10.6.08

Euro 2008 - Grupo A

Depois de uma primeira rodada em que os times mais tradicionais venceram, o Grupo A poderá definir o primeiro time já classificado para as quartas-de-final da competição, no caso, aquele que for o vencedor entre República Tcheca e Portugal. Já Suíça e Turquia enfrentam-se sob a ameaça de serem eliminados por antecipação. Palpites? Acredito que nada está resolvido e que os tchecos não têm bala para alcançar a próxima fase, sendo superados pelos anfitriões no apagar das luzes. O jeito é esperar para ver...

Suíça
Dá pra sonhar com as quartas?

Os anfitriões entram na competição européia motivados a apagar a insossa campanha na última Copa do Mundo, quando foram eliminados nas oitavas-de-final, após empatarem 4 partidas sem gols. Para piorar, a Suíça não tem tradição no torneio e em suas duas participações ainda não conseguiu conquistar uma vitória sequer.

Para quebrar este incomodo tabu, a base helvética foi rejuvenescida. No meio-campo, velhas figurinhas carimbadas como Vogel e Wicky cederam espaço para belas promessas como Gelson Fernandes e Inler. Outra troca foi no gol. Saiu Zuberbühler, em má fase, para a entrada do seguro Benaglio. O único setor que foge a esta regra é a defesa, que segue escalada com os jovens Senderos e Lichtsteiner no centro e com os veteranos Muller e Magnin nas alas.

Pior do que a derrota diante da República Tcheca na estréia, foi a contusão do seu principal ponto de referência: Alexander Frei. Em um time que já não se destaca ofensivamente, a ausência do experiente atacante poderá ser crucial. O jeito é restabelecer a confiança perdida, já que a Suíça mostrou que tem plenas condições de beliscar uma vaguinha na próxima fase.

O time: Goleiros: Diego Benaglio (Wolfsburg), Pascal Zuberbühler (Neuchatêl Xamax-SUI) e Eldin Jakupovic (Grasshoppers-SUI). Defensores: Johan Djourou (Arsenal), Ludovic Magnin (Stuttgart), Philippe Senderos (Arsenal), Stephan Lichtsteiner (Lille), Stéphane Grichting (Auxerre), Christoph Spycher (Eintracht Frankfurt), Patrick Müller (Lyon) e Philipp Degen (Borussia Dortmund). Meias: Benjamin Huggel (Basel), Ricardo Cabanas (Grasshoppers-SUI), Gökhan Inler (Udinese), Hakan Yakin (Young Boys-SUI), Daniel Gygax (Metz), Gelson Fernandes (Manchester City), Tranquillo Barnetta (Bayer Leverkusen) e Valon Behrami (Lazio). Atacantes: Alexander Frei (Borussia Dortmund), Marco Streller (Basel), Eren Derdiyok (Basel) e Johan Vonlanthen (Red Bull Salzburg).
Técnico: Jacob Kuhn.

Na história: Disputou a fase final duas vezes (em 1996 e 2004)
Ele é o cara! Com a ausência de Frei, a responsabilidade de armar as jogadas cai sobre os pés de Tranquillo Barnetta. Apesar da estréia ruim, o meia de 23 anos é muito técnico e tem um forte chute de meia distância.
Olho Nele! O cabo-verdiano Gelson Fernandes tem 21 anos e ganhou destaque nesta temporada ao cair nos encantos de Sven Eriksson, ex-técnico de seu time, o Manchester City. Volante veloz que tem bom poder de antecipação, não é raro vê-lo aparecer como elemento-surpresa no ataque.
Pontos Fortes: Joga em casa e isso sempre serve como motivação. Possui um sistema defensivo entrosado que é difícil de ser superado. Bolas paradas cobradas por Yakin e os cruzamentos de Magnin ou Müller podem ser fatais.
Pontos Fracos:
O time é muito novo, que pode abalar-se em momentos decisivos. Falta um atleta que possa decidir. Se o ataque com Frei já era fraco, sem ele tornar-se-á ainda mais ineficaz.

República Tcheca
Um time sem meia de ligação

A esmagadora campanha que a República Tcheca obteve na fase preliminar da Euro não condiz com a realidade do seu pragmático futebol apresentado em campo. O lento processo de aposentadoria dos seus principais atletas da década de 90 deixaram a seleção fisicamente mais forte e menos talentosa. Hoje, os tchecos não mostram nem de longe aquele encantador futebol protagonizado pela dupla Poborsky-Nedved em 1996.

Tentando apagar o vexame da precoce eliminação na Copa do Mundo de 2006, os tchecos contam com duas baixas, já que Pavel Nedved decidiu aposentar-se e Rosicky encontra-se machucado. A ausência de ambos faz com que a seleção perca seus principais articuladores e fique refém de jogadas aéreas muito mais previsíveis. Assim, Plasil torna-se o único meia capaz de levar a bola com certa qualidade para os remates de um isolado Koller. Mais atrás, o remanescente Galasek tentará liderar um meio-campo recheado por atletas inconstantes como Jarolim ou Polak.

No entanto, a defesa tcheca permanece forte com a presença do experiente quarteto formado por Grygera-Ujfalusi-Rozehnal-Jankulovski. Isso sem contar Cech no gol. Mas parece muito pouco para um time que tenta surpreender os favoritos.

