22.6.10

Parecidos, mas nem tanto...

Vejo dois times muito parecidos quando México e Uruguai estão em campo. Duas equipes cautelosas, bem arrumadas, e que dificilmente abrem mão da defesa para atacar. Ambos têm dois zagueiros-comandantes, Lugano e Marquez, e um meio-campo mais esforçado do que criativo.

No ataque, cada um depende muito da eficiência de apenas um jogador. Uruguai de Forlán, México de Giovani dos Santos. E talvez seja essa explicação para vermos nossos vizinhos do Sul mais fortes dessa vez. O atacante do Atlético de Madrid é mais jogador e tem mostrada versatilidade ao recuar para ajudar na armação.

Além disso, os uruguaios como sempre carregam a marca de sua tradição, com uma marcação forte e uma raça peculiar das bandas de Montevidéu. Numa Copa do mundo onde o nível técnico até aqui é baixo, força e vontade passam a ter mais relevância.

Essa combinação explica a boa vitória de hoje sobre os vizinhos latinos. Um triunfo que além de passar mais confiança para aos jogadores, vai garantir um adversário mais tranquilo para a equipe de Oscar Tabárez.

O México não está morto. Conserva o toque de bola que caractariza sua escola, mas sofre das escolhas questionáveis de Javier Aguirre. Deixar "Chicarito" Hernandez no banco para jogar com Guille Franco e "viejito" Blanco é um pecado. Se jogarem mesmo contra a Argentina nas oitavas, vai ser difícil Nossa Senhora de Guardalupe salvar o treinador...

2 comentários:

Arthur Kleiber disse...

Não acho que sejam muito parecidos. Claro que amobos dão bastante ênfase à marcação, mas o México é mais ofensivo e joga com três atacantes.

E o mexicano Marquez tem jogado no meio-campo, e não na defesa.

André Augusto disse...

A comparação com o Marquez não cabe mesmo, já que ele tá matando a pau como volante. O Franco (que não jogava nem no São Caetano aqui no Brasil) nem tanto, mas Blanco ainda é mais útil, apesar da idade, já que tem muito mais técnica que o camisa nove. Hernandez tem mta bola pra ser titular desse time.