31.10.06

Existe lógica?

Alguém no mundo dos comentaristas esportivos já disse: “O futebol é um esporte extremamente encantador porque nem sempre é lógico. O futebol é jogado dentro de campo, não fora dele, através de suposições teóricas. Nem sempre o time que é melhor no papel consegue encontrar-se em campo. Nem sempre...”

Uso esse exemplo para definir melhor a situação de um grande clube europeu que está em baixa: o Monaco. Ok, ok, o Monaco pode não ter feito uma temporada 2005/2006 totalmente brilhante, mas convenhamos que ao menos ele ficara na terceira colocação do campeonato Francês.

No início da temporada, os torcedores do estavam empolgados com as novas contratações e a expectativa era grande. Para suprir a ausência de importantes peças vendidas no início do ano, a diretoria foi às compras. No lugar do brasileiro Maicon veio o promissor lateral Monsoreau (ex-Lyon); para suprir a ausência da dupla Chevantón-Vieri vieram o grandalhão matador Jan Koller (ex-Borusia Dortmund) e o experiente Di Vaio (foto ao lado) (ex-Parma); na zaga a aposta foi o brasileiro Bolívar (ex-Internacional) para o lugar de Squilacci; e no meio-campo o marfinês Yaya Touré (ex-Olympiakos) era a promessa para o lugar de Kapo. Além deles, outros nomes conhecidos vieram, como o meia croata Leko, o volante
Menez e o defensor Cufré. No banco de reservas, saiu o ídolo Didier Deschamps e entrou o experiente Laszlo Boloni (foto abaixo) (que tinha feito uma ótima temporada com o pequeno Rennes).

Teoricamente o clube soube remanejar suas perdas. Teoricamente...
Bastou o campeonato começar para todas estas expectativas desmoronarem. O Monaco não consegue encontrar-se em campo. O sistema defensivo é totalmente frágil. O meio-campo não consegue cadenciar o ritmo da equipe e mal faz a bola chegar nos atacantes. A coisa está feia...

Como o futebol apresentado estava muito abaixo do esperado, a diretoria começou a cobrar melhores resultados. Nessa confusão, o polonês Boloni até barrou um dos principais nomes do time, o italiano Di Vaio. Mas nada adiantou.

Depois da vitória frente ao Le Mans o clima melhorou e a torcida até esperava uma reação. Aí, vieram duas novas derrotas para o Bordeaux e Toulouse, respectivamente e o inferno astral voltou. A queda diante o Toulouse (em cinco jogos em casa, fora a terceira derrota), inclusive, fez com que o treinador Laszlo Boloni fosse demitido.

Em seu lugar assumiu seu auxiliar, o francês Laurent Banide. A troca, porém, não surtiu efeito. Na estréia do treinador, nova derrota dos alvirrubros, desta vez para o Nantes, time com o pior ataque da competição. E depois de 11 jogos, os monegascos encontra-se na lamentável 20ª colocação com apenas sete pontos conquistados em 33 disputados.

É certo que o Monaco, detentor de 7 títulos nacionais e 5 Copas da França, não tem um elenco bom o suficiente para disputar o título da Ligue One ao lado de Marselha e Lyon. Mas também, o time não é tão horrível para estar na lanterna deste limitado campeonato. Ah sim, e não esqueçamos, os Les Rouge et Blanc são os últimos franceses que conseguiram chegar a final de uma Champions League, em 2004.

30.10.06

Lyon: Le cible éternelle!


É isso aí meus amigos! O Lyon ainda continua sendo o eterno alvo (como diz o título do post, em francês) a ser atingido no futebol francês. Depois dos resultados da 11ª rodada, os Les Gones simplesmente abriram 11 pontos sobre o segundo colocado, o Olympique de Marseille. De 33 pontos possíveis, a equipe conquistou 31.