O time: Goleiros: Petr Cech (Chelsea), Jaromir Blazek (Nuremberg) e Daniel Zitka (Anderlecht). Defensores: Zdenek Grygera (Juventus), Marek Jankulovski (Milan), Zdenek Pospech (Kobenhavn-DIN), Michal Kadlec (Sparta Praga), Tomas Ujfalusi (Fiorentina) e David Rozehnal (Newcastle). Meias: Jan Polak (Anderlecht), Tomas Galásek (Nuremberg) Radoslav Kovac (Spartak Moscou), David Jarolim (Hamburgo), Marek Matéjovsky (Reading), Tomás Sivok (Besiktas) Rudolf Skácel (Hertha Berlim) e Jaroslav Plasil (Osasuna). Atacantes: Libor Sionko (Kobenhavn-DIN), Martin Fenin (Eintracht Frankfurt), Jan Koller (Nuremberg), Václav Sverkos (Banik Ostrava-RTC), Stanislav Vlcek (Anderlecht) e Milan Baros (Portsmouth).
Técnico: Karol Bruchner

Na história: Vice-campeã em 1996. Como parte da ex-Checoslováquia sagrou-se campeã em 1967.
Ele é o cara! Com a aposentadoria de Nedved não há outro nome tão badalado quanto o de Petr Cech. Trata-se de um goleiro diferenciado, com bons reflexos e ótimas saídas de gol. Não à toa é considerado por muitos como o melhor arqueiro do Velho Continente.
Olho Nele! Martin Fenin não estreou nesta Eurocopa, mas é melhor guardar seu nome. Preciso, sabe chutar com as duas pernas e cabeceia bem. Matador nato. Aos 21 anos, após despertar o interesse da Juventus, acabou negociado com o Eintracht Frankfurt e marcou 3 gols em sua primeira partida.
Pontos Fortes: A defesa é muito consistente e tem grande experiência internacional. Utiliza-se muito das jogadas de linha de fundo e dos escanteios cobrados por Jankulovski. Plasil é muito veloz e pode surgir como elemento-surpresa.
Pontos Fracos: Sem Rosicky, o time perde seu único articulador central e seu melhor chutador de longa distância. Koller não encontra um aparceiro ideal de ataque. Normalmente “pipoca” quando enfrenta rivais mais tradicionais.

Portugal
Para esquecer 2004

Conviver com a fama de favorito. Esse é o principal desafio da seleção portuguesa nesta Eurocopa. Depois da traumática derrota diante da Grécia na final do torneio passado, nossos patrícios tentam o inédito título com uma equipe muito mais madura e certamente mais talentosa.

O fato dos portugueses, nesta edição, não contarem com Maniche (em má fase) ou com os já aposentados (em termos de seleção) Luís Figo e Pauleta não prejudica o poderio ofensivo do time. Afinal, em 4 anos, vários nomes surgiram e se afirmaram no cenário futebolístico luso, como o talentoso Miguel Veloso, o técnico João Moutinho, o habilidoso Ricardo Quaresma ou o rápido Nani. Opções não faltam...

No gol, Ricardo continua intacto, enquanto que na zaga, Ricardo Carvalho, muito mais maduro, agora tem a companhia do seguro luso-brasileiro Pepe. Nas alas, Miguel perdeu espaço para o ascendente Bosingwa e o veterano Paulo Ferreira assumiu o lado esquerdo (talvez a posição mais fraca dentre os titulares). Daí pra frente, temos a presença de um xerife experiente (Petit), um meia taticamente quase perfeito (Deco), um “carregador de piano” (Simão) e um rodado centroavante (Nuno Gomes). Isso sem falar do melhor jogador de futebol da atualidade: Cristiano Ronaldo. Parece pouco para conquistar o caneco? Só resta confirmar o favoritismo, que digamos, às vezes parece muito difícil...

O time: Goleiros: Ricardo Alexandre Martins Soares Pereira (Betis), Nuno Herlander Simões Espírito Santo (Porto), Rui Pedro dos Santos Patrício (Sporting). Defensores: Paulo Renato Rebocho Ferreira, (Chelsea), Bruno Eduardo Regufe Alves (Porto), José Bosingwa da Silva (Porto), Fernando José da Silva Freitas Meira (Stuttgart), Luís Miguel Brito Garcia Monteiro (Valencia), Jorge Miguel de Oliveira Ribeiro (Boavista), Képler Laveran Lima Ferreira “Pepe” (Real Madrid), Ricardo Alberto Silveira Carvalho (Chelsea). Meio-campistas: Raul José Trindade Meireles (Porto), Armando Gonçalves Teixeira “Petit” (Benfica), João Filipe Iria Santos Moutinho (Sporting), Miguel Luís Pinto Veloso (Sporting), Anderson Luis de Souza “Deco” (Barcelona). Atacantes: Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro (Manchester United), Hugo Miguel Pereira de Almeida (Werder Bremen), Simão Pedro Fonseca Sabrosa (Atlético de Madrid), Ricardo Andrade Quaresma Bernardo (Porto), Luís Carlos Almeida da Cunha “Nani” (Manchester United), Nuno Miguel Soares Pereira Ribeiro (Benfica) e Hélder Manuel Marques Postiga (Porto).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Na história: Vice-campeão em 2004.
Ele é o cara! Como se não bastasse ser campeão nacional e continental com o Manchester United, Cristiano Ronaldo conseguiu a artilharia de ambas competições. É um atleta diferenciado, que dispensa apresentações. Um título na Euro apenas reafirmaria o provável status de melhor do mundo que Cristiano deve conquistar no fim do ano.
Olho Nele! João Moutinho já é um jogador consagrado em Portugal há quase dois anos. Sua espantosa regularidade e sua capacidade de saber armar tão bem quanto defende fez Felipão reservar um lugar entre os 11 para o jovem volante de 22 anos.
Pontos Fortes: Conta não só com o melhor meio-campo de toda Europa, mas também com o mais habilidoso. Com Pepe, o miolo de zaga tornou-se mais alto, mais forte e o time toma menos gols de cabeça. Se alguém não estiver rendendo, Felipão tem um ótimo banco de suplentes.
Pontos Fracos: O lado esquerdo da defesa apresenta algumas falhas e é vulnerável a contra-ataques. Falta um centroavante nato que tenha um aproveitamento melhor do que Nuno ou Postiga. A falta de tradição em conquistar títulos normalmente prejudica os lusos na hora do mata-mata.

Turquia
Hora de renovar

Após a Turquia acabar a Copa do Mundo de 2002 numa inesperada terceira colocação, muitos críticos acreditavam na ascendência do futebol turco. Porém, os fracassos acumulados nas campanhas posteriores diante de equipes inexpressivas, como Suíça e Letônia, mostraram que superar a equipe dos Bálcãs não era tão difícil.

