Em pleno Pacaembu, Santos e Audax ficam no empate:
E olha que ficou barato para o Peixe...
Apesar de ser o único estreante do Campeonato Paulista de
2014, o Grêmio Osasco Audax aparece nas manchetes pelos resultados obtidos,
como o empate com o Santos por um gol ou a vitória frente a Portuguesa por 4 a
2. O que poucos sabem é que, mesmo tendo menos de 30 anos de existência, o time
já acumula várias curiosidades e polêmicas em sua breve história.
Fundado no final de 1985 sob o nome de Pão de Açúcar Esporte
Clube, o time criado pelo empresário Abílio Diniz tinha uma proposta simples:
criar um clube que pudesse promover a prática de esporte a crianças e jovens de
baixa renda que fosse patrocinado pela rede de supermercados da família. Tanto
que, o foco do projeto inicial era o atletismo. Futebol mesmo, só a partir de
2003.

Dono de campanhas avassaladoras, passados três anos, já
estava na Série A-2. Com o objetivo de atrair mais torcedores, mudou o nome
pela primeira vez e tornou-se o Audax São Paulo. Com campanhas cada vez mais
regulares tanto na Segundona quanto na Copa Paulista (torneio disputado no
segundo semestre com equipes que não participam do Campeonato Brasileiro e dá
vaga a Copa do Brasil, cujo o Audax foi vice-campeão em 2012 e 2013), o acesso
parecia questão de tempo.

A polêmica decisão não foi bem vista por nenhum dos dois
lados já que audaxenses alegam que o Grêmio Osasco “usou” o acesso do rival
para fazer com que o município da Grande São Paulo enfim tivesse um clube na
Série A-1. Os osasquenses, por sua vez, não se sentem familiarizados com o novo
time...
Desde que o ex-meio-campista Fernando Diniz foi contratado
para ser o treinador do Audax, no ano passado, o time apresentou uma nova proposta
de jogo. Numa mescla entre o “tiki-taka” espanhol e o carrossel holandês de
1974, os lobos vermelhos trouxeram uma inovação tática nos gramados
paulistas, o Futebol Total.
O 3-3-3-1 com variações de 3-4-3 e 4-5-1 implantado pelo novo treinador inova em diversos
sentidos:
Não há posição fixa. Com exceção ao centroavante que fica mais
fixo no ataque, todos os atletas circulam pelo campo tanto na defesa quanto no
ataque. É por isso que o lateral Velicka muitas vezes apresenta-se como um
verdadeiro ponta ou o veterano volante Francis torna-se quase que um beque
central...
Não há chutão. A exemplo do que pratica o Barcelona, o time
geralmente detém a maior porcentagem de posse de bola em suas partidas, já que
os jogadores costumam sair jogando e o toque de bola é prioridade. Logicamente,
a premissa de não desperdiçar a bola tentando um lance menos costumaz faz com
que o time arrisque poucos chutes de fora da área e seja pouco efetivo.

Não há retranca. O Grêmio Audax Osasco prioriza a marcação sob
pressão. Não há excessos defensivos e o time propõe-se a pressionar o rival.
Não à toa, sofre com os contra-ataques, nos quais o bom goleiro Felipe Alves
pouco pode fazer.
Obviamente, não é sempre que o esquema revolucionário dos aurirrubros
traz resultados. Afinal, por várias vezes o time acaba punido por sua ausência
de objetividade ou por alguma desobediência tática de seus jogadores. Mas uma
coisa é certa: quem não viu nenhum jogo do Grêmio Osasco está perdendo a
oportunidade em ver um time diferente, longe da mesmice conservadora da maioria
dos times pequenos.
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