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11.10.12

Já é

Pintou o campeão? Fluminense supera, em Salvador, 
o ascendente Bahia e abre nove pontos do vice-líder 
Anos atrás se você fosse numa balada no Rio de Janeiro a abordagem mais direta ao encontrar uma garota era simples. Bastava perguntar: Já é, ou já era? Se a moça dissesse “já era”, amigo, você poderia virar às costas e procurar outro “alvo”. Mas se a resposta fosse “já passa é”, “tu” podia comemorar. O xaveco havia dado certo... 

Brincadeiras à parte, não pensei numa alusão melhor para ilustrar o atual momento do Fluminense no Brasileirão 2012. Demonstrando um aproveitamento invejável o Tricolor das Laranjeiras aproveita-se da irregularidade de seus adversários para permanecer cada vez mais intacto na ponta da tabela.

Seguindo a máxima de que um bom time inicia-se por um bom goleiro, o Flu possui o melhor arqueiro da competição até o momento. Com valorosas defesas, Diego Cavalieri passa muita confiança a seus defensores. Comtodo respeito a corinthianos e botafoguenses, mas não dá para entender por que o arqueiro é preterido na seleção de Mano Menezes diante opções como Cássio e Jefferson. Diego é melhor que ambos.

Sem contar no outro nome esquecido pelo treinador da seleção: o centroavante Fred. Apesar de não contar com o mesmo fôlego de outrora, na época da Copa de 2002, o atual artilheiro do Campeonato Brasileiro certamente é um dos destaques da posição na atualidade, ao lado de Leandro Damião e Luís Fabiano. Experiente, alia explosão e oportunismo.

Além dos dois, o campeão brasileiro de 2010 conta com vários nomes de destaque, como o habilidoso Thiago Neves, o cerebral Deco, o vigoroso Gum ou o veloz Wellington Nem. Ótima base que, mesclada a jovens promissores como Digão, Samuel e Marcos Júnior faz dos “Guerreiros cariocas” o time a ser batido. Até mesmo atletas que andavam em baixa como Carlinhos, Jean e Leandro Euzebio melhoraram veementemente.

E convenhamos que, cá entre nós, depois da acachapante derrota do vice-líder Atlético-MG frente ao Internacional, mesmo que o Grêmio passe pelo Sport amanhã, não há como não imaginar que mediante tais circunstâncias se o campeonato fosse personificado numa funkeira, ela diria: “Fluminense já é!”

16.9.12

Ganso Tricolor



Acabou a novela. Mesmo com o discurso cauteloso da diretoria são paulina, que reluta em confirmar a contratação, tudo leva a crer que Paulo Henrique Ganso chegará ao Morumbi nesta próxima segunda-feira (dia 17). 


Esperançoso em conseguir reconquistar seu status de principal articulador do futebol nacional, Ganso recusou propostas até mais vantajosas do Grêmio e do próprio Santos para fazer parte do elenco paulistano. Desta forma, Ney Franco pode utilizar o atleta de duas maneiras. Caso utilize Paulo Henrique na posição tradicional, dentro do cada vez mais aclamado 4-2-3-1, ele poderá atuar com Jádson, dividindo a responsabilidade de armar as jogadas e municiar o ataque, algo que até Luís Fabiano, principal centroavante do clube deseja. 

São Paulo no 4-2-3-1: Dois armadores e muita velocidade pelas alas 
Outra opção é atuar no ofensivo 4-3-3, esquema no qual os laterais teriam que limitar-se a marcar muito mais e evitar avanços desnecessários. Independente da tática adotada, não resta dúvidas de que o novo “camisa oito” Tricolor acrescentará muita qualidade ao elenco. Não resta dúvidas que o São Paulo é o mais novo favorito à conquista da Copa Sul-Americana (que credencia o campeão à Copa Libertadores de 2013). 

Tricolor Paulista o 4-3-3: Esquema com maior ofensividade - cinco atacam

Enfim, que o meio-campista é um atleta diferenciado, dono de uma habilidade e uma capacidade incrível em colocar a bola onde quer, ninguém duvida. Resta saber, se Ganso conseguirá tratar-se no Reffis para voltar a atuar como um verdadeiro craque. Afinal, apesar de PH atravessar uma má fase incrível, ele é novo. Possui apenas 22 anos e ao lado de outros atletas mais experientes que possam dividir a responsabilidade sobre os resultados, ele tem tudo para espantar o mau agouro e voltar à Seleção Brasileira. Ótima contratação do tricolor, carente de um atleta que atue nesta posição desde a saída de Danilo, hoje no rival Corinthians. Vida longa à Ganso... 


14.9.12

Bagunça no chiqueiro...


Felipão incrédulo durante coletiva: 
Algo comum em sua 2ª passagem pelo time 

Não deu. Após a péssima campanha no Campeona to Brasileiro deste ano, Luiz Felipe Scolari não resistiu à pressão e foi demitido do Palmeiras. Com um pífio aproveitamento de apenas 27,8%, não tinha como a diretoria sustentar o treinador do penta no cargo. Afinal, como afirmou o próprio presidente do Verdão, Arnaldo Tirone: “a situação estava insustentável”.  