Hoje, o elenco não conta com vários atletas de 2002, como Manzis ou Sas. Recentemente, as últimas vítimas desta renovação foram o meia Basturk e o consagrado ídolo Hakan Sukur. Sem eles, a Turquia entra com um time bem menos experiente. Assim, a esperança turca encontra-se no meio-campo liderado pelo capitão Emre Belozoglu, único remanescente dos áureos tempos e completado com o eficiente brasileiro naturalizado Mehmet Aurélio e o habilidoso Kazim Kazim.

O problema são os outros setores. No ataque, o matador Nihat não encontra um parceiro a altura, enquanto que na defesa, Servet Çetin é o único nome que se destaca. A coisa anda tão feia que, com a lesão do promissor Gökhan Gönül, Fatih tem que improvisar o meia Hamit Altintop na lateral-direita. De bom mesmo, apenas a vantajosa troca de Rustu por Volkan Demirel. Enfim, diante destas circunstâncias, fica difícil acreditar numa possível classificação turca. Arrancar dois ou três pontos já seria lucro.

O time: Goleiros: Rüştü Reçber (Besiktas), Tolga Zengin (Trabzonspor) e Volkan Demirel (Fenerbahçe). Defensores: Servet Çetin (Galatasaray), Hakan Balta (Galatasaray), Gökhan Zan (Besiktas), Emre Güngör (Galatasaray), Emre Aşık (Galatasaray) Uğur Boral (Fenerbahçe) e Sabri Sarıoğlu (Galatasaray). Meias: Emre Belözoğlu (Newcastle), Mehmet Topal (Galatasaray), Marco “Mehmet” Aurélio Brito dos Prazeres (Fenerbahçe), Tümer Metin (Larissa-GRE), Arda Turan (Galatasaray), Ayhan Akman (Galatasaray) Hamit Altıntop (Bayern de Munique-ALE). Atacantes: Nihat Kahveci (Villarreal), Semih Şentürk (Fenerbahçe), Gökdeniz Karadeniz (Rubin Kazan-RUS), Tuncay Şanli (Middlesbrough), Colin “Kazim” Kazim-Richards (Fenerbahçe) e Mevlüt Erdinç (Sochaux).
Técnico: Fatih Terim.

Na história: Alcançou as quartas-de-final em 2000.
Ele é o cara! Nihat Kahveci fez uma bela temporada no futebol espanhol e ajudou o Villareal na conquista de um inédito vice-campeonato nacional. Rápido e oportunista, depois da aposentadoria de Sukur, tornou-se o maior goleador do time.
Olho Nele! Arda Turan tem apenas 21 anos e já é visto como um dos principais nomes de seu clube, o Galatasaray. Velocista, consegue aliar uma boa visão de jogo com um excelente domínio de bola. Pode ser uma das gratas surpresas desta Euro.
Pontos Fortes: O meio-campo turco é forte, pegador e tem certa qualidade com a bola nos pés. Volkan está numa fase melhor do que a do seu antecessor. Fatih Terim é um bom treinador e faz com que certos atletas rendam seu máximo.
Pontos Fracos:
A defesa turca é frágil e complica-se com bolas aéreas. Falta um atacante que possa fazer uma boa parceria com Nihat. A juventude da equipe atrapalha.

8.6.08

Uma final para a História

Rafael Nadal conquistou há poucos minutos o quarto título seguido de Roland Garros. Aos 22 anos, ele se tornou, ao lado de Bjorn Borg, o segundo jogador a ganhar quatro na seqüência. Com um pequeno detalhe: ele disputou apenas 4 vezes o torneio. Forte, concentrado e tenaz, Rafa praticamente nem olhou quem estava do outro lado da quadra.

No primeiro set, esse domínio do espanhol ficou ainda mais evidente. Federer estava irreconhecível e não viu a bola passar, antes de Nadal fechar em 6-1. É impressionante como o jovem tenista é regular durante todo o jogo. São raros os momentos em que ele demonstra descontrole emocional. Durante a final então, isso não aconteceu.

Para o segundo set, Federer passou a usar sua principal arma contra Nadal, as bolas curtas no meio da quadra. Mais ousado, o suíço conseguiu equilibrar a partida, mas esbarrou em pequenas falhas que se tornaram um grande problema quando o espanhol quebrou seu saque, fechando o set na seqüência em 6-3.

O último set foi um passeio. Nadal sabia que essa seria sua grande chance de fazer um final arrasadora contra o maior da história. Ligadíssimo na partida, ele abriu uma vantagem de 4-0. Daí, foi só administrar a vantagem e fechar a partida com um humilhante 6-0, o chamado pneu.. Nadal, hoje, é um dos maiores nomes do esporte mundial.

Com o final da temporada do saibro, Federer vai voltar a ficar em evidência no tênis. Em Wimbledon e nos Estados Unidos, ele deverá se igualar a Pete Sampras e se tornar o maior ganhador da história, com 14 Grands Slams. O suíço é genial. Único e, se não fosse o espanhol, já teria vencido pelo menos dois Roland Garros. Mesmo assim, poderá ter sua carreira maculada pela não conquista do maior torneio de terra batida do mundo.

Para Nadal, ficará a honra de ter freado o avanço de um monstro e, depois do jogo de hoje, a certeza de que ele é o maior jogador da história do saibro.

5.6.08

Euro 2008 – Grupo B

Na opinião da maioria dos especialistas, o grupo mais fácil desta edição da Eurocopa. Revitalizada pela boa campanha realizada na Copa do Mundo e classificada para o torneio sem maiores dificuldades, a Alemanha assume o posto de favorita a liderança da chave. No entanto, a briga promete ser dura contra a boa Croácia, de jovens valores, que desbancou a poderosa Inglaterra na luta pela fase final da Euro. Apesar do sentido desfalque de Eduardo da Silva, a equipe conta com novos talentos, mesclados a experiência de jogadores do porte de Klasnic, Robert e Niko Kovac, Srna e Simic. Todos muito bem treinados por Slaven Bilic. A experiente Polônia – de Roger Guerreiro, brazuca naturalizado polonês – corre por fora e promete ser o fiel da balança deste grupo. Já a anfitriã Áustria tenta se reafirmar novamente no cenário do futebol europeu, já que não disputa uma comeptição de grande porte em 1998.

