7.7.10

O fim das promessas

Finalmente vamos sair da mesmice na Copa do Mundo. Teremos um eterno favorito prestes a se consagrar. Espanha ou Holanda.

Com uma superioridade incontestável, a Fúria aniquilou a blitz alemã. Del Bosque finalmente sacou Fernando Torres do time e promoveu a titularidade de Pedro Rodrigues. E o jovem do Barcelona não decepcionou. Com Villa bem marcado e anulado pelos defensores, ele foi a principal alternativa ofensiva do hispânicos.

E para a felicidade dos apreciadores de um bom cotejo, a Espanha fez o primeiro tempo que todos esperavam antes da Copa começar. Rodando a bola de pé em pé, controlando a posse e, consequentemente, o jogo. Como ficou evidente neste Mundial, fez tudo isso sem efetivar grandes penetrações. Numa das poucas vezes em que conseguiu, Villa desperdiçou ótimo passe de Pedro.

Os alemães tentaram repetir o mesmo meio de campo ágil e de velocidade que destroçou a Argentina, mas se deram mal, pois Del Bosque avançou a marcação espanhola e os quatro (Schweinsteiger, Khedira, Trochowski e Özil) acabaram esmagados, em linha. Para piorar, o time sentiu a falta de Müller, substituído por um esforçado Trochowski, porém ineficaz.

Sem conseguir fazer jogadas verticais, só restava o contra-ataque. Hoje, eles foram escassos e quase sempre mal articulados. Özil não esteve bem e pediu pênalti no lance mais agudo da primeira etapa. Para mim, o árbitro acertou.

O segundo tempo voltou com o mesmo panorama, com grande mérito para o preparo físico dos espanhóis. Eles não só conseguiram manter a pressão e a posse da bola, como passaram a articular jogadas mais próximas da área. Destaque para a grande atuação de Xabi Alonso. Eles só não esperavam abrir o placar da forma menos provável: cabeçada fulminante de Puyol em lance de escanteio.

A partir daí, o desenho tático se desfez e a Alemanha foi a frente na base da pressão. Del Bosque recuou o time e, obviamente, apostou nos contra-golpes. Só não foi premiado com o segundo gol porque Pedrito não passou a bola para Torres, num dos lances mais egoístas dessa Copa. Baqueados, os alemães se limitaram a alçar bolas na área adversária... Investidas facilmente neutralizadas pela ótima zaga ibérica.

O 1 a 0 coroou o time que procurou o jogo, que teve mais coragem e tentou vencer pelos próprios pés, e não pelos erros do adversário. Se não fosse pelo excesso de preciosismo de alguns atletas, o placar poderia ter sido mais recheado.

Agora, a Fúria tem todas as chances de se livrar da síndrome de vira-latas em Copas do Mundo. Se repetir a boa estrutura tática desta quarta, são os favoritos para vencerem a Holanda mais burocrática de todos os tempos.

Um comentário:

boleiragemtatica disse...

Olá, tudo bom?

Gostei muito deste blog, com alto teor opinativo e excelentes textos. Gostariam de fazer parceria de links?
O meu blog é sobre táticas: http://boleiragemtatica.wordpress.com

Grande Abraço