próprio treinador para forçar a sua saída. Não havia qualquer especulação forte sobre o fato e o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo o defendia com unhas e dentes, de torcedores e dirigentes que exigiam veementemente sua saída. Eis que, antes de todos os sites esportivos, Luxemburgo fez questão de comunicar que o Palmeiras o havia demitido por “quebra de hierarquia”, via twitter e em seu blog, hospedado no UOL, exatamente à 00h44 min. Quase quinze minutos antes da notícia veiculada pelo próprio portal, por volta da 1h. E na calada da noite, a quarta passagem de Luxemburgo no Palmeiras terminou. Com a aura de estrategista e manager - que sempre o consagrou através da carreira de técnico - bem mais opaca do que quando chegou, vindo do Santos.

25.6.09

O velho e o novo

Para os italianos, essa Copa das Confederações, além de desastrosa no que diz respeito aos resultados, mostrou que a Itália ficou dependente demais da geração campeã do mundo em 2006, três anos mais velha. Marcelo Lippi – co técnico campeão em 2006 e que retornou ao cargo em julho de 2008 – ainda não encontrou o fio da meada para inserir novos jogadores e mesclá-los aos jogadores que ainda são de grande valia para a Squadra Azzurra. Dos 23 convocados para a Copa das Confederações, 12 estavam no elenco vitorioso de 2006. Muitos deles não vem atravessando boas fases em seus clubes, e por consequência, na seleção também, tais como Camoranesi, Toni, Iaquinta e Zambrotta e até mesmo o capitão Cannavaro. E pela experiência, todos eles fizeram parte do time-base de Lippi que fracassou nesta Copa das Confederações.

A vitória pouco convincente frente aos americanos na estréia – com um homem a menos durante boa parte do jogo – e o fraco desempenho ante aos egípcios na derrota da segunda partida não foram suficientes para que Lippi fizesse grandes modificações na estrutura da equipe. O prodígio Giuseppe Rossi - responsável direto pela vitória frente aos EUA ao sair do banco e marcar dois gols – não foi bem contra o Egito, assim como a equipe como um todo. Precisando marcar gols e contragolpear o Brasil, ele retornou com a formação de ataque inicial, com Iaquinta aberto na esquerda e Toni fixo, mesmo com Rossi e Gilardino gozando de melhor fase na temporada européia. Um Camoranesi apático, que pouco produziu deixava Simone Pepe – que poderia perfeitamente se utilizado como terceiro atacante e ajudar a compor o meio – só entrou quando a maionese já tinha desandado. O jovem e pródigo ala Davide Santon pouco foi testado, vendo Grosso e Dossena - pouco eficientes em campo - jogarem durante o torneio.

Claro que não é preciso fazer uma revolução no elenco. Mas além de testar pra valer alguns nomes e deixar outros velhos conhecidos no vinagre, Lippi pode dar chance a jovens e bons valores, como o bom meia atacante Sebastian Giovinco, - atualmente disputando a fase final do Europeu sub-21 com a Itália - ou reconvocar o bad boy Antonio Cassano, que fez boa temporada pela Sampdoria, após alguns anos de ostracismo. Apesar do comportamento instável, Cassano tem características que cairiam bem à Itália de Lippi e o atacante não fez grandes bobagens em campo em sua estadia na Samp. Mais instável emocionalmente que Cassano, mas também de talento latente, Mario Balotelli seria outra opção de teste na linha de frente. A palavra de ordem é mesclar a geração tetracampeã com outros atletas – no atual elenco, Montolivo, Gamberini, Quagliarella e Palombo – ou com algum dos nomes sugeridos nesse post.