Áustria
Só juntos poderemos vencer!


Além da grande oportunidade de sediar a Euro, a Áustria tem a chance de ensaiar um retorno ao cenário europeu. Nunca havia participado de uma fase final de Eurocopa, apesar de ter sete Copas do Mundo no currículo. Mas a tarefa do técnico Josef Hickersberger será árdua. Com poucos jogadores conhecidos a nível europeu, certamente ele tentará empolgar o time usando o fator casa. O zagueiro Sebastian Prödl, quarto lugar com a Áustria sub-20 no último mundial da categoria, pode alcançar algum destaque. Ao lado de Prödl, o Wunderteam conta com alguns jogadores tarimbados, como o goleiro Manninger, o zagueiro Pogatetz e o atacante Roland Linz, com boas passagens pelo futebol português. Ainda no elenco, está o experiente meia Ivica Vastic, único remanescente do grupo austríaco que foi à Copa do Mundo de 1998. Com 38 anos, o veterano meia - que marcou um gol naquela Copa, no empate de 1-1 com o Chile - pode contribuir ao elenco com sua experiência em grandes competições. Mas na prática, a Áustria tem grandes chances de ser o grande saco de pancadas da Eurocopa.

O time: Goleiros: Alexander Manninger (Siena/ITA), Jürgen Macho (AEK/GRE) e Ramazan Öczan (Hoffenheim/ALE) Zagueiros: György Garics (Napoli/ITA), Ronald Gercaliu (Austria Viena/AUT), Martin Hiden (Austria Kärnten/AUT), Markus Katzer (Rapid Viena/AUT), Jürgen Patocka (Rapid Viena/AUT), Emanuel Pogatetz (Middlesbrough/ING), Sebastian Prödl (Sturm Graz/AUT), Martin Stranzl (Spartak Moscou/RUS). Meias: René Aufhauser (Salzburg/AUT), Christian Fuchs (Mattersburg/AUT), Martin Harnik (Werder Bremen/ALE), Andreas Ivanschitz (Panathinaikos/GRE), Ümit Korkmaz (Rapid Viena/AUT), Christoph Leitgeb (Salzburg/AUT), Jürgen Säumel (Sturm Graz/AUT), Joachim Standfest (Austria Viena/AUT), Ivica Vastic (Linz/AUT). Atacantes: Erwin Hoffer (Rapid Viena/AUT), Roman Kienast (HamKam/NOR), Roland Linz (Sporting Braga/POR).
Técnico: Josef Hickersberger

Na história: Estréia em fases finais da Eurocopa
Ele é o cara! O atacante Roland Linz, transferido na última temporada para o Braga. Fez bom papel na Copa da UEFA, com cinco gols anotados. Tem boa presença de área
Olho Nele! Revelação do último mundial sub-20, Prödl é o jovem titular da zaga austríaca. De olho no potencial dele, o Werder Bremen tratou de contratá-lo para a próxima temporada.
Pontos Fortes: Em um time de poucos destaques, o fator casa pode ajudar.
Pontos Fracos: Falta consistência ao grupo. A Áustria passou o mais de um ano - entre o fim de 2006 e o início de 2008 - sem ganhar um amistoso sequer, o que mostra a ineficácia como equipe.

Croácia
Com os torcedores até o topo da Europa

Um time em franca evolução. É como podemos definir a Croácia após a chegada de Slaven Bilic, em julho de 2006. O fiasco na Copa – quando perdeu a vaga na segunda fase para a Austrália – fez com que a juventude de Bilic (apenas 37 anos) investisse na juventude croata. Mesmo com a ausência de Eduardo, o técnico aposta muitas fichas em jovens como o zagueiro/ala Vedran Corluka, Ivan Rakitic e principalmente, em Luka Modric. O meia, de apenas 22 anos, foi contratado pelo Tottenham por vultuosos 21 milhões de euros. É o grande maestro da equipe. Além dele, também conta com velhos conhecidos dos campos europeus tais como Dario Simic, Robert e Niko Kovac, Niko Kranjcar, Ivica Olic e Ivan Klasnic, que dão o equilíbrio necessário a equipe. Depois de desbancar a Inglaterra nas eliminatórias, a Croácia pode surpreender e chegar longe, pois muitos consideram esta geração a melhor desde a Copa de 1998, quando os croatas atingiram o terceiro posto.

O time: Goleiros: Stipe Pletikosa (Spartak Moscou/RUS), Vedran Runje (Lens/FRA) e Mario Galinovic (Panathinaikos/GRE). Defensores: Vedran Corluka (Manchester City/ING), Dario Simic (Milan/ITA), Robert Kovac (Borussia Dortmund/ALE) e Josip Simunic (Hertha Berlim/ALE)Dario Knezevic (Livorno/ITA), Hrvoje Vejic (Tom Tomsk/RUS). Meias: Danijel Pranjic (Heerenveen/HOL), Darijo Srna (Shakhtar Donetsk/UCR), Niko Kovac (Salzburg/AUT), Luka Modric (Tottenham/ING), Niko Kranjcar (Portsmouth/ING), Jerko Leko (Monaco/FRA), Ivan Rakitic (Schalke 04/ALE), Ognjen Vukojevic (Dinamo Zagreb/CRO) e Nikola Pokrivac (Monaco/FRA). Atacantes: Mladen Petric (Borussia Dortmund/ALE), Ivica Olic (Hamburgo/ALE), Ivan Klasnic (Werder Bremen/ALE), Igor Budan (Parma/ITA)e Nikola Kalinic (Hajduk Split/CRO)
Técnico: Slaven Bilic