Os números do OL dentro da França são impressionantes. Terceiro colocado em 1998/99, 1999/2000 e segundo colocado em 2000/2001, o Lyon simplesmente abocanhou os últimos cinco títulos franceses (até então, não havia ganho nenhum). Particularmente nos últimos dois anos, o OL ergueu a taça com mais de dez pontos na frente do segundo colocado. E nessa temporada, o hexa está próximo, mesmo com menos da metade do campeonato disputado. E qual o motivo de tanto sucesso? A manutenção dos bons valores e a política "pés-no-chão" - em relação às grandes potências, tais como Real e Chelsea, por exemplo - contribuem positivamente para fazer do pentacampeão francês absoluto na França e figurar como um dos principais elencos da Europa.

Nessa temporada, o volante Mahamadou Diarra foi vendido por 25 milhões de euros ao Real Madrid. Para suprir a saída dele já haviam sido contratados outros jogadores promissores: Toulalán (7 milhôes de euros), Kallström (7,9 milhões de euros) e Squilacci (7 milhões de euros). Além de não ter tido prejuízo algum, o clube francês conseguiu reforçar consideralvelmente o elenco. Fora o volante Essien, que havia sido vendido na temporada passada para o Chelsea por um valor astronômico. A solução? Dentro do próprio Chelsea. O volante português Tiago, que estava sendo mal aproveitado no clube londrino, veio como moeda de troca para o Lyon. Hoje, o português é uma das peças principais do elenco lyonino.
Após a eliminação nas quartas-de-final das duas útimas edições da Liga dos Campeões, o Lyon quer ir além. A França tornou-se pequena para a grandeza do OL.
No plano tático, Lyon joga com seus dois laterais mais presos ao campo de defesa (Reveillere e Abidal), dando liberdade aos volantes criativos do Lyon para atacarem e chegarem para concluir, ou mesmo avançarem até a linha de fundo,efetuando cruzamentos para a área. Além disso, o treinador Gerrard Houllier coloca o rápido Wiltord pelos flancos, preparando as jogadas para o atacante de ofício (Fred ou Carew). O cérebro do time é o experiente meia brasileiro Juninho. Além de articular as jogadas, Juninho leva perigo nas bolas paradas. Quando não chuta direto ao gol, ele ergue a bola na área para as investidas aéreas dos zagueiros Cris e Squilacci. Com essa simplicidade, o Lyon não encontra adversários à altura dentro do fraco Campeonato francês, que vê o nível técnico dos outros clubes cair a cada ano,p or conta do êxodo dos principais valores do país aos campeonatos nacionais de primeiro escalão,como espanhol, inglês e italiano.
Com uma gama de variações táticas, Houllier tem a sua disposição um dos melhores e mais versáteis elencos da Europa na atualidade. Elenco que pode levar o Lyon ao topo da Europa.

28.10.06

Análise tática ou "Canalhice" tática?

O mestre Tostão que me perdoe, mas peço a palavra nesse neste humilde espaço para discorrer um pouco sobre os diferentes esquemas táticos, e os mais variados conceitos que esta questão abrange. Particularmente, creio que a forma numérica como os estilos de jogo são expostos (4-4-2, 3-5-2, 4-3-3...) servem apenas para nomeá-los. Não vejo motivos para acreditar que um time joga melhor que o outro por ter um zagueiro a mais, ou a menos.
Taticamente, a postura e o posicionamento influenciam muito mais o desempenho de um time do que o esquema em si.

A atual mídia esportiva, em sua maioria, “vende” o 3-5-2 como sendo um estilo defensivo, e o 4-4-2 como mais ousado. Será mesmo? Os times treinados pelo Parreira, normalmente, jogam só com dois zagueiros e se caracterizam por serem mais sólidos defensivamente do que ofensivamente. O ex-técnico da seleção nunca escondeu que, para ele, o importante é a posse da bola, independente de estar atacando ou defendendo.

Isso pode ser comprovado se lembrarmos da seleção de 94, ou, até mesmo, da que jogou essa Copa. Na Alemanha, apenas os zagueiros e os volantes saíram com a imagem fortalecida. Os atacantes levaram a culpa pelo fiasco, mas será que a culpa foi só deles?

