Para a infelicidade de corinthianos, palmeirenses e santistas, mais uma vez o ano do futebol brasileiro vai ser depositado ao time mais vencedor do país, o São Paulo Futebol Clube. Organizado, frio, calculista, e, principalmente, comandado pelo maior treinador do país, Muricy Ramalho.
Impressionante. Assim pode ser destacada a determinação do time na reta final de campeonato. A partida de hoje foi apenas um espelho de uma equipe aguerrida que mostrou como vencer de forma soberana o torneio mais importante do país.
Sorte de Campeão. O time passou por momentos que poderiam ter levado o sonho do hexa por água abaixo, como bolas na trave e impedimentos improváveis... Alheios a tudo isso, alguns jogadores deram um show de competência. Jorge Wágner, Borges, Miranda, André Dias e Hernanes....
Ídolo e predestinado. Rogério Ceni deu show de profissionalismo na reta final. Segurou as declarações exarcerbadas, controlou os colegas, levou a imprensa em banho-maria e ainda participou do gol do título. Tricampeão, é cada vez mais um dos jogadores mais especiais que já passaram por nossos gramados. E o mais importante, o maior com a camisa tricolor...
Longe de polêmicas. O tricolor dá certo porque esses profissionais citados acima fogem de dívidas com imprensa. Ficam fora de polêmicas idiotas em véspera de clássicos e se preocupam em trabalhar nos treinamentos. No início do campeonato, disse que o Palmeiras seria campeão com tranqüilidade se conseguisse se afastar dos episódios que marcaram a vida de Luxemburgo. Não conseguiu. Mais uma vez as páginas policias ganharam destaque e o título foi embora...
Vale o registro. Celso Roth lava a alma e fecha o ano calando a boca de boa parte da imprensa. Caio Júnior mais uma vez perde a chance de se tornar grande. Adílson Batista faz sua parte e mostra força para o futuro. Keirrison escreve seu nome na história do brasileirão. Ano que vem, ele não deve estar por aqui...
Força e Honra. O Vascão virou vasquinho. Renato Gaúcho vai brincar na segunda divisão. Romário, que defendeu Eurico, é xingado no dia da queda e a torcida reverencia o maior representante da integridade do futebol brasileiro, Edmundo. Títulos, gols e fortuna não valem nada se não há caráter... E o Eurico vai entender isso a partir do ano que vem, quando o time cruzmaltino ressurgir sob o comando de Dinamite...
Brinde a bandidagem. Ricardo Teixeira e companhia brindam o sucesso do campeonato mais disputado da era dos pontos corridos... E ficaremos mais uma vez a mercê das canalhices de alguns cartolas...
Faltou falar. O espetáculo que a torcida do Grêmio deu após a partida foi comovente. Comemoraram com os jogadores a luta pelo título até a última rodada. Coroaram a conquista de um time sem estrelas que deu uma surra em muitos gigantes... O Grêmio não perdeu o campeonato. O tricolor gaúcho conquistou o vice!!
Pelo menos em campo, a organização venceu... ainda bem!