Na história: Quartas-de-final, em 1996
Ele é o Cara! Toda a Europa está de olho em Luka Modric. Vendido a preço de ouro para o Tottenham, o meia é a grande esperança de Bilic. Caindo pela direita, podemos esperar boas investidas e bolas preciosas aos experientes atacantes croatas. originadas por este habilidoso meia.
Olho Nele: Se tiver oportunidades de atuar, o jovem Ivan Rakitic pode aparecer bem na Euro. Já encara com naturalidade a titularidade no Schalke, com apenas 20 anos. E tem tudo para formar, no futuro, ótimo meio campo com Modric.
Pontos Positivos: Vem crescendo de produção nos últimos anos. Desde o início da fragmentação da Iugoslávia, em 1991, é a seleção mais forte e tradicional dos Balcãs. Tem um meio-campo forte e uma defesa balanceada.
Pontos Negativos: A perda de Eduardo da Silva certamente será sentida na equipe. Sem ele, Bilic conta com nomes que não são um poço de confiança. O melhor atacante do elenco, Klasnic, voltou recentemente ao futebol após um transplante e ainda está sem total ritmo de jogo. Por isso, ainda não é o titular da equipe.

Alemanha
Alemanha - uma equipe - um objetivo

Boa parte da base da Copa 2006 está no time dirigido pelo sucessor e pupilo de Jürgen Klinsmann, Joachim Löw. Após o surpreendente terceiro lugar na Copa, a Alemanha aposta as fichas na dupla Ballack-Klose. O primeiro chega de um bom final de temporada, onde foi um dos responsáveis pela ascensão do Chelsea até as finais da Premier League e da Champions League. Já Klose é a esperança de gols da equipe. Clamando por uma renovação no gols da Nationalmannschaft, Löw aposta suas fichas no experiente Lehmann, que atravessa fase ruim e se transferiu ao Atuttgart, devido a falta de oportunidades no Arsenal, seu ex-clube. As boas investidas do lateral Lahm e a cadência de jogadores do porte de Frings e Schweinsteiger são outras boas qualidades da seleção alemã. Já a zaga é forte, boa na bola aérea, porém muito lenta, o que pode complicar o time quando receber investidas de jogadores como os jovens velocistas da Croácia.

De qualquer forma e pela tradição, é a favorita pela primeira vaga às quartas. Mas com a Croácia mordendo nos calcanhares. E no mata-mata, amigos, a Alemanha cresce. E pode novamente chegar ao topo da Europa, ratificando sua condição de grande equipe do futebol europeu.

O time: Goleiros: Jens Lehmann (Arsenal/ING), René Adler (Bayer Leverkusen/ALE) e Robert Enke (Hannover/ALE). Defensores: Philipp Lahm (Bayern de Munique/ALE)Marcell Jansen (Bayern de Munique/ALE),Clemens Fritz (Werder Bremen/ALE),Per Mertesacker (Werder Bremen/ALE), Heiko Westermann (Schalke 04/ALE), Christoph Metzelder (Real Madrid/ESP) e Arne Friedrich (Hertha Berlim/ALE). Meias: Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique/ALE), Torsten Frings (Werder Bremen/ALE), Tim Borowski (Werder Bremen/ALE), Michael Ballack (Chelsea/ING), Thomas Hitzlsperger (Stuttgart/ALE), Piotr Trochowski (Hamburgo/ALE), Simon Rolfes (Bayer Leverkusen/ALE). Atacantes: Miroslav Klose (Bayern de Munique/ALE), David Odonkor (Bétis/ESP), Lukas Podolski (Bayern de Munique/ALE), Mario Gómez (Stuttgart/ALE), Kevin Kuranyi (Schalke 04/ALE)e Oliver Neuville (Borussia Mönchengladbach/ALE).
Técnico: Joachim Löw

Na história: Tricampeã (1972, 1980 e 1996).
Ele é o Cara! Depois de um período de certo “ostracismo” no Chelsea, Michael Ballack parece ter reencontrado o bom futebol dos tempos de Bayern e seleção. Foi uma das peças-chave para a arrancada do Chelsea nesta temporada. È o grande líder e termômetro da equipe.
Olho Nele: Vice-artilheiro da última Bundesliga com 19 gols, Mario Gómez, 22, promete fazer uma dupla de frente letal com o experiente Klose.
Pontos Positivos: A base da Copa está mantida e o entrosamento pode ser um trunfo a favor da equipe. Aliada a ele, o surgimento de bons valores como Adler, Rolfes e Gómez, promete aumentar o poder de fogo do time.
Pontos Negativos: Uma zaga lenta na bola rasteira, o que pode favorecer jogadas rápidas, como tabelas e lançamentos, principalmente nas costas de Lahm, que apóia bastante o ataque. Além disso, o veterano goleiro Lehmann passa por péssima fase e não deveria estar como titular.

Polônia
Porque só o desporto e a diversão contam

Talvez a Polônia esteja um pouco mais na boca dos brasileiros por conta da convocação do lateral/meia Roger Guerreiro, ex-Corinthians e Flamengo. Após a naturalização, Roger vem empolgado para representar a Polônia. Além dele, a seleção polaca conta com uma equipe experiente, que fez bonito para chegar até a fase final, deixando times como Sérvia e Bélgica de fora desta Euro.

Sem grandes estrelas, o time do técnico Leo Beenhakker aposta na experiência de nomes como o ótimo goleiro Artur Boruc, o meia Krzynówek e os atacante Zurawski e Smolarek. O jogo-chave para a tão almejada classificação para o mata-mata será na última rodada, contra a forte Croácia. Até lá, tem de segurar a Alemanha e bater na Áustria para chegar com alguma chance frente aos croatas. Uma missão difícil, diga-se de passagem. A baixa fica pelo corte por contusão do meia Jakub Błaszczykowski, prontamente substituído pelo jogador do Hertha Berlim, Lukasz Piszczek.

