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15.2.14

Bom para todos ?

Pato e Jadson em treino pelo Brasil:
Promessa de retorno a Seleção Canarinha?

Uma das últimas negociações que agitaram os bastidores do futebol nacional neste mês de fevereiro foi o inesperado “troca-troca” envolvendo Jadson e Alexandre Pato. Surpreendente tanto por ambos serem jogadores com status de seleção brasileira, quanto pelo fato de envolverem duas agremiações que, além de rivais, vivem estranhando-se ultimamente.

Jadson
Sem espaço no Morumbi, desde a chegada de Muricy Ramalho, o meia tem tudo para reencontrar o seu melhor futebol no Corinthians. Enfim, será o protagonista de um meio-campo que sente a ausência de um armador de qualidade para municiar o seu ataque.

Com a presença de volantes como Ralf, Guilherme e Bruno Henrique (outro recém-contratado), Jadson não terá obrigatoriedade de marcar, como ocorria no São Paulo, quando atuava ao lado de Ganso. A rapidez com que distribui as jogadas e seus lançamentos preciosos serão importantes para o esquema de Mano Menezes, em detrimento aos seus antecessores Danilo e Douglas (que foi para o Vasco).

Por que é bom para o Corinthians: É o jogador certo para a posição certa. Alavancado ao status de intocável, o jogador deve repetir as boas atuações que fizeram ser lembrado por Felipão na convocação para a Copa das Confederações.
Por que é bom para o São Paulo: Sem ofertas europeias vantajosas, o Tricolor poderia ver o meia assinando algum acordo em junho (6 meses antes de acabar seu contrato) e ficar a ver navios sem adquirir nenhum lucro com sua saída.  

Alexandre Pato
Trata-se de uma verdadeira incógnita. Apesar da qualidade inquestionável do novo atacante são-paulino, há tempos que ele não demonstra a vontade e a explosão dos tempos de Internacional. De promissora joia do futebol brasileiro tornou-se um avante comum, pouco acima da média.

Apesar de só poder estrear na Copa do Brasil no início de março contra o CSA, (já que estourou o número limite de partidas pelo Paulista) Pato chega pra suprir a ausência ofensiva do Tricolor. Assim como o colombiano Pabón, atua tanto pelos lados do campo ou como pivô (uma vez que Luís Fabiano é poupado ou suspenso com certa regularidade). Com sua força física e seus potentes arremates de fora da área, basta jogar o que sabe para ganhar destaque.
Por que é bom para o Corinthians: Apesar de ainda ter de arcar com metade do salário de Pato, o avante estava com a imagem desgastada perante a torcida do Parque São Jorge e cada vez tinha menos chances de aparecer entre os titulares.


Por que é bom para o São Paulo: Consegue um atacante talentoso, sem custos. Mesmo sem jogar no torneio estadual, pode ser uma peça importante para que o Tricolor volte a ser o time competitivo que a torcida ressente-se diante um péssimo ano de 2013. 

15.1.13

Paulistão 2013

A partir do próximo final de semana a bola volta a rolar nos principais gramados do país. E mais uma vez, o Opiniao FC mostra quais foram as principais contratações do seu time para o início dos tradicionais Estaduais.

Santos
Para quebrar o recorde de Pelé

Desde que o torneio é disputado, há 121 anos, apenas o Paulistano durante o período de 1916 a 1919 conseguiu levantar o caneco por quatro edições consecutivas. Após um irregular segundo semestre, o Peixe foi às compras. O badalado argentino Montillo, o veterano Marcos Assunção, o polivalente Cícero, os promissores Neto e Renê Júnior e o rodado lateral Nei. Enfim, não faltaram nomes para abastecer o decisivo Neymar.

Reforçado e diante adversários que estarão muito mais preocupados com a disputa da Libertadores, vejo o time praiano como o grande favorito da competição. Ou seja, basta Muricy não abusar da retranca em excesso, que seus comandados têm tudo para alcançar algo que nem o lendário esquadrão de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe conseguiu... 

Time-base: Rafael; Nei, Edu Dracena, Durval e Leo (Guilherme Santos); Adriano, Arouca, Marcos Assunção (Cícero) e Montillo; Neymar e André (Pato Rodríguez). Técnico: Muricy Ramalho.

Ele é o cara! Neymar é o principal atleta do país e pode resolver qualquer partida num lance  genial. Não à toa, dispensa apresentações.

Olho nele! Renê Júnior fez um belo Campeonato Brasileiro pela Ponte Preta e mostra muita disposição e qualidade para sair jogando.


Corinthians
Melhor impossível

2012 deixará saudades para o torcedor corintiano. Em lua-de-mel com sua torcida, o atual campeão mundial fortaleceu o seu elenco com a aquisição de bons nomes vindos da Europa, como o contestado Alexandre Pato, o seguro Gil e o habilidoso Renato Augusto. Considerando que daqueles que mais vestiram a camisa da equipe no ano passado, apenas Martinez foi negociado, podemos esperar um Timão ainda mais consistente.

Isso faz com que, exceto pela ausência de peças de reposição nas laterais, os alvinegros possam chegar longe tanto no Estadual quanto na Copa Libertadores. A única incerteza é a permanência do operário Paulinho que, frequentemente assediado pelos clubes europeus, pode estar de malas prontas para a Internazionale. Certamente, perder uma peça tão fundamental no esquema não estaria nos planos de Tite...