Talvez o Parreira não perceba que o grande acerto tático de sua vida foi no Corinthians, em 2002. Ele colocava em campo um time bastante ofensivo, com 3 atacantes. Foi a época do “melhor” lado esquerdo do mundo, onde o lateral Kleber atacava o tempo todo, e ainda recuava quando o Rogério, o outro lateral, buscava o gol. Isso comprova que um time não precisa ter 3 zagueiros para dar mais liberdade aos laterais.

O São Paulo campeão da Libertadores de 2005, tinha três zagueiros e dois volantes de contenção em seu esquema, e ainda assim jogava o tempo todo no campo do adversário. Venceu o torneio com goleadas nas quartas (4 a 0 no Tigres) e na Final (4 a 0 no Atlético-PR), fora os três gols marcados em pleno Monumental de Nuñes, contra o River. Você acha esse sistema retranqueiro? Suponho que não.

Com a escassez de jogadores, os técnicos estão posicionando os times cada vez mais de forma medrosa. Esse comportamento acaba fazendo com que a imprensa e os torcedores enalteçam os técnicos de pulso firme, que se descabelam do lado de fora do campo. A contratação do Dunga para dirigir o Brasil reflete um pouco dessa realidade. Será que isso resolve? Não me lembro de ter visto o Frank Rikkard fazendo isso. Nem o José Mourinho...

27.10.06

The Best!

Nota de cinco libras que homenageia George Best

Não é uma cultura muito comum no Brasil eternizar a maioria de seus ídolos no futebol. Com a exceção de Pelé, Garrincha (depois de morto) e mais alguns poucos, não é uma cena incomum ver grandes ex-jogadores na sarjeta, passando por privações e esquecidos pela mídia e pelo público.
Pois bem, mas porque estou falando sobre isso? Por ler essa semana que o Ulster Bank vai estampar o rosto de George Best nas notas de cinco libras, em edição limitada. Fora que o ponta norte-irlandês já é nome de aeroporto e tem diversas homenagens espalhadas por todo o Reino Unido, feitas principalmente pelas torcidas que ele fez mais felizes: a do Manchester United e a da seleção da Irlanda do Norte. O cara é um verdadeiro Deus por lá, muitos o chamam de “Pelé” da Europa. E ao contrário da fama de “bom-moço” que Pelé ostenta em todo o mundo, Best era o típico bad-boy. Mulherengo, alcóolatra, indisciplinado, polêmico e mesmo assim, venerado. Aproveitando a ocasião de um ano de seu falecimento, vamos acompanhar um pouco da história desse excelente ponta norte-irlandês, um dos grandes gênios do futebol mundial.