O time: Goleiros: Artur Boruc (Celtic/ESC), Tomasz Kuszczak (Manchester United/ING) e Lukasz Fabianski (Arsenal/ING). Defensores: Jacek Bak (Áustria Viena/AUT), Marcin Wasilewski (Anderlecht/BEL), Pawel Golanski (Steaua Bucareste/ROM), Mariusz Jop (Moscou/RUS), Adam Kokoszka (Wisla Cracóvia/POL), Jakub Wawrzyniak (Legia Varsóvia/POL) e Michal Zewlakow (Olympiacos/GRE). Meias: Dariusz Dudka (Wisla Cracóvia/POL), Wojciech Lobodzinski (Wisla Cracóvia/POL), Lukasz Piszczek (Hertha Berlim/ALE), Mariusz Lewandowski (Shakhtar Donetsk/UCR), Rafal Murawski (Lech Poznan/POL), Lukasz Gargula (GKS Belchatow/POL), Jacek Krzynowek (Wolfsburg/ALE), Michal Pazdan (Gornik Zabrze/POL) e Roger Guerreiro (Legia Varsóvia/POL). Atacantes: Euzebiusz Smolarek (Racing Santander/ESP), Maciej Zurawski (Larissa/GRE), Tomasz Zahorski (Gornik Zabrze/POL) e Marek Saganowski (Southampton/ING).
Técnico: Leo Beerhakker

Na história: Estréia em fases finais da Eurocopa
Ele é o Cara! Em um time sem grandes estrelas, Artur Boruc mostra-se como uma referência em sua posição. O goleiro do Celtic está sendo sondado para jogar em um grande clube europeu, talvez o Milan. É bom goleiro e vem se destacando há algum tempo, tanto no Celtic, quanto na seleção.
Olho Nele: Após uma transferência sem grandes pretensões para o futebol polonês, Roger Guerreiro teve o aval do técnico Beerhakker para se naturalizar polonês. Versátil, pode rapidamente ser alçado a titular no limitado meio-campo dos polacos durante a Eurocopa.
Pontos fortes: É um time experiente. As eliminatórias mostraram que pode segurar bem uma partida, esperando o adversário e saindo na boa.
Pontos Fracos: A defesa pode não ser nenhuma maravilha, mas até segura a bronca. Já o ataque possui pouquíssimas opções e é lento e previsível.

Mais Eurocopa no Opinião FC:
Euro 2008 - Grupo C

3.6.08

Euro 2008 - Grupo C

Como já é tradição no Opinião FC, faremos uma análise da Eurocopa 2008, que promete agitar este meio de ano no planeta bola. Um torneio que terá como grandes atrações a defesa de título da atual campeã Grécia, o Grupo da Morte - que coloca frente a frente campeão e vice da última Copa do Mundo, além da ausência da seleção inglesa, muito sentida pelos admiradores do esporte bretão. Optamos por uma análise fora da ordem alfabética dos grupos por conta da disponibilidade de tempo dos membros do blog. Mas nem por isso ela deixará de ser menos detalhada e pontual, já que estamos a poucos dias da grande estréia.

Toda a competição que se preze tem um grupo mais fácil, alguns grupos medianos e o grupo mais complicado, ou como gostam os futebolísticos de plantão, o “Grupo da Morte”. Na Eurocopa 2008 não é diferente, o Grupo C é considerado pela maioria, senão por todos, o mais difícil e competitivo desta fase inicial do torneio.Vamos ter nada menos que França, Holanda, Itália e Romênia brigando por duas vagas na próxima fase.

O Opinião FC pesquisou o que há de melhor e de pior para este grupo. A competição da seu chute inicial a partir do dia 7 de junho na Áustria e Suíça, países-sede do segundo maior evento do futebol entre seleções. Na descrição das seleções, a mensagem que estará nos ônibus personalizados que transportarão os elencos, escolhida pelos próprios torcedores através do site da UEFA.com.


França
Vivemos juntos, vibramos juntos

Com a aposentadoria do craque Zinedine Zidane houve quem pensasse que a França cairia de produção, mas não foi o que aconteceu. A seleção francesa, apesar de alguma irregularidade, classificou-se em segundo primeiro lugar do Grupo B das eliminatórias da Euro e, se ainda não tem um craque à altura de Zidane, tem alguns jogadores decisivos e experientes. O ídolo Thierry Henry do Barcelona tem a responsabilidade de fazer os gols acontecerem, mas é no craque e um dos principais jogadores da temporada do Bayern de Munique, Franck Ribery, que a torcida francesa deposita suas expectativas. A grande ausência dos Bleus será a ausência de David Trezeguet, vice-artilheiro do campeonato italiano, por opção - esquisita, diga-se de passagem - do técnico Domenech.
Como está no chamado “Grupo da Morte” a França encontrará dificuldades, mas deve se classificar em segundo lugar no grupo.

O time: Goleiros: Steve Mandanda, Grégory Coupet e Sébastien Frey. Zagueiros: Jean-Alain Boumsong, Eric Abidal, William Gallas, Patrice Evra, François Clerc, Lilian Thuram, Sébastien Squillaci e Willy Sagnol. Meias: Patrick Vieira, Claude Makelele, Florent Malouda, Samir Nasri, Jérémy Toulalan, Lassana Diarra e Franck Ribéry. Atacantes: Karim Benzema, Nicolas Anelka, Thierry Henry, Bafétimbi Gomis e Sidney Govou.
Técnico: Raymond Domenech
Na história: Bicampeã (1984 e 2000)
Ele é o Cara! Ribery, principal jogador da Bundesliga 2007/08. Jogador habilidoso, rápido e imprevisível.
Olho Nele: Karim Benzema, destaque do hepta do Lyon. Atilheiro da Ligue 1, o jovem de apenas 20 anos tem a tarefa de substituir Trezeguet. E está o fazendo com muita competência até aqui.
Pontos Positivos: A base é o time vice-campeão da Copa de 2006. Com uma equipe eficiente e mesclado com jogadores experientes e ótimas revelações, a França possui um meio-campo com muita mobilidade (Ribéry e Malouda) e no ataque o técnico Raymond Domenech possui armas muito perigosas (Anelka, Benzema e Henry). Além disso, a França perdeu o título mundial para a Itália e terá uma ótima chance para “se vingar” dos italianos nesta primeira fase.
Pontos negativos: A aposentadoria de Zidane ainda é considerada um ponto negativo pelos franceses. Além disso, o maior artilheiro da França, Henry, ainda não encontrou no Barcelona o futebol que mostrou no Arsenal. A defesa não é mais tão jovem e deve se preocupar com os velozes atacantes da Itália e da Holanda.

