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8.9.12

Enfim, a Copa de 2014 começa na Europa

Espanhóis comemoram o título da Copa de 2010: 
A trajetória na busca pelo bi já começou..
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 Neste feriado iniciaram-se as Eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2014. As 53 seleções do Velho Continente estão divididas em 9 grupos, nos quais o campeão credencia-se automaticamente para a disputa do torneio no Brasil, enquanto que os oito melhores segundo colocados vão para a repescagem, na qual classificar-se-ão mais quatro equipes. Diante disso, o Opinião FC dá uma rápida explanação acerca de cada grupo. Confira:

Grupo A: Bélgica, Croácia, Escócia, Macedônia, País de Gales e Sérvia 
Grupo difícil de realizar prognóstico. Único que não tem um “saco de pancadas” definido. Provavelmente será aquele que não conquistará vaga na repescagem. Croatas surgem como favoritos, mas devem tomar cuidado com os promissores elencos sérvios e belgas. Escoceses e galeses correm por fora.

Grupo B: Armênia, Bulgária, Dinamarca, Itália, Malta e República Tcheca
Cheira a possível zebra. Os vice-campeões europeus historicamente demoram a demonstrar bom futebol e devem tomar cuidado para não serem surpreendidos. Dentre os “encardidos” búlgaros, os retranqueiros tchecos e os habilidosos dinamarqueses, fico com os nórdicos.

Grupo C: Alemanha, Áustria, Cazaquistão, Ilhas Faroe, Irlanda e Suécia 
A geração de Ozil, Muller e companhia surge como favorita numa chave bastante equilibrada. Austríacos e irlandeses, porém, passam por um processo de renovação em seu selecionado. A experiência internacional dos suecos deve fazer a diferença.

Grupo D: Andorra, Estônia, Holanda, Hungria, Romênia e Turquia 
Depois da vexaminosa campanha na Euro 2012, os holandeses não devem encontrar dificuldades para se classificarem. Se não houver nenhuma zebra, os turcos devem garantir-se no segundo posto. No restante, apenas os húngaros deverão complicar.

Grupo E: Albânia, Chipre, Eslovênia, Islândia, Noruega e Suíça 
Grupo mais fraco tecnicamente. Amadurecidos, com a mesma base da Copa de 2010, os suíços devem liderar a chave. Já os decadentes noruegueses não devem ser páreo para a forte defesa eslovena liderada pelo ótimo goleiro Samir Handanovic.

Grupo F: Azerbaijão, Irlanda do Norte, Israel, Luxemburgo, Portugal e Rússia
Barbada. Portugueses e russos devem brigar entre si apenas para decidir as primeiras posições. Vantagem para a o time de Cristiano Ronaldo e Nani. Entre os demais, apenas os norte-irlandeses podem aparecer como uma surpresa.

Grupo G: Bósnia e Herzegovina, Eslováquia, Grécia, Letônia, Liechtenstein e Lituânia 
Equilíbrio. Aos trancos e barrancos os gregos devem conseguir a liderança da chave, enquanto que bósnios, eslovacos e letões brigam pela outra vaga. Dentre os três, acredito que a equipe comandada pelo trio Misimovic-Dzeko-Ibisevic leve a melhor.

Grupo H: Inglaterra, Moldávia, Montenegro, Polônia, San Marino e Ucrânia 
Apesar do favoritismo, os ingleses terão trabalho para superar seus rivais (exceto Moldávia e San Marino). Ucranianos e poloneses têm grande experiência internacional e possuem grandes defesas, mas aposto nos ascendentes montenegrinos. Têm time para chegar à Copa.

Grupo I: Bielorrússia, Espanha, Finlândia, França e Geórgia 
Os bicampeões europeus e atuais campeões mundiais devem sobrar neste grupo. Pior para os franceses que estão em processo de renovação e não poderão perder pontos para as outras equipes para garantirem-se entre os melhores segundos colocados.

Apostas Opinião FC:
Classificados para a Copa: Alemanha, Croácia, Espanha, Grécia, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal e Suíça.
Repescagem: Bósnia e Herzegovina, Dinamarca, Eslovênia, França, Montenegro, Rússia, Suécia e Turquia

7.9.12

Independência ou Morte

Leandro Damião comemora com Oscar o seu gol no
último amistoso da Seleção contra a Suécia
Hoje, a partida contra a África do Sul será o oitavo amistoso que a Seleção Brasileira realizará neste ano. Até agora, o retrospecto é meramente razoável. Cinco vitórias contra equipes medianas: Bósnia-Herzegovina, Dinamarca, Reino Unido, Estados Unidos e Suécia e duas derrotas frente a rivais continentais, como México e Argentina. Tudo isso, sem colocar o desastre olímpico na conta. Muito pouco. 

Atualmente, apenas 12º colocado no Ranking da Fifa, o Brasil vive uma relação de dependência com suas principais peças. Explica-se: a seleção, a exemplo do que já ocorrera no comando de Dunga, vive de jogadas individuais e não consegue apresentar um padrão de jogo convincente.  

Dependemos muito da capacidade de Neymar desmarcar-se, driblar um adversário e partir para o gol. Dependemos da criatividade de Oscar para armarmos nosso meio-campo, por mais inconstante que ele seja. Dependemos do experiente (?) Thiago Silva no comando de nossa defesa na luta por não tomarmos gols, uma vez que não possuímos laterais que sejam bons marcadores ou um goleiro que imponha respeito... 


Muitas vezes, dependemos de bolas paradas ou de cruzamentos esparsos que encontrem a cabeça de Leandro Damião (nosso único centroavante revelado nos últimos quatro anos – basta ver a lista de artilheiros do Brasileirão deste ano para comprovar este fato) para marcarmos um gol. Dependemos das jogadas vindas detrás formadas pelos voluntariosos Paulinho e Ramires para tentar surpreender o oponente. 

É... Como já disse, é muito pouco. E podemos golear a África do Sul, a China, o Zimbábue ou qualquer outra seleção inexpressiva. Só não nos esqueçamos de uma coisa: O Brasil, como ocorre desde 2003, depende demais da individualidade de nossos melhores valores. E tanta dependência só nos levará a outra eliminação  precoce e absurda em plena Copa de 2014. É hora de bradarmos “Independência!”. Ou morreremos na praia. De novo.