A Carreira

Nascido no dia 22 de maio de 1946, em Belfast, Irlanda do Norte, filho de Dickie e Anne, George nutria o amor pelo futebol desde muito pequeno. Sua mãe dizia que “a bola estava sempre com George”. Ainda criança, o futuro ponta já se destacava entre os garotos de sua idade, no distrito de Crengagh. Aos 11 anos, ele ganhou uma bolsa de estudos para ir estudar na escola local, Grosvenor High. Mas no currículo esportivo de suas nova escola, só havia espaço para o rugby, esporte muito tradicional nas terras britânicas. Então George começou a “cabular aula” e seu comportamento mudou , pois estava infeliz – não tinha seus velhos amigos de infância e nem a bola de futebol. Expulso da nova escola, os pais dele resolveram colocá-lo de volta à sua velha escola, com seus velhos amigos, e claro, com a inseparável bola de futebol.
Já na adolescência, George começou a jogar pelo Glentoran, time local do leste de Belfast e suas atuações pelo time não tardaram a chamar a atenção de olheiros. Bob Bishop, descobridor de talentos do Manchester United ficou entusiasmado ao ver o arisco garoto em ação e logo quis levá-lo para jogar pelos Red Devils. Radiante com o talento que tinha em mãos, rapidamente enviou um telegrama para o treinador do ManU na época, Matt Busby, que decretava; “Achei um gênio pra você”. Best assinou com o Manchester United em 1961.
Mas logo no início de sua chegada a Manchester, quase que o jovem George colocou tudo a perder. Apenas 24 horas após o desembarque em Manchester, ele e seu colega Eric McMordie, que também foi jogar no clube inglês, resolveram fugir de volta a Belfast. Busby, em conversa com o pai de George, decretou que os dois fujões voltassem dentro de duas semanas. E assim se fez. Best tornou-se profissional em 1963 e no mesmo ano, com 17 anos, fez sua estréia pelo time principal do Manchester United, em setembro, contra o West Bromwich Albion. E o homem a marcá-lo seria o galês Graham Williams. Best o infernizou durante todo o jogo e após o apito final, Williams apertou a mão de Best e disse que queria cumprimentá-lo olhando em seu rosto, pois durante a partida ele só o enxergava de costas, avançando em direção ao gol.
Pouco depois da partida contra o West Bromwich, Best ficou doente e retornou a Belfast, para passar o Natal junto à família. Enquanto o United preparava seu novo contrato, os dirigentes pediram a Best que voltasse para a partida no sábado seguinte, contra o Burnley, que havia goleado o ManU pouco tempo antes. George disse que o faria, mas com a condição de que ele pudesse retornar a Belfast logo após a partida. O clube concordou e ele voltou. Marcou seu primeiro gol pelo time principal e ajudou os Red Devils a se vingarem da goleada sofrida anteriormente. A partida terminou em 5 a 1.
A partir daí, George havia se tornado o mais novo “Busby Babe” (pupilo de Busby) e formou o maior ataque do Manchester de todos os tempos, ao lado de Dennis Law e Bobby Charlton. Foram dois campeonatos ingleses (1965 e 1967) e uma Liga dos Campeões (1968).
No caminho da campanha vitoriosa do título europeu, após ter marcado dois gols contra o Helsinki, o Manchester United iria jogar as finais contra o poderoso Benfica, de Eusébio. Mesmo com as ordens expressas de Matt Busby para George “prender a bola”, em apenas doze minutos de jogo, o ponta já havia marcado dois gols. O Manchester venceria a partida por 5 a 1, e George sairia aclamado de campo, com um sombrero mexicano na cabeça. Best era mais que uma realidade em Manchester. Era ídolo.
Best pode ser considerado o primeiro craque “pop” do futebol. Recebia mais de mil cartas por semana, abria seus próprios pubs. Ele era conhecido como “El Beatle”, pois seu visual se assemelhava aos dos famosos garotos de Liverpool, febre mundial do rock na época. Também era presença constante nos tablóides da época, por seus problemas com bebida e envolvimento com diversas mulheres.
No mesmo ano em que venceu a Liga dos Campeões, George Best foi eleito o melhor jogador da Europa (Bola de Ouro). Mas a saída de Matt Busby do comando dos Red Devils, em 1970 e os constantes casos de indisciplina de Best começaram a selar sua saída de Manchester. Antes disso, ele chegou a marcar seis gols em um mesmo jogo. Foi contra o Northrampton, ainda em 1970, após ter retornado de mais uma suspensão por indisciplina. George permaneceu no Manchester até 1974, de onde saiu com apenas 26 anos . Foi embora e deixou muitas saudades. Afinal, ele anotou 138 gols em 466 jogos, sendo o quarto maior artilheiro de todos os tempos do clube. Depois de sua saída do ManU, ele nunca mais foi o mesmo jogador brilhante de outrora.
Após sair de Manchester, ele atuou por diversos clubes menores do Reino Unido, Austrália e dos Estados Unidos. Chegou a encerrar a carreira, mas sempre dava um jeito de retornar aos gramados. Mesmo com os problemas de indisciplina e alcoolismo, encerrou a carreira definitivamente aos 37 anos, no Brisbane Lions, da Austrália.
Pela seleção norte-irlandesa, estreou com apenas 16 anos, em 1963. Foram 37 jogos pela seleção e nove gols, em 13 anos de seleção. Um jogo em particular, em 1967, contra a Escócia foi especialíssmo para Best. Ele ganhou o jogo praticamente sozinho contra os escoceses, em partida realizada no Windsor Park, Irlanda do norte. Esse dia ficou conehcido como “Dia Internacional George Best”. Pat Jennings, outro grande jogardor norte-irlandês afirmou que Best foi o jogador mais refinado com quem ele já havia atuado, a favor ou contra ele, e que guarda com carinho memórias dele. Apesar de toda a sua genialidade em campo, Best não conseguiu levar a seleção de seu país a uma Copa do Mundo. Talvez essa seja uma de suas maiores frustrações na carreira.
Para o torcedor brasileiro, poderia definir George Best, em seu comportamento, como uma mistura de Edmundo e Romário. Mulherengo assumido, era sempre visto com garotas bonitas, muitas delas modelos e misses. Afirmava que tinha nascido com um grande dom, mas que as vezes, esse dom transformava-se em algo destrutivo para ele. Naquela época, era comum os torcedores ingleses atirarem latas de cerveja em direção ao campo. Quando George chegava próximo às laterais, ele simplesmente abaixava e as bebia. Após encerrar a carreira, ele escreveu livros e foi comentarista de futebol na TV, ente outras atividades.