Itália
O céu é sempre mais azul...

A Itália chega à Euro 2008 com a responsabilidade de brigar pelo título. A atual campeã mundial venceu a Eurocopa há 40 anos atrás, em 1968, e busca o bicampeonato no torneio. Apesar de estar no grupo mais difícil da competição, a Itália possui um ótimo conjunto e deve passar para a próxima fase. Com um time formado pelos experientes jogadores que participaram da conquista da Copa do Mundo de 2006, é favorita ao título. O problema maior é que no grupo C temos mais dois favoritos ao título, Holanda e França, e apenas duas vagas para as quartas-de-final. Certamente, a ausência do capitão da Azzurra, Fabio Cannavaro será muito sentida, pois o zagueiro foi cortado da equipe devido a uma contusão. Em seu lugar, Donadoni convocou Alessandro Gamberini, da Fiorentina.

O time: Goleiros: Gianluigi Buffon, Marco Amélia e Morgan De Sanctis. Zagueiros: Christian Panucci, Fabio Grosso, Giorgio Chiellini, Fabio Cannavaro, Andrea Barzagli, Gianluca Zambrotta e Marco Materazzi. Meias: Gennaro Gattuso, Daniele De Rossi, Simone Perrotta, Andrea Pirlo, Massimo Ambrosini, ,Mauro Camoranesi, Alberto Aquilani. Atacantes: Antonio Cassano, Alessandro Del Piero, Luca Toni, Antonio Di Natale , Fabio Quagliarella e Marco Borriello.
Técnico: Roberto Donadoni

Na história: Campeã em 1968
Ele é o Cara: Luca Toni. Desandou a fazer gols no Bayern. Artilheiro do Alemão na primeira temporada, o grandalhão é ótimo no jogo aéreo e sabe usar da estatura avantajada, além de arrematar com precisão.
Olho Nele: Marco Borriello. Fiasco no Milan, o jogador fez ótimo campeonato pelo modesto Genoa, marcando 19 gols no Calcio, ficando apenas atrás dos consagrados Del Piero e Trezeguet na busca pela artilharia.
Pontos Positivos: Com um time entrosado e com ótimas peças em todos os setores a Itália tem tudo para fazer bonito: Gianluigi Buffon no gol, Materazzi na zaga, Pirlo no meio e o artilheiro Luca Toni no ataque. A defesa é forte, o meio-campo é entrosado e o ataque tem um fazedor de gols.
Pontos negativos: Geralmente a Itália não inicia bem uma competição e o time vai se acertando ao longo do torneio. No entanto, estando no “Grupo da Morte” qualquer descuido pode ser fatal (Na Euro 2004 a Itália foi eliminada na primeira fase). Outro destaque negativo é a contusão do experiente zagueiro Fábio Cannavaro, que se machucou em um treino e está fora da competição

Holanda
Uma missão, um sentimento, todos unidos somos laranja

Nas eliminatórias européias, a Holanda ficou atrás da Romênia, levantando dúvidas de sua real capacidade na Euro 2008. No entanto, a Oranje chegou neste grupo para transformá-lo no mais complicado da primeira fase desta Eurocopa. Os holandeses conta com o ótimo goleiro Edwin Van Der Sar, o meia-atacante Robin Van Persie, o atacante Ruud Van Nistelrooy e o veloz Arjen Robben para passar à segunda fase do torneio. No entanto, o trabalho do técnico Van Basten será complicado, já que terá pela frente nesta primeira fase dois favoritos ao título, França e Itália.
Em outro grupo a Holanda seria favorita à primeira colocação, mas no “Grupo da Morte” ela é a terceira força e deve ficar de fora das quartas-de-final.

O time: Goleiros: Edwin Van Der Sar, Henk Timmer e Maarten Stekelenburg. Zagueiros: André Ooijer, Johnny Heitinga, Joris Mathijsen, Giovanni Van Bronckhorst, Mário Melchiot,Wilfred Bolma, Tim de Cler e Khalid Boulahrouz. Meias: Demy de Zeeuw, Orlando Engelaar, Wesley Sneijder, Arjen Robben, Nigel de Jong, Ibrahin Afellay e Rafael Van Der Vaart. Atacantes: Robin Van Persie, Ruud Van Nistelrooy, Dirk Kuyt, Klaas-Jan Huntelaar e Jan Vennegoor of Hesselink.
Técnico: Marco Van Basten

Na história: Campeã em 1988
Ele é o Cara! Nistelrooy. Apesar de contusão recente, o matador do Real Madrid marcou 20 gols e foi uma das peça-chave para o bicampeonato espanhol merengue. Experiente, vive grande fase.
Olho Nele: Wesley Sneijder fez oa parceria com Nistelrooy no Real. O sucesso ode se repetir na Euro, principalmente nas bolas paradas e passes precisos.
Pontos Positivos: O time é forte e tem jogadores decisivos, como o atacante Van Nistelrooy, meias rápidos para fazer a ligação entre defesa e ataque, como o rápido Robben e um ótimo goleiro, Van Der Sar. Além disso, os holandeses tiveram boas atuações nas últimas cinco Eurocopas, vencendo uma, chegando em três semifinais e a uma quarta-de-final.
Pontos Negativos: A seleção holandesa depende muito de alguns jogadores (citados nos pontos positivos) e não consegue manter uma hegemonia na qualidade de seus atletas. Isso pode pesar de forma negativa em um grupo tão complicado com o Grupo C.