Na verdade, o caos já está instaurado no Palmeiras há tempos... Parece que a queda para a Segunda Divisão em 2002 nada acrescentou aos conselheiros do clube. O Verdão tem estrutura de time grande, torcida de time grande, mas organização de time semi-amador. 


Primeiramente, o time não tem elenco. Durante a 2ª Era Felipão o Alviverde nunca teve atletas de reposição a altura de seus titulares. Pior é saber que, quando consegue o feito, um deles acaba sendo vendido ou emprestado... A venda de Cicinho e do emprésimo de Deola – ambos bons reservas – servem de exemplo. Equipe que não tem 16, 20 atletas capazes de ser titulares está fadada ao fracasso. 


Precipitação e péssimos investimentos em contratações. Trouxe Wesley por peso de ouro, mas o volante provavelmente já veio lesionado. E a troca de Daniel Carvalho por Pierre? Quem acreditou que o Galo sairia perdendo? Além disso, quase todos jogadores contratados num espaço de três anos não vingaram e já foram embora. Daí, falta jogador qualificado e o Verdão tem de recorrer a atletas que não entravam em campo há tempos (leia-se Correa) ou semi-aposentados (leia-se Leandro). A filosofia do “bom e barato”, por muitas vezes sai cara. 

Ainda há outros fatores que também atrapalham. O meia Valdívia (um dos maiores salários) vive no estaleiro ou nas páginas sociais, ao invés de jogar bola; a diretoria é divergente e vive à base de”picuinhas”, enfim, há muitos problemas que acabaram sendo maquiados pelo enganoso título da Copa do Brasil. 

Longe de mim, querer defender a permanência de Felipão, já que acredito que profissionais vivem de resultados e o aproveitamento dele permanecia ruim. Mas se não fosse por ele, palestrinos, o Palmeiras provavelmente já tinha caído para a Série B no Brasileirão de 2011. 

11.9.12

Arroz, feijão e dendê

Vasco 0 X 4 Bahia: Atletas do Tricolor comemoram
mais um gol diante um desolado
Fernando Prass

Dono de melhor campanha no 2º turno do Brasileirão, com 10 pontos conquistados em 12 disputados, o Bahia surpreende por sua ascensão meteórica. Afinal, não é muito comum um time sair do Z-4 e, a cada rodada, distanciar-se ainda mais do perigoso setor de rebaixamento.

4-3-2-1: Formação tática do Bahia após a chegada de Jorginho
Mesmo tendo em mãos um elenco limitado, Jorginho já detém uma melhor campanha do que seus antecessores. O segredo do sucesso? A aposta na simplicidade. Ao contrário de Caio Júnior, que improvisou alguns volantes na lateral-esquerda em substituição ao contundido Ávine, o novo técnico preferiu não inventar e promoveu o jovem Jussandro à titularidade.

Além disso, Jorginho barrou medalhões como Fabinho, Mancini e Kléberson e formou um meio-campo com três volantes e dois meias rápidos. Assim, o Tricolor de Aço tornou-se muito mais consistente, brigador e veloz. Se o adversário perder a bola terá sérios problemas para segurar os habilidosos Gabriel e Zé Roberto. O São Paulo que o diga...

Com a defesa melhor protegida, a mediana zaga do “Baêa” dá menos sustos no torcedor e origina menos chances de gol aos rivais. Não à toa, as redes de Marcelo Lomba (bom goleiro que o Flamengo deixou escapar) estão intactas há quatro jogos...

Aliado à mudança no padrão tático e à ótima fase do “grosso”, porém aguerrido, Souza, vemos um Bahia que subiu de produção apostando no “arroz-com-feijão”. Receita simples que, quando bem trabalhada, traz bons resultados. E, cá entre nós, tem muito time grande que nem isso anda fazendo. Há tempos...

3.9.12

Galo em alerta

Cássio corta cruzamento que vinha em direção a Ronaldinho:
Craque foi bem marcado durante todo o jogo

Torcedores otimistas que já entravam no clima de “oba-oba” diante da incrível campanha do Atlético Mineiro já olham com desconfiança para a equipe que nos últimos cinco jogos conquistou apenas 6 pontos dos 15 disputados (com desempenho de 40% - muito aquém do acumulado no restante da competição:  73,3% de aproveitamento).  

Os mineiros, na verdade, apresentavam um resultado surreal para os atuais parâmetros brasileiros. Afinal, nem mesmo os altos investimentos realizados nas contratações de Ronaldinho Gaúcho e Victor ou na manutenção de Rever, fazem com que o Galo tenha um elenco tão diferenciado a ponto de permanecer com tanta folga frente aos seus rivais. Não nos esqueçamos de algumas fragilidades como a ausência de um centroavante convincente (Jô e Guilherme são apenas medianos) e a falta de um companheiro de zaga à altura de Rever. 


Entretanto, alguns dirão que os comandados de Cuca ainda sobram no torneio, uma vez que têm uma partida para realizar (numa partida duríssima contra o Flamengo, no Rio, diga-se de passagem). 


Mesmo que tragam estes três pontos, é bom ter cuidado... Afinal, os principais adversários na luta pelo caneco já estão no encalço. E, a meu ver, tanto Grêmio quanto Fluminense contam com elenco mais completo, treinadores mais experientes e maior quantidade de atletas que podem ser decisivos durante uma partida.