A má campanha na África do Sul serve de alerta aos italianos, apesar do torneio ser, na prática, mais um tubo de ensaio para a Copa de 2010. No entanto, vale lembrar que os últimos campeões do Mundo padeceram do mal que atualmente aflige a Itália: o da pouca renovação dos elencos campeões mundiais. Em 2002, a França – eliminada ainda na primeira fase – contava com 14 atletas campeões em 1998 no elenco. E em 2006, o Brasil levou oito campeões para a Alemanha, sendo que seis deles – Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Gilberto Silva, Ronaldinho e Ronaldo – faziam parte do time-base de ambas. E se Lippi não abrir o olho, a Itália pode decepcionar novamente, desta vez pra valer, na África do Sul.

23.6.09

Até onde vai a arrogância?

O São Paulo tem a fama de ser um clube de elite. Muitos de seus torcedores e cartolas gostam de se gabar de suas origens, dos restaurantes caros que frequentam e das roupas de grife que vestem, seja no clube ou nas numeradas do Morumbi. Até os nome dos cartolas soam elitistas: João Paulo de Jesus Lopes e Carlos Augusto de Barros e Silva. Como se já não bastasse, as recentes conquistas da Libertadores, do Mundial e do inédito tricampeonato Brasileiro, o sexto do clube, elevaram a arrogância tricolor a níveis extremos.

Em nome dessa arrogância, o São Paulo esnobou o uso do Morumbi pelo Corinthians – o maior pagador de aluguel do estádio, um dinheiro que ajuda, e muito, na sua manutenção. Dirigentes gostam de dizer que basta receber um grande show (Madonna, por exemplo) para compensar. Não seria muito melhor conciliar os shows com a renda proporcionada pelo rival? Isso porque estamos passando por uma tal de crise econômica e o clube quer reformar o estádio para a Copa.

Pois é, a Copa. Há tempos, o clube é um opositor da CBF – finalmente seria um bom sinal. Mas por causa da competição a ser realizada no Brasil, fez as pazes com Ricardo Teixeira (será que ele aceitou? Alguém duvida que ele ficaria muito, mas muito contente, se aparecer algum outro projeto para a capital paulista?). A obsessão pela inclusão do estádio como uma das sedes desviou a atenção do clube e o futebol ficou em segundo plano.

O clube ainda acumulou inimizades nos últimos anos: rompeu com a FPF, presidida pelo poderoso e influente Marco Polo Del Nero; tentou formar um grupo com Palmeiras e Corinthians para afrontar a federação – alem de não conseguir, ficou de fora da união entre os três; tentou formar um grupo independente no Clube dos 13, mas brigou com o Flamengo no episódio da Taça das Bolinhas (cadê ela?); Pelo andar da carruagem, sem nenhum apoio, alem é claro dos inúmeros problemas apontados no projeto de reforma do Morumbi, é bem capaz de, alem de ter adiado o sonho do tetra no torneio continental, ficar sem receber jogos do Mundial.

E ainda tem o Muricy, “apenas” o único treinador a conseguir ser tricampeao Brasileiro consecutivamente. Mas a quarta eliminação na Libertadores foi a gota d’água. Juvenal Juvêncio, reconhecidamente um entendedor de futebol , não conseguiu segurar o treinador, como fez no ano passado. Cedeu ao apelo da meia dúzia de dirigentes, aqueles que gostam de sentar na numerada. Mandou embora o único treinador que podia levar o clube a mais um Brasileiro - alguém duvida?.

Ainda durante a trágica derrota para o Cruzeiro, a torcida gritava o nome de Muricy, que, em nome da instituição, como ele mesmo disse, não quis colocar o dedo na ferida e disciplinar alguns jogadores do elenco. Simples, Muricy não faz o tipo “gentleman”, que a diretoria tanto gostaria de ver.

Resta saber, agora, como Juvenal - que de tão sábio é o único que toma todas as decisões, coisas de uma diretoria “moderna” - vai conciliar o controle sobre a equipe, agora nas mãos da incógnita Ricardo Gomes, com a intenção de colocar o Morumbi como sede da Copa do Mundo. Mas o são-paulino não deve se preocupar: trata-se da melhor diretoria do país....