Romênia
Romênia, estamos orgulhosos de ti e te amamos

A Romênia pode ser considerada o “Patinho Feio” do Grupo C. Com pouca tradição na Eurocopa, o time romeno teve o azar de cair em um grupo que tem França, Itália e Holanda agora terá que correr muito e apostar numa “zebra” para se classificar.
O técnico Victor Piţurcă aposta no talento do atacante Adrian Mutu da Fiorentina e na experiência do defensor Cristian Chivu da Internazionale para tentar surpreender seus adversários. No entanto, isso é muito pouco para um torneio tão disputado e, salvo uma “zebra enorme”, o time romeno deve cair na primeira fase da competição.

O time: Goleiros: Bogdan Lobont, Marius Popa e Eduard Stancioiu. Zagueiros: Cosmin Contra, Rãzyan Rat, Gabriel Tamas, Cristian Chivu, Mirel Rãdoi, Cristian Sapunaru, Sorin Ghionea, Dorin Goian, Cosmin Moti e Stefan Radu. Meias: Florentin Petre, Paul Codrea, Rãzyan Cocis, Bãnel Nicolitã, Adrian Cristea e Nicolae Dica. Ataque: Ciprian Marica, Adrian Mutu, Marius Niculae e Daniel Niculae.
Técnico: Victor Piţurcă

Na história: Quartas-de-final (2000)
Ele é o cara! Principal jogador romeno desde a aposentadoria de Hagi, Adrian Mutu venceu um doping por cocaína para se tornar o principal jogador da Romênia.
Olho Nele: O atacante Ciprian Marica, de apenas 22 anos. Estreou na seleção com apenas 18 anos e conseguiu se transferir para o Stuttgart no início da temporada.
Pontos Positivos: A Romênia é o grande azarão do Grupo C, por isso não tem o que perder. A equipe deve jogar fechada na defesa e explorar os contra-ataques com o bom atacante Adrian Mutu, que tem futebol para surpreender os adversários.
Pontos Negativos: A equipe é mediana, não possui nenhuma tradição no torneio europeu e ainda por cima caiu no chamado “Grupo da Morte”. Desgraça pouca é bobagem.

2.6.08

Barril de Pólvora

Caso André Luis: Desequilíbrio e despreparo dos envolvidos no episódio causaram cenas lamentáveis em Recife

Coloque em um estádio acanhado um jogador desequilibrado, policiais despreparados e torcedores provocados. O resultado é a palhaçada que aconteceu dentro no Estádio dos Aflitos, na partida entre Náutico e Botafogo. Para mim, está claro porque o futebol brasileiro vê seus craques irem embora as pressas, seus times estarem falidos e seus estádios, quase sempre às moscas: Toda a estrutura do “negócio futebol” é comprometida. Muitos jogadores medianos e "sem-cérebro", policiais despreparados e dirigentes “língua-grande”.

O Botafogo estava visivelmente nervoso em campo, resultado de mais uma eliminação na história recente do alvinegro. Talvez essa reação fosse normal – até certo ponto – jogando num estádio que é um verdadeiro caldeirão com um time caseiro e que vai pra cima. O número excessivo de faltas claramente enervou os ânimos, culminando com a expulsão de André Luis. O grande pivô dessa confusão foi o zagueiro botafoguense e isso é consenso. Atitudes imbecis como as que ele teve devem ser punidas exemplarmente. Por muito menos, times e jogadores já levaram ganchos exagerados. Mas a reação da polícia pernambucana foi extremamente irracional. Por mais que o jogador tenha esbravejado, ofendido ou o que quer que tenha sido o estopim para o caso, não justifica em nada o alvoroço que os policiais causaram nos Aflitos. O contingente em volta dos botafoguenses claramente poderia incitar a torcida e coisas mais graves teriam acontecido. As agressões gratuitas ao jogadores do Botafogo, como Diguinho, Alessandro e Fábio - todos desarmados e tentando ajudar - também mostra o quão estúpida foi a atitude da polícia pernambucana. Uma falha lamentável e que provavelmente não terá nenhum responsável punido, porque a polícia – não só a pernambucana, mas de qualquer outro estado brasileiro – será conivente e corporativista, deixando o caso cair no esquecimento da imprensa e dos torcedores.

Além da atitude lamentável da polícia, os dirigentes deram mostras do quanto são irracionais. Não podem treinar clubes de massa nem dirigir federações, em hipótese nenhuma. Depoimentos inflamados, bairristas e inconseqüentes puseram ainda mais lenha na fogueira. Para uns, o estado de Pernambuco não pode mais receber jogos de grande porte. Para outros, o Náutico está sendo perseguido porque é um clube nordestino e com visibilidade limitada dentro do Brasil. “Os clubes não têm nada a ver com essa história, mas peço que a CBF avalie a possibilidade de não serem realizados jogos não apenas no Estádio dos Aflitos, mas no estado todo”, disse Rubens Lopes, presidente da FERJ ao globoesporte.com. E se juntando a causa do rival, o presidente do Sport tomou as dores do acontecido, já que “ a Polícia Militar [de Pernambuco] é a melhor do Brasil. A culpa da confusão foi do zagueiro do Botafogo, que estava desequilibrado e ofendeu tanto a torcida quanto os policiais”. Opinião do presidente do Sport, Luciano Bivar. Está armado o barraco, que pode até mesmo ter reflexos na final da Copa do Brasil, que terá a finalíssima na Ilha do Retiro, e em outras partidas nas quais cariocas viajarão até Recife para encarar Sport e Náutico, com possíveis retaliações ou boicotes.

Até o fato da tenente Lucia Helena – que na minha opinião agiu equivocadamente no episódio, contribuindo decisivamente para toda a confusão – ser mulher causou diversos discursos inflamados e preconceituosos. Assim como ocorreu com a bandeirinha Ana Paula Oliveira, após os erros capitais do ano passado, “agravados” por simplesmente se tratar de uma mulher.

Apoio incondicionalmente uma Copa no Brasil, apesar de todas as críticas e dificuldades. No entanto, o Brasil deve começar a pensar além de apenas construir estádios e infra-estrutura para o evento. Devemos estar preparados psicologicamente para receber uma competição de tal porte. E o exemplo, seja qual for a situação, sempre deve vir das autoridades. Senão, vira confusão. Como nos Aflitos.