Após algumas internações e tentativas de vencer o alcoolismo que o acometia, George conseguiu um transplante de fígado, em 2002. Era a esperança que precisava para continuar a sua batalha pela vida. Mas em outubro de 2005, Best foi novamente internado com complicações por conta de uma pneumonia. Ficou internado em um hospital em Belfast por um mês e meio, até falecer em 25 de novembro de 2005.
Seu funeral foi digno de grandes chefes de estado mundiais, com mais de 100 mil pessoas nas ruas da capital Belfast, todos querendo dar seu último adeus ao ídolo. Ele vislumbrou a Fundação George Best, que atualmente pesquisa os efeitos do álcool nas pessoas, para evitar que outros, assim como ele, sofram dos malefícios que as bebidas alcoólicas podem trazer.
Jogando na mesma época em que monstros sagrados do esporte bretão, como Pelé, Garrincha, Bobby Charlton e Eusébio, Best também foi destaque. O próprio Rei Pelé afirmou que Best foi o melhor jogador de seu tempo. Numa história que se assemelha em alguns aspectos com a do nosso gênio Garrincha, George Best é aclamado em toda Europa, principalmente no Reino Unido. Por lá, é comum ver os seus fãs dizerem “Maradona good, Pelé better, George Best”. O próprio Best qustionava a comparação de Pelé como melhor jogador de todos os tempos. “ Se Pelé tivesse jogado pela Irlanda do Norte e eu pelo Brasil, será que todos diriam a mesma coisa?” indagava George a um amigo dele, jornalista.
Na minha opinião, não chega a tanto, mas fica claro, por tudo o que foi dito através dessas linhas, que Best foi um gênio da bola. Linhas que George Best escreveu com suas arrancadas, suas polêmicas e sua genialidade. Para quem não o conhece, acompanhe alguns lances de Best no vídeo abaixo.


Perfil:

Nome Completo: George Best
Nascimento: 22 de Maio de 1946, em Belfast, Irlanda do Norte
Falecimento: 25 de novembro de 2005
Apelidos: The Belfast Boy, O quinto Beatle.
Clubes: Manchester United (1963-1974), Stockport County (1975), Cork Celtic (1976), Fulham (1976-1977), Los Angeles Aztecs (1976-1978), Fort Lauderdale Strikers (1979), Hibernian FC (1979-1980), San Jose Earthquakes (1980-1981), Bournemouth (1983) e Brisbane Lions (1983)
Títulos: 2 Ligas Inglesas
1 Liga dos Campeões

Frases Célebres:
“Gastei muito dinheiro em carros velozes, mulheres bonitas e em bebidas. O resto eu desperdicei”
“Ele não chuta de pé esquerdo, não sabe cabecear, não sabe desarmar e não marca muitos gols. Fora isso, ele é bom”
(Sobre David Beckham)
“Se eu tivesse nascido feio, vocês nunca teriam ouvido falar de Pelé”
“Em 1969, eu dessiti do álcool e das mulheres. Foram os piores 20 minutos da minha vida”
“Eu parei de beber somente quando estava dormindo”
"Dizem que eu tentei dormir com sete misses mundo. Não é verdade. Foram apenas quatro. As outras três vieram atrás de mim.”
“Pelé me disse que eu era o melhor jogador do mundo. Essa foi a maior homenagem que recebi.”