Time-base: Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André (Gil) e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Guilherme), Douglas
(Renato Augusto) e Danilo; Émerson (Jorge Henrique) e Alexandre Pato. Técnico: Tite.

Ele é o cara! Mesmo sob a desconfiança de sofrer muitas lesões, Alexandre Pato será o principal nome ofensivo do time. Tem tudo para recuperar seu bom futebol.

Olho nele! Dono de potentes chutes, Guilherme surgiu na vitoriosa campanha da Portuguesa pela Série B nacional de 2011. No clube desde agosto, é tido como o provável sucessor de Paulinho.


São Paulo
E a cereja não veio...

É inegável não dizer que, após a chegada de Ney Franco, o Tricolor começou a mostrar o bom desempenho que fez o time alcançar três títulos nacionais consecutivos e voltou a demonstrar um futebol competitivo. Só resta saber como a equipe irá se comportar sem a presença do habilidoso Lucas, vendido aos franceses do PSG.

Apesar de ter trazido bons nomes como os velozes atacantes Wallyson, Negueba e Aloísio, além do experiente zagueiro Lúcio, a diretoria Tricolor não conseguiu trazer a “cereja do bolo” que fecharia o pacote de reforços, uma vez que a negociação com o meia Vargas não vingou. A equipe, no entanto, conta com um entrosado elenco, atual campeão da Sul-Americana e dono da melhor campanha do 2º turno no Brasileirão. Brigará pelo título com os rivais alavinegros em pé de igualdade.

Time-base: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Douglas), Lúcio, Rhodolfo (Rafael Tolói) e Cortez; Wellington, Denílson, Paulo Henrique Ganso e Jádson; Luís Fabiano e Oswaldo (Aloísio). Técnico: Ney Franco.

Ele é o cara! Após passar por várias contusões, Ganso espera firmar-se de vez no time para alcançar o sucesso que atingiu no Santos.

Olho nele! Apesar de já ter 24 anos, o atacante Aloísio pode tornar-se uma grata surpresa no estelar elenco Tricolor. Matador, pode atuar como centroavante ou mais livre, vindo detrás.


Palmeiras 
Em busca de um novo recomeço

Após conquistar um torneio nacional depois de 14 anos de espera nem o mais pessimista palestrino esperaria que o Verdão fosse cair para a segunda divisão nacional... Sob política de contenção de gastos, o alviverde trouxe somente duas “caras-novas”: Fernando Prass e Ayrton. A fase é tão ruim que até mesmo o retorno dos emprestados Wendel e Souza foi comemorado.

A boa notícia é que, ao menos por enquanto, Barcos fica. Muito pouco para um elenco recheado de atletas inexperientes vindos da base e que depende dos lampejos de Valdívia para conseguir criar boas alternativas ofensivas. Por outro lado, se Riquelme realmente assinar com os palestrinos, Gílson Kleina poderá ter pelo menos um nome para concentrar seu esquema tático. Ainda assim, os palmeirenses não devem enganar-se: entre os grandes é o time tecnicamente mais inferior.

Time-base: Fernando Prass; Ayrton, Maurício Ramos, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Souza, Wesley (Valdívia) e Patrick Vieira (Mazinho); Barcos e Luan (Maykon Leite). Técnico: Gílson Kleina.

Ele é o cara! Trombador, o argentino Barcos alia habilidade e força física. Típico centroavante definidor é um dos poucos que tem poder de decisão.

Olho nele! O prata-da-casa João Denoni apareceu na equipe principal no fim do último Campeonato Brasileiro e mesmo sob a pressão do rebaixamento, não sentiu o peso da camisa. Muito aguerrido.


Clubes do Interior

Entre os clubes do interior aqueles que têm maiores chances de trazer maior dores de cabeça aos grandes são o São Caetano e a Ponte Preta.

Quinto colocado na Série B do ano passado, o Azulão manteve o mesmo plantel que quase obteve o acesso, com bons atletas como o arqueiro Luiz, o avante Vandinho e os meias Moradei e Pedro Carmona. De quebra, trouxe o promissor atacante Danielzinho, em definitivo. Já a Macaca reformulou completamente o seu elenco. Apesar de ter perdido jogadores importantes, o ala Artur, o armador Ramirez e os atacantes William e Alemão desembarcaram em Campinas. Ao lado de Edson Bastos, Ferron e Cicinho, formarão uma equipe muito combativa.

Num patamar pouco mais abaixo, três equipes surgem como eventuais candidatas na briga por vagas na segunda fase: Oeste, Bragantino e Linense.

Se o time de Itápolis confia na base campeã da Série C nacional com Serginho, Dezinho, Fernando Leal e Wanderson, a equipe de Bragança Paulista aposta na experiência do goleiro Gilvan e no entrosamento do trio ofensivo composto por Lincom-Leo Jaime-Malaquias. Por outro lado, o Elefante da Mogiana foi um dos que mais reforçou-se. O time de Lins trouxe 17 reforços, dentre eles os rodados Álvaro, Gilsinho e Lenílson, além do artilheiro Fausto.

Nas outras nove equipes veremos vários atletas que já perambularam por times grandes como o os centroavantes Fernando Baiano do São Bernardo e Otacílio Neto do Botafogo, o meia Fumagalli do Guarani ou o volante Marcinho Guerreiro do Ituano. Não é à toa que dizem que o Paulistão é o mais disputado entre todos os torneio estaduais...