26.10.06

Um clássico a cada rodada

Pode ser uma frase meio batida. Pode parecer clichê. Mas ninguém pode negar: existem jogos que não se pode perder.

Na atual conjuntura mundial, os clubes enfrentam-se durante o ano todo em sistema de pontos corridos e o campeão é aquele que alcançar o maior número de pontos. Essa fórmula faz com que os times entrem em campo muito mais determinados e concentrados. Todo clássico vira uma batalha, uma verdadeira final.

Também pudera, qualquer resultado após um clássico pode estruturar uma equipe ou até mesmo, desestabilizá-la totalmente. Para melhorar, por obra do destino, o mundo pôde acompanhar neste último fim-de-semana grandes jogos que poderiam ser palco de qualquer decisão, em qualquer campeonato.

Na França, por exemplo, todos os olhares estavam em Marselha. O Olympique, vice-líder da Ligue One, enfrentaria o Lyon, líder e atual penta-campeão francês. Uma derrota dos anfitriões poderia colocar em xeque o futuro do campeonato. Afinal, o Lyon havia aberto 5 pontos de diferença até então e mais uma vitória poderia deixá-lo com as duas mãos no hexa. O Velodrome foi palco de uma partida memorável e depois dos 90 minutos o Lyon conseguiu mais um triunfo, embalado pela dupla Juninho Pernambucano (foto)-Benzema.

Portugal também parou neste domingo para acompanhar o duelo entre os líderes Porto e Sporting. O vencedor do clássico abriria 3 pontos de vantagem e poderia embalar pelo resto do torneio. Numa partida emocionante, o empate ficou de bom tamanho e só serviu para acirrar a briga. Ambas as equipes sabem que se perderem pontos fáceis nas próximas rodadas podem ver o rival deslanchar.

Esses clássicos também servem para motivar grandes times que estão em baixa. Em Madri, quem esteve no Santiago Bernabeu viu este exemplo ao vivo. Um Real Madrid em frangalhos recebia o todo-poderoso Barcelona, atual campeão espanhol e europeu. Se tivesse perdido o jogo, o time merengue entraria em crise e até mesmo o cargo de treinador do incontestável Fábio Capello estaria em risco. Ninguém acreditava no potencial dos Galácticos e todos apostavam suas fichas no time da Catalunha.

Mas em campo, o Real mostrou grande disciplina tática aliada a muita raça e pegada. No final, a vitória madrilenha por 2 a 0 fez tudo mudar. Agora, a imprensa rasga elogios a Robinho (foto), cobra a ausência de Raúl na seleção e o Real volta a ser considerado como um forte candidato ao título. O Barcelona permanece na ponta da tabela, mas vê a mídia esportiva questionar o pífio futebol de Ronaldinho Gaúcho e criticar seu esquema com 4 meias e nenhum volante (coisa que ninguém cobrava até então).

No Brasil não foi diferente. Os torcedores do futebol canarinho, em especial são-paulinos e gremistas, também tiveram uma semana totalmente diferenciada. Jogadores digladiando-se com palavras, técnicos fazendo mistério em suas escalações, comentaristas fazendo mil e um prognósticos, programas esportivos explorando polêmicas inexistentes, enfim, o jogo do Olímpico neste último domingo tinha clima de final.

Se fosse realmente uma final, de um jogo só, nesta hora os são-paulinos estariam empolgadíssimos e comemorariam como loucos o 4º caneco de sua equipe.Mas aí é que vem a parte irônica da história. Todo este cenário foi montado e na verdade o campeonato só termina daqui 1 mês e meio! Até lá muitas coisas poderão acontecer, o líder poderá tropeçar e perder sua vantagem, ou seja, ainda vamos ver muitas finais...